Mancha aureolada
Crestamento bacteriano (Pseudomonas syringae pv. garcae)
Crestamento bacteriano (Pseudomonas syringae pv. garcae)
Sinônimo: Pseudomonas garcae
A mancha aureolada ou crestamento bacteriano do cafeeiro, causada pela bactéria Pseudomonas garcae, foi descrito pela primeira vez no município de Garça, São Paulo. Atualmente ocorre também no Paraná e no sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, sendo relatados ataques severos da doença principalmente em mudas crescendo em viveiro.
Danos: As folhas mais velhas apresentam manchas de coloração pardo escura, formato irregular, envolvidas por um anel amarelo (auréola), estas manchas estão distribuídas em toda a superfície das folhas sendo mais frequentes nas bordas. Normalmente, as áreas necrosadas rompem-se, formando uma perfuração no centro da mancha. Nas folhas novas, as manchas são circulares e a aureola amarela característica não é facilmente visível, sendo possível somente observar a transparência das lesões contra a luz. Com a evolução da doença, os halos amarelos coalescem formando grandes áreas necróticas, causando a queda prematura das folhas.
Quando ocorre nos ramos, a doença causa requeima. Frutos infectados na fase de chumbinho apresentam necrose. P. garcae ocorre principalmente em lavouras novas com 3 a 4 anos, causando desfolha, seca de ponteiros, superbrotamento e retardamento no desenvolvimento das plantas. Em viveiros P. garcae causa desfolha, morte de ponteiros e pode causar até a morte de mudas.
Controle: Os viveiros devem ser instalados em locais protegidos do vento e do frio. Quando a doença se manifestar, as mudas infectadas devem ser eliminadas para reduzir a fonte de inóculo na área, e também recomenda-se realizar aplicações de fungicidas cúpricos (0,3%) associados ou não a antibióticos na concentração de 0,2%. No caso de ataques mais severos, deve-ser realizada uma poda à altura do terceiro par de folhas, visando eliminar as pontas danificadas.
No campo, o controle deve ser preventivo através do plantio de barreiras quebra-vento ao redor da cultura, manter um maior espaçamento entre as plantas, evitando assim um acúmulo de umidade por longos períodos, e em áreas favoráveis à ocorrência da doença é recomendado a aplicação preventiva de fungicidas cúpricos, principalmente no período das chuvas. Estas aplicações podem coincidir com o controle da ferrugem do cafeeiro e da mancha de olho pardo.
Bacillus velezensis 42 g/L, Bacillus velezensis 3 x 10⁹ UFC/mL p. c.
Casugamicina 20 g/L
Casugamicina 50 g/kg, Oxicloreto de cobre 757 g/kg
Difenoconazol 125 g/L, Pidiflumetofem 75 g/L
Oxicloreto de cobre 840 g/kg, Equivalente em cobre metálico 500 g/kg
Óxido de cobre 860 g/kg, Equivalente em cobre metálico 750 g/kg
Extrato de Melaleuca alternifolia 222.5 g/L