Bula Revus

acessos
Mandipropamid
10308
Syngenta

Composição

Mandipropamida 250 g/L Éter mandelamida

Classificação

Fungicida
II - Altamente tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Abóbora Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
400 a 600 mL p.c./ha 1000 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Iniciar as aplicações preventivamente antes do florescimento (25 a 30 dias após a emergência)
Abobrinha Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
400 a 600 mL p.c./ha 1000 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Iniciar as aplicações preventivamente antes do florescimento (25 a 30 dias após a emergência)
Alface Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Bremia lactucae)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20-30 dias após transplante)
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, ainda durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20-30 dias após emergência)
Brócolis Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora parasitica)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Iniciar as aplicações preventivamente durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20 a 30 dias após o transplante)
Cebola Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora destructor)
600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 2 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20-30 dias após transplante)
Cebolinha Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora destructor)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Iniciar as aplicações preventivamente durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20 a 30 dias após o transplante)
Couve Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora parasitica)
600 mL p.c./ha 600 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Iniciar as aplicações preventivamente durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20 a 30 dias após o transplante)
Couve-flor Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora parasitica)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Iniciar as aplicações preventivamente durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox. 20 a 30 dias após o transplante)
Mamão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Podridão parda
(Phytophthora palmivora)
400 a 600 mL p.c./ha 400 a 800 L de calda/ha - 7 dias. 1 dias. Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições ambientais estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença
Melancia Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Iniciar as aplicações preventivamente antes do florescimento (aprox. 25-30 dias após a emergência)
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
400 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Iniciar as aplicações preventivamente antes do florescimento (aprox. 25-30 dias após a emergência)
Pepino Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
400 a 600 mL p.c./ha 1000 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Iniciar as aplicações preventivamente antes do florescimento (aprox. 25-30 dias após a emergência)
Rosa Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora sparsa)
400 a 600 mL p.c./ha 1000 L de calda/ha - 7 dias. Uso não alimentar. Iniciar as aplicações preventivamente, no início da brotação, logo após a poda
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
400 a 600 mL p.c./ha 1000 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Iniciar as aplicações preventivamente, no início do florescimento (aprox. 30 dias após o transplante)

Frascos plásticos:0,25; 0,5; 1; 2,5; 5; 10 e 20 litros.
Bombonas plásticas: 5;10; 20; 25 e 50 litros.
Tambores ou barricas de fibra, ferro, aço ou plástico: 10; 25; 40; 45; 50; 60; 70; 80; 90; 100; 125; 150; 180; 200; 220; 250; 400; 450; 500 e 550 litros.
Bulks de fibra ou plástico: 1000; 2000; 5000; 10000 e 20000 litros.
Farm pack plástico: 200; 220; 250; 400; 420; 450; 500 e 550 litros.

INSTRUÇÕES DE USO:
Revus é um fungicida com ação translaminar (de contato e profundidade), pertencente à classe química dos aminoácidos e amidas carbâmicos sistêmicos, apresentado em formulação do tipo suspensão concentrada (SC), desenvolvido para o tratamento da parte aérea de diferentes culturas.


MODO DE APLICAÇÃO:
REVUS® pode ser pulverizado por meio de equipamentos costais (manual ou motorizado), motorizado estacionário com mangueira e pistola ou pelo sistema convencional com barra.
Os equipamentos devem ser adaptados com bicos de jato cônico, da série "D" ou similar, ou bicos de jato tipo leque capazes de produzir espectro de gotas compatível com a pulverização de fungicidas, com pressão variando entre 80 a 100 PSI (ou utilizar pressão segundo recomendação do fabricante), observando-se uma cobertura total das plantas até próximo do ponto de escorrimento ou observar o diâmetro do volume médio de gotas (DMV) de 200 a 250 µm e uma densidade acima de 200 gotas/cm².

Volume de Aplicação: seguir a orientação abaixo, considerando o desenvolvimento da cultura.
• Alface: 400 L/ha
• Batata: 400 L/ha
• Cebola: 400 L/ha
• Rosa: 1.000 L/ha
• Tomate: 1.000 L/ha
• Melão: 400 L/ha
• Melancia: 400 L/ha
• Pepino: 1.000 L/ha
• Abóbora: 1.000 L/ha
• Abobrinha: 1.000 L/ha
• Brócolis: 400 L/ha
• Cebolinha: 400 L/há
• Couve: 600 L/ha
• Couve-flor: 400 L/ha
• Mamão: 400 a 800 L/ha

Para preparar a calda, encher o tanque até a metade do volume, adicionar a dose recomendada de REVUS®, e, depois, adicionar mais água, até o volume requerido para a aplicação. Providenciar agitação suficiente durante a mistura e aplicação, para manter uma suspensão homogênea.
Ajustar a velocidade do equipamento para a vazão/volume de calda desejada.


INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita):

CULTURA DIAS
ALFACE 3
BATATA 3
CEBOLA 2
MELANCIA 1
MELÃO 1
PEPINO 1
ROSA UNA
TOMATE 1
ABÓBORA 1
ABOBRINHA 1
BRÓCOLIS 3
CEBOLINHA 3
COUVE 3
COUVE-FLOR 3
MAMÃO 1
UNA = USO NÃO ALIMENTAR


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela saúde Humana – ANVISA/MS).
LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas nas doses e condições recomendadas.


INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS).

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
•Produto para uso exclusivamente agrícola.
•Não coma não, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto;
•Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual recomendados.
•Os equipamentos de proteção individual(EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
•Não utilize equipamentos de proteção individual(EPI) danificados.
•Não utilize equipamento com vazamento ou defeitos.
•Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
•Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO NO MANUSEIO:
-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
-Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
-Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
-Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
-Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada
-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
-Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
-Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
-Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
-Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-Não reutilizar a embalagem vazia.
-No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão
de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR MANDIPROPAMID
INFORMAÇÕES MÉDICAS

•Grupo químico: Mandipropamid: éter mandelamida
•Classe toxicológica: II-ALTAMENTE TÓXICO
•Mecanismos de toxicidade: Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos.
•Vias de absorção: Oral ,inalatória e dérmica.
•Sintomas e sinais clínicos:REVUS apresenta baixa toxicidade aguda. Casos de intoxicação são mais comuns quando quantidades elevadas são ingeridas. Em estudos com animais, os sintomas de intoxicação aguda não são específicos e são passageiros. O mesmo pode ser esperado em humanos.
•Toxicocinética:Em estudos de toxicocinética realizados com animais, expostos à dose única de mandipropamid, a concentração encontrada nos tecidos foi baixa, sendo ainda menor entre as fêmeas. As maiores concentrações de resíduos foram encontradas no fígado, porém com rápido declínio. O tempo de meia-vida de eliminação foi de aproximadamente = 24 horas para todos os tecidos. Após 96 horas da administração, os níveis teciduais do produto foram menores que os limites de detecção.
•Diagnóstico: Devido à ausência de sintomas específicos, o diagnóstico deve ser
estabelecido pela confirmação da exposição e de acordo com o quadro clínico apresentado.
•Tratamento: Não existe antídoto conhecido, aplicar tratamento sintomático em caso de exposição.
No caso de contato dérmico, remover a roupa contaminada e lavar bem as partes do corpo afetadas com água e sabão.
No caso de contato com os olhos, lavar com água abundante por alguns minutos e procurar auxílio médico. No caso de ingestão oral, aplicar medidas gerais de suporte. Proceder lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administração de carvão ativado e um purgante com grande quantidade de água são indicados mesmo quando houver transcorrido algum tempo, devido a significante excreção biliar.
•Contra-indicações: Não induzir vômito.
•Atenção: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos e notificação (SINAN/MS)
Telefone de emergência da empresa: 0800-7044304.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO:
Após a exposição animal os sinais e sintomas observados não foram específicos e foram passageiros.
Estudos com animais de laboratório indicaram que após administração oral de mandipropamid radiomarcado em ratos machos, ocorreu um equilíbrio na concentração tecidual detectada, atingindo um equilíbrio dinâmico após 4 horas da exposição. As concentrações residuais diminuem rapidamente quando encerrada a administração. A concentração tecidual durante o equilíbrio dinâmico foi baixa, foram encontrados níveis acima de 0,1 µg equivalente/g somente no fígado e rins.

EFEITOS AGUDOS:
Dados de toxicidade aguda da formulação:

DL50 oral em ratos> 5.000 mg/kg p.c. DL50 dérmica em ratos> 5.000 mg/kg p.c.
Irritação ocular em coelhos = irritação reversível em 7 dias. Irritação dérmica em coelhos = irritação leve
CL50 inalatória > 4,89 mg/L de ar
Sensibilização dérmica: não houve sensibilização.

EFEITOS CRÔNICOS:
Nos estudos crônicos e de carcinogenicidade, os órgãos alvos de toxicidade nas doses mais altas foram fígado e rins. Os eritrócitos também se mostraram como alvos de toxicidade nas doses mais altas. O NOAEL mais sensível para o ingrediente ativo foi determinado a partir desses estudos, em ratos, apresentando o valor de 3mg/kg.
O mandipropamid não demonstrou ser carcinogênico, no entanto, existe uma impureza proveniente da síntese do ingrediente ativo (a "SYN 545038"), que em doses acima do limite máximo de 0,01% conforme estabelecido pela monografia da ANVISA, é genotóxica e apresenta potencial carcinogênico.
Em relação aos estudos de reprodução, desenvolvimento, neurotoxidade aguda e subcrônica, de forma geral, não houve demonstração de efeitos relacionados ao tratamento com madipropamid.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
PRODUTO PERIGOSO
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem- os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.-
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, tiotas, avental, másOara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual {EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto; siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamentos de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
-Verifique a direção do vento e aplique de modo, a não entrar na névoa do, produto.
-Aplique o' produto, somente nas doses recomendadas e observe o intervalo_de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicaçãO e a colheita).
-Utilize equipamentos de proteção individual — EPI: macacão com tratamento. hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas.das calças por, cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
-Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA.-ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar ria área tratada com o produto antes do término-do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o. restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os' equipamentos de proteção 'individual (EPIs) lave as luvas aind vestidas para evitar contaminação.
seguintes equipamentosor desproteção ihdividual (EPIs) recomendados devem ser retirados nas
ordem: avental, botas, macacão, luvas e máscara,
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suar roupas de proteção separado das 'demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas 'e avental impermeável. Faça a manutenção e lavagem dos equipamentoS de proteção após cada aplicaçã d produto.
Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações d fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência' levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
- Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
-Pele: Em caso de contato, tire'a roupa dontaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
-Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aherto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR MANDIPROPAMID

INFORMAÇÕES MÉDICAS

GRUPO QUÍMICO: Mandipropamid: éter mandelamida
CLASSE TOCICOLÓGICA: II— Altamente Tóxico
MECANISMOS DE TOXIDADE: Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos.
VIAS DE EXPOSIÇÃO: Oral, inalatória e dérmica
SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS: REVUS apresenta baixa toxicidade aguda. Casos de intoxicação são mais comuns quando quantidades elevadas são ingeridas. Em estudos com animais, os sintomas de intoxicação aguda .não são esPecíficos e são passageiros. O mesmo pode ser esperado em humanos.
TOXICOCINÉTICA: Em estudos de toxicocinética realizados com animais, expostos à dose única de mandiopropamid, a concentração encontrada nos tecidos foi baixa, sendo ainda menor entre as fêmeas. As maiores concentrações de resíduos foram encOntradas no fígado, porém com rápido declínio. O tempo de meia-Vida de de aproximadamente < 24 horas para todos tecidos. Após 96 horas da administração, os niveis teciduais do produto foram menores que os limites de detecção.
DIAGNÓSTICO: Devido à ausência de sintomas especificos, o diagnóstico deve ser estabelecido pela confirmação da exposição e de acordo com o quadro clínico apresentado.
TRATAMENTO: Não existe antídoto conhecido, aplicar tratamento sintomático em
caso de exposição.
No caso de contato dérmico, remover a roupa contaminada lavar bem as partes do corpo afetadas com água e sabão.
No caso de contato com os olhos, lavar com água abundante por alguns minutos e procurar auxílio médico.
No caso de ingestão oral aplicar medidas gerais de suporte. Proceder lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administração de carvão ativado e um purgante com grande quantidade de água são indicados mesmo quando houver transcorrido algum tempo, devido a significante excreção biliar.
CONTRA-INDICAÇÕES: Não induzir o vômito.
ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT -- ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINALA/MS)
Telefone de emergência da empresa: 0800-7044304.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO:
Após a exposição animal os sinais e sintomas observados não foram específicos e foram passageiros.
Estudos com animais de laboratório indicaram que após administração oral de mandipropamid radiomarcado em ratos machos, ocorreu um equilíbrio na concentração tecidual detectada, afingindb um equilíbrio dinâmico após 4 horas da exposição. As concentrações residuais diminuem rapidamente quando encerrada a administração. A concentração tecidual .durante o equilíbrio dinâmico foi baixa, foram encontrados níveis acimI de 0,1 pg equivalente/g somente no fígado e rins.

EFEITOS AGUDOS:
Dados de toxicidade aguda da formulação: D1_50 oral em ratos > 5.000 mg/kg p.c.
DL50 dérmica em ratos > 5.000 mg/kg p.c.
Irritação ocular em coelhos = irritação reversível em 4 dias.
Irritação dérmica em coelhos = irritação leve
CL50 inalatória > 4,89 mg/1 L de ar
Sensibilização dérmica: não houve sensibilização.

EFEITOS CRÔNICOS: Nos estudos crônicos e de carcinogenicidade, os órgãos alvos de toxicidade nas doses mais altas foram`fígado e rins. Os eritrócitos também'se mostraram como alvos de toxicidade nas doses mais altas. O NOAEL mais sensível para o ingrediente ativo foi determinado a partir desses estudos, em ratos, apresentando o valor dé 3mg/kg.
O mandipropamid não demonstrou ser carcinogênico, no entanto, existe uma impureza proveniente da síntese do ingrediente ativo (a "SYN 545038"), que em doses acima do limite máxirno de 0,01%, conforme estabelecido pela -monografia da ANVISA, pode ser genotóxica e pode apresentar potencial carcinogênico.
Em relação aos estudos de reprodução, desenvolvimento, neurotoxicidade aguda e SUbcrôniCa, de forma geral, não houve demonstração de efeitos relacionados ao tratamento com mandipropamid.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
• Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.