Mancha-de-mirotécio

(Myrothecium roridum)

Culturas Afetadas: Algodão, Maxixe

A mancha-de-mirotécio, causada por Myrothecium roridum, foi relatada no Brasil pela primeira vez na Índia na cultura do algodoeiro na safra 2003/2004, em áreas de produção nos estados da Bahia, Mato Grosso e Maranhão.

Disseminação - A disseminação p
ode ocorrer via semente. Ocorre de partes infectadas para partes sadias das plantas por meio de respingos das chuvas, orvalho ou irrigação.

Sintomas - Os sintomas da doença ocorrem inicialmente nas folhas e, em seguida, nas brácteas, maçãs, pecíolos e caules, sendo caracterizados por manchas circulares com coloração violeta a avermelhada nas margens e marrom a negras no centro, à medida que evoluem. As lesões podem atingir 3 cm de diâmetro, com áreas translúcidas ao seu redor. Esporodóquios escuros também são observados sobre as lesões, sendo inicialmente arredondados e, à medida que se desenvolvem, tornam-se irregulares, com hifas de coloração branca ao redor.

Etiologia - O agente etiológico da mancha-de-mirotécio é um fungo de solo, saprófita, que sobrevive em restos culturais e pode ser transmitido por sementes. Sua dispersão ocorre de partes infectadas das plantas para as partes sadias, principalmente por meio de respingos de água das chuvas, orvalho ou de irrigação. O fungo é encontrado em regiões de clima temperado e tropical, com uma gama de hospedeiros vasta, que inclui solanáceas e cucurbitáceas.  

 

A mancha-de-mirotécio ocorre com mais frequência em plantas submetidas a algum tipo de estresse. Entretanto, tem-se verificado a ocorrência da doença, em diversas regiões produtoras, mesmo em plantas não submetidas a estresse, embora não haja relatos de perdas na produção na maioria dessas áreas.

Em virtude de a doença ter sido verificada recentemente no Brasil, informações sobre métodos de controle são restritas. Não existem informações sobre a resistência genética à mancha-de-mirotécio em cultivares de algodoeiro e, tampouco, fungicidas químicos registrados para seu controle.

Controle - Fungicidas químicos com ingredientes ativos à base de iprodiona, clorotalonil, tetraconazole, azoxistrobina e clorotalonil mais tiofanato metílico têm sido utilizados no controle da mancha-de-mirotécio. Porém, recomenda-se somente o uso de fungicidas registrados para a cultura. 



 

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