Míldio (Bremia lactucae)
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Míldio

Míldio da alcachofra (Bremia lactucae)

Culturas Afetadas: Alface, Almeirão, Chicória

Bremia lactucae pertence ao Reino Chromista, mas é estudado entre os fungos pela sua importância fitopatogênica. Na alcachofra encontram-se raças especializadas do patógeno não patogênicas à alface. O míldio é uma das doenças mais importantes da alcachofra, causando grandes perdas sob condições favoráveis ao desenvolvimento do patógeno.

Danos: Ocorre praticamente em todo o Brasil, mas os sintomas são mais severos nas regiões mais frias e úmidas. É quase exclusivamente um patógeno das asteráceas, com apenas um registro de incidência em tomateiro no México. Os sintomas são representados por manchas pardas e secas na face superior das folhas, correspondendo a eflorescências brancas ou corpos de frutificação do fungo na face inferior. As lesões provocadas por míldio podem favorecer a instalação de outros fungos, como Botrytis cinereae, por exemplo.

Controle: Existem algumas variedades com certa resistência ao patógeno e adaptadas às condições de estresse ambiental.

Para um controle adequado, deve-se adotar medidas culturais, tais como:

a) Escolha de sementes limpas e livres do patógeno;

b) Irrigar apenas o necessário, de preferência utilizar a irrigação por gotejamento para evitar a presença de água livre sobre as folhas, se for usada a irrigação por aspersão, esta deve ser feita no período da manhã;

c) Evitar as plantações muito adensadas que facilitam o arejamento das plantas;

d) Manter boa ventilação nas culturas protegidas;

e) Realizar rotação de culturas com cultivos não hospedeiros pelo menos durante dois anos;

f) Retirar do campo os restos de plantas infectados, os quais devem ser queimados ou enterrados.

Realizar pulverizações com fungicidas protetores preventivos.

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