Bula Permetrina CCAB 384 EC - CCAB Agro

Bula Permetrina CCAB 384 EC

CI
Permetrina
30217
CCAB Agro

Composição

Permetrina 384 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida
1 - Produto Extremamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Tipo: Balde.
Material: Aço.
Capacidade: 20; 25 L.

Tipo: Bombona.
Material: PEAD(polietileno de alta densidade).
Capacidade: 5; 10; 20; 25; 50 L.

Tipo: Frasco.
Material: PEAD(polietileno de alta densidade) e PET/COEX.
Capacidade: 1 L.

Tipo: Tambor.
Material: Aço.
Capacidade: 50; 200 L.

INSTRUÇÕES DE USO

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

ALGODÃO: Iniciar as aplicações com 10% de infestação, ou seja,10 lagartas/100 plantas. Reaplicar sistematicamente a cada 8-12 dias. Obs: Aphis gossypii (Pulgão-das-inflorescências): Aplicar no início da infestação.

ARROZ: Aplicar no início da infestação.

MILHO E MILHETO: Aplicar no início da infestação. Menor dose para infestações menores, Maior dose para infestações maiores.

SOJA: Aplicar quando a soja apresentar 20 lagartas por m linear ou com desfolhamento de 30% antes da floração e 15% após o início da floração.

TOMATE: Aplicar no início da infestação e reaplicar a cada 7 dias, se necessário.

TRIGO: Aplicar no início da infestação.

Número de aplicações:
O número de aplicações varia de acordo com a infestação da praga. Efetue a aplicação de forma que possibilite uma boa cobertura da parte aérea das plantas.

MODO DE APLICAÇÃO

Diluir as doses recomendadas por hectare, na quantidade de água necessária para uma aplicação uniforme, considerando o equipamento disponível na propriedade.
A aplicação pode ser efetuada via terrestre ou aérea, usando-se alto ou baixo volume.

Para aplicações via terrestre:
Pulverizador: tratorizado de barra, tratorizado com turbo-atomizador, costal manual ou costal motorizado.
Pressão de trabalho: 60 a 70 psi (equipamentos costais) e 80 a 100 psi (equipamentos tratorizados).
Tipo de Bico: para equipamentos costais - bicos rotativos (CDA) ou bicos do tipo jato cônico produzindo 30 - 50 gotas/cm² com tamanho de gota correspondente a 250 micra, ou bicos equipados com ponta e difusor adequados.
Para equipamentos de barra - bicos com 80º de ângulo a 30 cm de altura. Verificar se a barra em toda sua extensão está na mesma altura.
Observar as condições climáticas ideais para a aplicação do produto, tais como:
- Temperatura ambiente: máximo 30ºC
- Umidade relativa do ar: mínimo 60%
- Velocidade do vento: máximo 10 km/h

Para aplicações via aérea com barra:
OBS: restrição para aplicação aérea no estado do Paraná.
Pressão de trabalho: 30 a 50 llb/pol².
Bico: micronair ou UBV
Tamanho da gota: 100-200 micra
Densidade da gota: 60 gotas/cm²
Largura da faixa de deposição: 20 – 23 m
Volume de calda: 2 a 10 L/ha
Observe as condições climáticas ideais para a aplicação via aérea do produto, tais como:
- Temperatura ambiente: máximo 30ºC
- Umidade relativa do ar: mínimo 60%
- Velocidade do vento: máximo 7 km/h
A escolha dos equipamentos a serem utilizados para aplicação deste produto poderá sofrer alterações a critério do Engenheiro Agrônomo, tomando-se o cuidado de evitar sempre a deriva e perdas do produto por evaporação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 7 dias.
Arroz: 20 dias.
Milho e milheto: 45 dias.
Soja: 30 dias.
Tomate: 3 dias.
Trigo: 18 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade ausente para a cultura, na dose e condição recomendada.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitóides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.

GRUPO: 3A – INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida PERMETRINA CCAB 384 EC pertence ao grupo 3A (moduladores do canal de sódio) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do PERMETRINA CCAB 384 EC como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Rotacionar produtos com mecanismos de ação distintos do Grupo 3A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivo para a praga alvo;
• Usar PERMETRINA CCAB 384 EC ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias;
• Aplicações sucessivas de PERMETRINA CCAB 384 EC podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo;
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do PERMETRINA CCAB 384 EC o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos (inibidores de acetilcolinesterase) não deve exceder 50% do número total de aplicações recomendadas na bula;
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do PERMETRINA CCAB 384 EC ou outros produtos do Grupo 3A quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas as fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).