Bula Evos - Alta

Bula Evos

Azoxistrobina; Flutriafol
5714
Alta

Composição

Azoxistrobina 250 g/L
Flutriafol 250 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 1,0; 5,0; 6,0; 10 e 20 Litros.

Tipo: Bombona
Material: Polietileno
Capacidade: 1,0; 3,0; 5,0; 10 e 20 Litros.

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,25; 1,0; 1,5; 2,5; 3,0; 5,0; 6,0; 20 Litros.

Tipo: Frasco
Material: Polietileno
Capacidade: 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 5,0 Litros.

Tipo: Bulk
Material: Plástico/Aço/Metálico
Capacidade: 1.000; 5.000; 10.000; 20.000 Litros.

Tipo: Farm-Pack
Material: Aço/Ferro/Plástico
Capacidade: 420 e 1.000 Litros.

Tipo: Tambor
Material: Aço/Ferro/Plástico
Capacidade: 160; 180 e 200 Litros.

Tipo: Tanque
Material: Aço/Ferro/Plástico
Capacidade: 1.000; 1.100; 5.000; 10.000 e 20.000 Litros.

INSTRUÇÕES DE USO

EVOS é um fungicida sistêmico, usado em pulverizações preventivas, que apresenta duplo modo de ação. Atua como inibidor da biossíntese do ergosterol que é constituinte da membrana celular dos fungos e como inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células dos fungos, inibindo assim, a formação de ATP essencial nos processos metabólicos dos fungos. Dependendo do patógeno, o produto também apresenta ação curativa e erradicante.
Efeito fisiológico: A aplicação de EVOS, nas doses recomendadas, podem proporcionar efeitos fisiológicos positivos às plantas e aumentar a produtividade, melhorando a qualidade do produto final.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Algodão: Iniciar as aplicações preventivamente, reaplicando, se necessário, a cada 14 dias. Realizar no máximo 3 aplicações no ciclo da cultura. Para Ramulária, iniciar as aplicações ao redor de 40-45 dias após a emergência da cultura.

Café: A aplicação deverá ser efetuada quando forem constatados índices de infecção foliar de até 5% (*). Realizar aplicação parcelada do produto da seguinte maneira: 1,2L de p.c/ha na primeira aplicação e 0,80L de p.c/ha 90 dias após a primeira aplicação.
EVOS deverá ser utilizado, preferencialmente, na época preconizada para o controle das doenças no período de maior infecção, o que normalmente ocorre nos meses de Dezembro a Abril. (*) Método de Amostragem: coletar ao acaso do terço médio da planta folhas entre o 2º e o 4º par de folhas do ramo, 10 folhas por planta sendo 5 de cada lado de 20 a 30 plantas por talhão conforme a uniformidade do mesmo. Em regiões onde as condições são favoráveis a ocorrência de cercosporiose, recomenda-se realizar uma aplicação preventiva no mês de novembro de fungicida cúprico seguindo-se com o início da aplicação parcelada em dezembro de EVOS na dose de 1,2 L/ha e finalizando em março com a aplicação de 0,80 L/ha.

Cana-de-açúcar (Aplicação foliar):
Ferrugem-marrom: Iniciar as aplicações de forma preventiva ou no máximo no surgimento dos primeiros sintomas de doença na área. Reaplicar em intervalos de 30 dias, efetuando no máximo 4 aplicações por ciclo. Essas aplicações deverão ser concentradas no período de máximo desenvolvimento vegetativo da planta.
Utilizar a maior dose em variedades com maior susceptibilidade à ferrugem, plantada em época favorável a ocorrência da doença.
Ferrugem-alaranjada: Iniciar as aplicações de forma preventiva ou no máximo no surgimento dos primeiros sintomas de doença na área. Reaplicar em intervalos de 30 dias, efetuando no máximo 4 aplicações por ciclo. Essas aplicações deverão ser concentradas no período de máximo desenvolvimento vegetativo da planta. Utilizar o maior número de aplicações para variedades susceptíveis a ferrugem-alaranjada.

Cana-de-açúcar (Aplicação no sulco): Podridão-abacaxi: Aplicar sobre os toletes no sulco de plantio, através de pulverização em jato dirigido. Utilizar a maior dose em época mais favorável à ocorrência da podridão-abacaxi ou em áreas com histórico de ocorrência da doença.

Feijão: Iniciar as aplicações preventivamente aos 20 a 30 dias após a emergência da cultura. Reaplicar a intervalos de 14 dias, intercalando com fungicida(s) de outro(s) grupo(s) químicos, se necessário. Realizar no máximo 3 aplicações. Utilizar a dose mais alta em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença.

Milho: Para o controle das doenças foliares indicadas na cultura do milho, EVOS deverá ser aplicado de forma preventiva aos 40-50 dias após o plantio (observando-se o desenvolvimento da cultura, em função da precocidade do material utilizado), reaplicando-se com intervalo de 20 dias. Efetuar no máximo 2 aplicações.

Soja: Efetuar no máximo 3 aplicações.
DFC - Doenças de Final de Ciclo (Crestamento foliar, Septoriose e Mancha-alvo): A aplicação deverá ser efetuada a partir do florescimento (estádio fenológico R1 - R3) e repetir se necessário dependendo da evolução da doença.
Antracnose e Mela: A aplicação deverá ser efetuada a partir do florescimento (estádio fenológico R1 - R3) e repetir se necessário dependendo da evolução da doença.
Oídio: A aplicação deverá ser efetuada quando for constatados índices de infecção foliar de 20%, repetir se necessário dependendo da evolução da doença.

Trigo: EVOS deverá ser aplicado de forma preventiva ou nos estágios iniciais de infecção das doenças foliares do trigo (até 5% de incidência), observando-se um intervalo de 20 dias. Utilizar a menor dose quando o nível de incidência de ataque mencionado for atingido antes da emissão da folha bandeira, repetindo se necessário quando o índice for novamente alcançado. Utilizar uma única aplicação de 0,25 L/ha quando o nível de incidência mencionado for alcançado após a emissão da folha bandeira.
Para o controle da brusone, iniciar as pulverizações preventivamente quando a cultura estiver em fase de "emborrachamento" (pré-emissão dos cachos) e repetir no início do florescimento. Efetuar no máximo 3 aplicações.

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

EVOS deve ser diluído em água e aplicado por pulverização sobre as plantas de modo que haja uma boa cobertura.
APLICAÇÃO TERRESTRE:
Volume de aplicação: 100 a 200 litros água/ha para as culturas do algodão, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e trigo e 400 litros/ha para a cultura do café.
Para a cultura de café quando plantado no espaçamento convencional a aplicação poderá ser feita com turbo atomizador, pulverizador costal motorizado ou costal manual, utilizando bicos de jato cônico com abertura e pressão que possibilitem densidade de 70 a 100 gotas/cm², com diâmetro entre 100 a 200 micra, bem como a aplicação dos volumes de calda indicados.
Nas culturas do algodão, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e trigo, utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados para a aplicação de fungicidas, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200 µm, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm², e uma pressão de 40 a 60 libras.
Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
Para a cultura da cana-de-açúcar (Aplicação no sulco), utilizar volume de calda de 100 L/ha. Utilizar pulverizadores acoplados às plantadoras mecanizadas ou máquinas específicas para fechamento do sulco (tampador), imediatamente antes do fechamento.

APLICAÇÃO AÉREA (culturas de algodão, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e trigo):
Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação, como por exemplo, cônicos D6 e D12 e disco "core" inferior a 45.
Largura efetiva de 15-18 m, com diâmetro de gotas de 80 µ, e um mínimo de 60 gotas por cm².
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS RECOMENDADAS

Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 15 km/hora.
Para a aplicação aérea, observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, Café, Soja e Trigo: 30 dias;
Cana-de-açúcar (aplicação foliar): 60 dias;
Cana-de-açúcar (aplicação no sulco de plantio): Intervalo de segurança não determinado devido a modalidade de emprego;
Feijão: 14 dias;
Milho: 42 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
Desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para as culturas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

EVOS é um fungicida composto por uma estrobilurina, (azoxistrobina), e um triazol (flutriafol). Estes ingredientes ativos apresentam dois diferentes modos de ação, o primeiro pertence ao grupo dos QoI e o segundo pertence ao grupo dos IBEs. Esta combinação de diferentes ativos faz parte de uma estratégia de manejo de resistência.
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando a prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Utilizar rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo ou bula.
• Incluir outros métodos de controle de doenças (ex.: Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID), quando disponível e apropriados.
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o manejo de resistência