Bula Fezan Gold

acessos
Clorotalonil + Tebuconazole
8215
Oxon

Composição

Clorotalonil 450 g/L Carbonitrilas
Tebuconazol 50 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Sistêmico
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem asiática
(Phakopsora pachyrhizi)
2 a 2,5 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar até 3 aplicações 30 dias. No início dos primeiros sintomas
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da folha
(Puccinia triticina)
2 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar até 2 aplicações 35 dias Fazer o controle quando as doenças alcançarem 5% de área foliar ou 80% de incidência

Frasco de polietileno de alta densidade de 1 L;
Bombona de polietileno de alta densidade de 5 e 10 L;
Bombona (exterior de folha de flanders e interior revestido com resina fenólica) de 20 e 22,5 L.

MODO DE APLICAÇÃO! EQUIPAMENTOS:
No recipiente onde se prepara a calda colocar metade da água necessária. Agitar bem a embalagem até completa homogeneização, colocar a quantidade de produto a utilizar e completar o volume de água, agitando sempre.
A dose recomendada do FEZAN GOLD deve ser diluída em águae aplicada em forma de pulverização foliar com equipamento terrestre, costal manual ou tratorizado, e via aérea, através do uso de barra ou atomizador rotativo Micronair. Para uma cobertura uniforme sobre as plantas, deve-se observar recomendação do fabricante das pontas de pulverização quanto ao seu espaçamento e pressão de trabalho.

VIA TERRESTRE
Costal manual ou Costal motorizado: Utilizar pulverizador provido de bicos di jato leque, cônicos ou equivalentes, com espaçamento, vazão e pressão de trabalho, corretamente calibrados.

Trigo: Para a aplicação em trigo, recomenda-se a utilização de pulverizadores costais pressurizados à base de 002, equipados com barra contendo bicos cônicos (D2) ou bicos leque (XR 110.02), regulados para uma pressão constante de 35-40 lb/pol2, permitindo uma vazão/volume de calda de 200 a 300 L/ha.

Soja: O produto deve ser aplicado por meio de equipamento costal manual ou motorizado, utilizando pulverizadores costais pressurizados à base de CO2, equipados com bicos leque, do tipo XR 110.02 ou XR 110.03, com pressão de trabalho constante, entre 30 - 45 lb/po12, e vazão/volume de calda para aplicação de 200 a 300 Ilha.

Obs.: O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação a fim de proporcionar a adequada densidade de gotas, obedecendo-se ventos de até 10 km/h, temperatura e umidade relativa, visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva. As recomendações e valores climáticos deverão ser observados sempre no local da aplicação do produto. Consulte sempre um profissional habilitado.

Limpeza do equipamento de aplicação: Proceder a lavagem com solução a 3% de amoníaco ou soda cáustica, deixando-a no tanque por 24 horas. Substituí-Ia depois, por solução de carvão ativado a 3 g/L de água e deixar em repouso por 1 a 2 dias, lavando em seguida com água e detergente. Descartar a água remanescente da lavagem por pulverização nas bordaduras da lavoura.

Tratorizado: Quando aplicar com barra, utilizar bicos cônicos das séries D, ou equivalentes com pressão de 80 a 150 lbs/po12 (p.s.i.), aplicando de 100 a 150 L de calda/ha. Observar que esteja ocorrendo uma boa cobertura.

VIA AÉREA
Aplicação Aérea: Usar barra equipada com bicos de jato cônico vazio da série "D" (D6 A D12) ou similar, ou atomizador rotativo Micronair, que proporcione a liberação e deposição de uma densidade mínima de 60 a 80 gotas/cm2. Recomenda-se uma altura de vôo de 2 a 3 m acima do alvo no caso de pulverização com barra e de 3 a 4 m acima do alvo no caso de pulverização por Micronair, pressão da bomba de 30 a 50 lb/pol2, uma vazão de 10 a 201— de calda/ha na utilização de atomizador rotativo Micronair e de 20 a 40 L de calda/ha quando se emprega barra com largura da faixa de disposição de 15 a 1 8m.
Na aplicação, verificar se as plantas estão recebendo a calda de pulverização de modo uniforme e se está ocorrendo uma cobertura total e uniforme da folhagem das plantas.
Os tratamentos deverão ser iniciados preventivamente dependendo das condições climáticas ou aos primeiros sintomas do aparecimento das doenças, proporcionando uma boa molhabilidade das plantas.

Condições climáticas: As condições climáticas mais favoráveis e recomendáveis ao bom resultado de uma pulverização assim como a utilização dos equipamentos corretos de pulverização devem ser obedecidas. O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação para proporcionar a adequada densidade de gotas, obedecendo-se ventos de até 10 km/h, temperatura e umidade relativa, visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva e deposição. O sistema de agitação, do produto no tanque, deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.

INTERVALOS DE SEGURANÇA: i
Soja: 30 dias.
Trigo: 35 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁËASM/AS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS)

LIMITAÇÕES DE USO:
• Uso exclusivamente agrícola.
• Desde que sejam mantidas as recomendações de uso não ocorre fitotoxicidade nas culturas para as quais o produto é recomendado.
• As recomendações e valores climáticos deverão ser observados sempre no local da aplicação do produto.
• Não é recomendada a aplicação do produto em dias chuvosos ou com prenúncio de chuva.
• Não aplicar o produto durante a ocorrência de ventos acima de 10 km/h, pois pode ocorrer desvio do produto em relação ao alvo (deriva).
• Evitar as aplicações durante as horas mais quentes do dia ou com temperaturas muito elevadas.
• Evitar condições que possam comprometer uma boa cobertura de pulverização.
• Todo equipamento usado para aplicar FEZAN GOLD deve ser descontaminado antes de outro uso.
• A calda deve ser aplicada no mesmo dia da preparação. A utilização da mesma preparada de um dia para o outro pode reduzir a eficiência do produto.
• O produto FEZAN GOLD se torna mais eficiente na utilização de cultivares de trigo de alta produtividade, que são caracteristicamente mais susceptíveis.
• O momento da aplicação dos fungicidas depende da época de semeadura, dos níveis de resistência dos cultivares, o que pode ocorrer desde os estádios vegetativos aos reprodutivos, especialmente sob condições favoráveis para os patógenos, como chuvas freqüentes e temperaturas variando de 20 a 30C.
• Recomenda-se consultar um Engenheiro Agrônomo para maiores informações

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

INFORMAÇOES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE;

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
- Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos;
- Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula;
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, Inseticidas, Controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

MINISTÉRIO DA SAÚDE - AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana ANVISA/MS)

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVÁVEIS

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - / IBAMNMMA)

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis

TELEFONE DE EMERGÊNCIA: (11)5561-2520

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NA BULA E RÓTULO.

USE OS EQUIF',AMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio ou aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, viseira facial, touca árabe e luvas.
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI's) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamento ou com defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produtõ juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. -

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA.
• Produto extremamente irritante para os olhos.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as instruções descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente o serviço médico de emergência.
• Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇOES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
• Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e SIGA AS ORIENTAÇOES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS:
• Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇOES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual - 'EPI: macacão de algodão hidrorrepelente
(com as mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das
calças passando por cima das botas), botas de borracha, máscara facial providas de
filtros cobrindo o nariz e a boda, viseira facial, touca árabe e luvas de borracha.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado. -

PRECAUÇÕES DUÀANTE A APLICAÇÃO
• Evite o máximo possível, o contato com a área tratada.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Verifique a direção do vento e aplique de modo a evitar que • Aplicador entre na névoa de produto.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente (com as mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças passando por cima das botas), botas de borràcha, máscara facial provida de filtros cobrindo o nariz e a boca, viseira facial, touca árabe e luvas de borracha.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
• Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA, ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancdo, seco e arejado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI's) devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, viseira facial, botas, macacão, luvas e máscara.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto:
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações dos fabricantes.
• Não reutilizar a embalagem vazia.
• No.descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingesáo: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutós. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

TELEFONES DE EMERGÊNCIA PARA INFORMAÇÕES MÉDICAS:
Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 (RENACIAT - ANVISA/MS)
Telefone de emergência da empresa: (11) 3528-4500

INTOXICAÇÕES POR PRODUTO COMERCIAL INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo Químico lsoftalonitrita (Clorotalonil) -
Triazol (Tebuconazol:
Classe toxlcologica Classe 1 - Extremamente Tóxico
Vias de absorção Oral, dermal, inalatória e ocular
Toxicocinética Estudos efetuados com animais de laboratório indicam que:
Clorotaloriil; após administração oral de clorotalonil, ocorre absorção lenta. Dados indicam que a absorção a partir do trato gastrointestinal está na ordem de 30-32% da dose administrada. Após 48 horas,menos de 6% da dose administrada foi recuperada no sangue ou urina.
Em um estudo de distribuição, observou-se que as concentrações mais elevadas ocorreram nos rins, seguidas por fígado e sangue,1 4C independentemente da dose e do tempo de administração. A via metabólica envolve metabolismo hepático através da conjugação com ooçi1 glutationa seguida por degradação enzimática. Os conjugados menores são então transportados via circulação sanguínea para os rins, onde são convertidos aos rnetabólitos tiólicos e excretados nas fezes e na urina. A maior parte, 80% da doe, é excretada nas fezes em 96 horas.

Metabólitos na urina representam aproximadamente 2,4% da dose administrada na forma de tióis livres e como seus derivados metilados. Inibição da enzima gama-g lutam iltransferase e do transporte renal de ânions orgânicos diminui a excreção urinária de metabólitos derivados tiól,cos em ratos. Há fortes evidências de recirculação hepática. Em ratos, cerca de 20% da dose absorvida é excretada na bile, entretanto em doses maiores (2000 mg/Kg), uma proporção consideravelmente menor (8%) éexcretada na bile, indicando que este é um processo saturável. Não há evidência de bioacumulação após a administração repetida de doses.
Tebuconazol: é rapidamente absorvido, através das vias oral e dérmica, e metabolizado. Testes in vitro indicam que, após 24 horas, mais de 17% da dose de 1 ,25g/L de tebuconazot em água tem permeação na pele humana. Em ratos, após a 'absorção
gastrointestinal, a concentração plasmática máxima foi atingida em 0,33 a 1,7 horas. Sua biotransformação inicia-se com reações de oxidação, resultando em metabólitos hidroxi, carboxi, triol e cetoacético, assim como conjugados triazólicos. Estes metabólitos são então conjugados com sulfatos e glicuronidatos. O perfil metabólico é alterado em altas doses, quando sé observa uma maior tendência à formação de álcoois em comparação com metabólitos contendo grupamentos carboxila. Estudos em ratos revelaram que o - metabolismo é diferenciado em machos e fêmeas. Em fêmeas resulta, preferencialmente, em produtos de oxidação simples (metabólitos hidroxi e carboxi), que sofrem conjugação com sulfatos e glicuronidato, com clivagens a compostos triazólicos menores. Em machos, os produtos de oxidação primária são novamente oxidados a derivados trióis e cetoácidos; adicionalmente ocorre a clivágem dos triazólicos, em compostos ditos triazálicos. Os triazóis livres contabilizam cerca de 5% na urina de machos e 1,5% das fêmeas. O composto original é encontrado em quantidades menores. Em ratos, após três dias, a eliminação é quase completa (99%). Tebuconazol é excretado na urina, e principalmente, nas fezes. Fêmeas demonstraram uma maior eliminação renal do que machos; em consequência, machos exibem maior excreção biliar e fecal. Quanto à excreção biliar verificou-se que 90% do tebuconazol radio marcado foi recuperado na bile após única passagem através do fígado, não havendo evidências de recirculação hepática. Somente 0,03% de produto radio marcado foi recuperado no ar expirado.
Mecanismos de Clorotalonil:
Nefrotoxicidadea partir da ativação de metabólitos tiólicos toxicidade por conjugação com s-cisteína está relacionada à disfunção - mitocondrial de células do córtex renal. Alterações osmóticas ocorrem em células dos tubulos do córtex renal como resultado desta toxicidade, resultando em degeneração vacuolar seguida por regeneração celular.
Tebuconazol: o mecanismo de toxicidade em humanos é pouco conhecido. Bloqueia síntese de ergosterol em fungos agindo na enzima esterol 14a-demetilase. Muitos triazóis não são completamente específicos e podem inibir enzimas similares de mamíferos, algumas delas envolvidas na biossíntese de esteroides.
Sintomas e sinais Clorotalonil: Em altas doses, pode desencadear emese espontânea.
clínicos Dermatite pode ocorrer mesmo na ausência de contato, devido à alta capacidade de volatilização. Irritante para pele e mucosas.
Oral: Epistaxe, lacrimejamento, dispinéia, ataxia e tremores.
Dérmica: Eriterna, diarréia, lacrimejamento, redução do tônus muscular.
Inalatória: Disfunção respiratória, dificuldade respiratória, secreção nasal e ocular.
Ocular: Pode causar danos irreversíveis aos olhos.
Tebuconazol: os principais sintomas descritos em literatura para intoxicação por fungicidas triazólicos incluem dor de cabeça, fraqueza, tontura e náusea. Irritação aos olhos, pele e trato respiratório; em casos severos, danos pulmonares podem ocorrer de 24 a 72 horas.
Irritação ou queimaduras do esôfago ou trato gastrintestinal seguidas da ingestão. Também podem ser observada edação, descoordenação motora, marcha espástica e emagrecimento; letárgia leve; redução no ganho de peso corporal; redução nos níveis de hemoglobina e nos valores do hematócrito; aumento na atividade das enzimas hepáticas(transaminase' glutâmico-oxalacética, transaminase glutâmico-pirúvica e fosfatase alcalina); aumento no peso do fígado e baço em machos e fêmeas e aumento do peso dos rins em fêmeas; decréscimo na concentração de triglicerídeos; diminuição nos níveis de albumina sérica; aumento nos níveis de beta-globulina; indução de formação de catarata (doses elevadas); acúmulo de pigmentos férricos em células de Kupffer do fígado e de siderócitos no baço.
Diagnóstico
Não existem provas laboratoriais específicas para confirmação da intoxicação por tebuconazol e clorotalonil. De um modo geral, os sintomas são inespecíficos.
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível, devendo ser feito baseado no exame clínico e informações disponíveis.
Tratamento
Antídoto: Não existem antídotos específicos conhecidos.
Exposição dérmica: remover roupas e acessórios e descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos.
Exposição oral: lavagem gástrica na maioria dos casos não é necessária. Considere logo após ingestão de uma grande quantidade do produto (até 1 hora). Administrar carvão ativado na proporção de 0-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água. Pode-se administrar purgativo salino conforme indicação médica.
Exposição ocular: Lave com água corrente por pelo menos 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas. Evitar que 'a água da lavagem contamine o Outro olho. Retire lentes de contato quando for o caso.
Atenção especial para parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
ADVERTÊNCIA: a pessoa que presta atendimento ao intoxicado, espécialmente durante a adoção das medidas de descontam inação, deverá estar protegida por luvas e avental impermeável, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Contraindicação
O vômito é contraindicado em razão do risco potencial de aspiração e pneumonite química.
Sin: Não são conhecidos efeitos sinérgicos com outras substâncias.
ATENÇÃO As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória.

Ligue para o Disque-intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.

Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT —ANVISAIMS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação

Telefone de Emergência da empresa: (11) 3528-4500

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
Este produto é:
- Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).

Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Evite contaminação ambiental - Preserve a natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. - Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroa grícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placas de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.

INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
• Isole e sinalize a área contaminada.
• Contate as autoridades locais competentes e a Empresa OXON DO BRASIL DEFENSIVOS AGRICOLAS LTDA. telefone de Emergência: (11) 3528-4500.
• Utilize o equipamento de proteção individual - EH (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante, conforme indicado acima.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
• Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou Pó Químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

-LAVAGEM DAEMBALAGEM -
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

- Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até '/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

- Lavagem sob pressão:
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; - Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

-TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
AP C:VADO

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA - ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O Armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
FEZAN GOLD (MAMA)
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

-TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas
PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGENS - DESTINAÇÃO FINAL DAS

EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.)

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, inseticidas, Controle biológico, manejo de irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O comitê brasileiro de ação a resistência a fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil do fungicidas:
- Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos;
- Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rotulo/bula;
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. resistência genética, controle cultural, biológico etc..) dentro do programa de manejo integrado de doenças (MID) quando disponíveis e aprimorados;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.