Bula Pirate

acessos
Chlorfenapyr
5898
Basf

Composição

Chlorfenapyr 240 g/L Análogo de pirazol

Classificação

Acaricida, Inseticida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
1,25 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 21 dias. Quando atingir o nível econômico de dano
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 21 dias. Quando atingir o nível econômico
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
0,8 a 1,2 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 21 dias. Assim que observado ataque nas folhas
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
1 a 1,5 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 21 dias. 10 a 12% de botões florais ou maçãs atacadas por lagartas
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - 5 dias. 21 dias. Aplicar assim que observado ataque nas folha.s
Alho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tripes do fumo
(Thrips tabaci)
50 a 100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/cova - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
750 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Traça da batatinha
(Phthorimaea operculella)
500 a 750 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Tripes do fumo
(Thrips tabaci)
500 a 750 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
500 a 750 mL p.c./ha 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Cebola Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tripes do fumo
(Thrips tabaci)
500 a 750 mL p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Couve Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da couve
(Ascia monuste orseis)
50 a 100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Crisântemo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
30 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Uso não alimentar. No início da infestação
Tripes
(Thrips palmi)
30 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Uso não alimentar. No início da infestação
Eucalipto Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
100 a 150 mL p.c./100L água 200 a 500 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Uso não alimentar. Início da infestação em viveiro
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Tripes
(Thrips palmi)
500 a 750 mL p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
500 a 750 mL p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Mamão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
30 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Maracujá Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do maracujazeiro
(Dione juno juno)
30 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Melancia Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tripes
(Thrips palmi)
50 a 100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tripes
(Thrips palmi)
50 a 100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
500 a 750 mL p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 45 dias. No início da infestação
Morango Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Broca-do-morango
(Lobiopa insularis)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necesário. 7 dias. No início da infestação
Pulgão
(Capitophorus fragaefolii)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Pimentão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
30 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. No início da infestação
Repolho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão da couve
(Brevicoryne brassicae)
50 a 100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Traças das crucíferas
(Plutella xylostella)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. No início da infestação
Rosa Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
30 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Uso não alimentar. No início da infestação
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Falsa-medideira
(Crysodeixis includens)
0,6 a 1,2 L p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 30 dias. Iniciar aplicações preventivas
Helicoverpa sp.
(Helicoverpa sp.)
0,6 a 1,2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 30 dias. Iniciar aplicações preventivas
Helicoverpa sp.
(Helicoverpa sp.)
0,8 a 1,2 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 30 dias. Iniciar aplicações preventivas
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
0,5 a 1,2 L p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 30 dias. Iniciar aplicações preventivas
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,6 a 1,2 L p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 30 dias. Iniciar aplicações preventivas
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro do brozeamento
(Aculops lycopersici)
25 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Quando observado infestação
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
25 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Quando observado infestação
Traça do tomateiro
(Tuta absoluta)
25 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Quando observado mariposas ao redor da cultura

Bag in box- Fibra de papel com bolsa plástica interna: 0,1; 0,25; 0,5; 0,6; 1; 1,6; 2; 2,5; 5; 10; 20 L
Balde metálico/plástico: 1; 5; 10; 20 L
Bombona plástico: 2; 2,5; 3; 5; 10; 20; 50; 100 L
Caminhão tanque metálico: 5.000; 10.000; 15.000; 16.000; 17.000; 18.000; 19.000; 20.000; 21.000;22.000; 23.000; 24.000; 25.000; 29.000; 30.000 L
Contentor intermediário metálico/metal/plástico com pallet de madeira/ fibra de papel com bolsa plástica interna/ plástico : 950; 960; 970; 980; 990; 1000; 1800; 2000; 2700; 3000 L
Frasco plástico: 0,1; 0,25; 0,5; 0,6; 1;1,25; 1,6 L
Isocontainer metálico :5.000; 10.000; 15.000; 16.000; 17.000; 18.000; 19.000; 20.000; 21.000; 22.000; 23.000; 24.000; 25.000; 29.000; 30.000 L
Lata metálico/plástico: 1; 5; 10; 20 L
Stand up pouch,com tampa plástico/plástico com estrutura metálica: 0,1; 0,25; 0,5; 0,6; 1; 1,6; 2; 2,5; 5; 10 L
Tambor metálico/plástico: 50;100; 190; 200; 210 L
Tanque metálico/metal plástico com pallet de madeira/ fibra de papel com bolsa plástica interna/plástico: 950; 960; 970; 980; 990; 1000; 1800; 2000; 2700; 3000 L
Tanque metálico: 5000; 10000; 15000; 16000; 17000; 18000; 19000; 20000; 21000; 22000; 23000; 24000; 25000; 29000; 30000 L

INTRODUÇÃO: PIRATE, Inseticida-Acaricida, é um produto do grupo Pyrrole que foi descoberto e desenvolvido pelo Centro de Pesquisa Agrícolas da BASF Corporation em Princeton, Nova Jersey, EUA.

PIRATE apresenta um largo espectro de ação sobre diferentes espécies de ácaros e insetos em diversas culturas.

PIRATE tem demonstrado extrema eficiência no controle de espécies que apresentam suspeitas de resistências aos principais grupos químicos como Fosforados, Carbamatos, Piretroides e Fisiológicos.

Em estudos realizados em laboratório, o produto não tem apresentado indícios de resistência cruzada.

Devido ao seu modo de ação único, PIRATE apresenta-se como uma boa opção para o manejo integrado de pragas, principalmente nos Programas de Rotação ou Alternância de Produtos.


MODO DE AÇÃO DO PRODUTO: Ação de contato e ingestão: PIRATE atua sobre os artrópodos e insetos pragas por ingestão e ação de contato, embora o primeiro processo seja aparentemente o mais eficiente. Em diversas espécies de plantas onde foi aplicado o PIRATE mostrou boa atividade translaminar.

FORMA DE APLICAÇÃO/EQUIPAMENTO/ESPECIFICAÇÃO DE USO: O produto deve ser utilizado de acordo com as recomendações técnicas, levando em consideração a forma de aplicação por cultura sendo dose recomendada para cada 100 litros de água ou dose recomendada por hectare.

O produto Pode ser aplicado por via terrestre utilizando pulverizadores: tratorizados de barra, tratorizado com turbo atomizador, costal manual ou motorizado, usando-se bico de jato cônico com ponta e difusor ou com bicos rotativos (CDA) produzindo 30-50 gotas/cm2 e VMD de 250-400, com pressão de 80 - 100 psi.

Deve-se observar as condições climáticas ideais para aplicação do produto, tais como: Temperatura ambiente até 30ºC; Umidade relativa do ar acima de 50%; Velocidade do vento de no máximo 10 km/h.

A aplicação poderá ser feita fora das condições e formas acima descritas a critério do engenheiro agrônomo, evitando sempre a deriva e perdas do produto por evaporação.

As doses menores são recomendadas para início de infestação das pragas ou para culturas em processo de crescimento que ainda não atingiram o completo desenvolvimento da superfície foliar.

INÍCIO, NÚMERO, ÉPOCA OU INTERVALO DE APLICAÇÃO E FINALIDADE:

Algodão – Para lagarta da maçã, aplicar quando houver 10 a 12% de botões florais ou maçãs atacadas por lagartas, repetir sempre que a infestação atingir a estes níveis. Para lagarta do cartucho, aplicar assim que observado ataque nas folhas, reaplicando a cada 5 dias devido a rápida capacidade de reinfestação da praga.
Para o controle do ácaro rajado e ácaro branco, aplicar quando atingir o nível econômico de dano. Repetir se necessário. Procurar obter uma cobertura uniforme de pulverização.

Alho – Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão, reaplicar caso haja reinfestação.

Batata e Couve – Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão, reaplicar caso haja reinfestação.

Cebola - Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão, reaplicar caso haja reinfestação.

Crisântemo e Rosa – Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão, reaplicar caso haja reinfestação.

Eucalipto – para controle do ácaro-rajado (Tetranychus urticae), a aplicação deve ser feita no início da infestação em viveiro. Havendo necessidade, efetuar nova aplicação. O produto deverá ser diluído em água na dose recomendada e aplicado de forma a obter boa cobertura em toda massa foliar das plantas. As doses recomendadas são baseadas em volume de calda de 200 L/ha a 500 L/ha, dependendo da altura e densidade da cultura.

Mamão, Maracujá, Melão, Melancia, Milho, Feijão e Pimentão – Iniciar as aplicações no início da infestação das pragas em questão, reaplicar caso haja reinfestação.

Morango: Iniciar as aplicações no início da infestação da praga, repetir a aplicação em caso de reinfestação.

Repolho – Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão, reaplicar caso haja reinfestação.

Soja – Iniciar as aplicações preventivamente repetindo-se em intervalos médios variando de cinco (5) a sete (7) dias, dependendo da evolução da praga, respeitando-se o intervalo de carência e número de aplicações.

Tomate – Para traça e brocas, iniciar aplicação assim que observadas mariposas ao redor da cultura, principalmente no período de floração. Para ácaros, aplicar o produto assim que for observado infestação, devendo ser reaplicado em caso de reinfestação.

LIMITAÇÃO DE USO: Não aplicar em presença de ventos fortes; Chuvas após a aplicação podem levar o produto e pode ocorrer a necessidade de nova aplicação (verificar o comportamento das pragas); Quando usado nas doses, cultura e condições mencionadas, não causa efeito fitotóxico; Mantenha afastado das áreas de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 1 dias após a aplicação do produto.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão.........................................21 dias
Alho...............................................14 dias
Batata............................................07 dias
Cebola...........................................14 dias
Couve............................................14 dias
Crisântemo.....................................UNA
Eucalipto........................................UNA
Feijão............................................14 dias
Mamão..........................................14 dias
Maracujá........................................14 dias
Melancia........................................14 dias
Melão............................................14 dias
Milho.............................................45 dias
Morango.......................................07 dias
Pimentão.......................................14 dias
Repolho.........................................07 dias
Rosa.............................................UNA
Soja...............................................30 dias
Tomate..........................................7 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA ÁREA TRATADA: De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE MECANISMO DE AÇÃO, DADOS CARACTERÍSTICOS DO INGREDIENTE ATIVO, SELETIVIDADE, SOLUBILIDADE, MOBILIDADE NO SOLO, ADSORÇÃO, LIXIVIAÇÃO, VOLATILIDADE E DEGRADABILIDADE:

MECANISMO DE AÇÃO: PIRATE atua sobre os ácaros e insetos pragas por ingestão e ação de contato, embora o primeiro processo seja aparentemente o mais eficiente. Em diversas espécies de culturas, o PIRATE mostrou excelente atividade translaminar, fator importante na estabilidade do produto na planta.

PIRATE é um inseticida, acaricida que somente se converte na forma ativa, pela ação das enzimas dos insetos/ácaros (oxidases de função mista). O sítio de atuação do PIRATE no corpo dos insetos/ácaros é a mitocôndria. Como se sabe, essa estrutura celular é a responsável pela conversão de ADP em ATP mediante um processo chamado Fosforilação Oxidativa. ATP é a fonte de energia química que permite às células manterem suas funções vitais.

As mitocôndrias acumulam entre suas membranas íons de hidrogênio, até atingirem um determinado gradiente eletroquímico, os quais servem de fonte de energia para acionar as reações mitocondriais, inclusive a Fosforilação Oxidativa. PIRATE após transpassar a primeira membrana, se transforma na forma ativa, desagregando esse gradiente eletroquímico, desacoplando assim as reações de Fosforilação Oxidativa, de maneira que a mitocôndria não consegue produzir ATP, cessando dessa forma as funções vitais das células, levando os insetos/ácaro à morte.


DADOS CARACTERÍSTICOS DO INGREDIENTE ATIVO: O ingrediente ativo CHLORFENAPYR pertence ao grupo químico dos Pyrroles. Fómula molecular: C15 H11 Br Cl F3N2O
Peso Molecular: 407,6. Odor: característico das cetonas. Solubilidade: solúvel em acetona e praticamente insolúvel em água. É fortemente adsorvido pelos coloides do solo e Imóvel em Latossolo Vermelho Escuro e Latossolo Roxo.
Apresenta um pH em água de 7,6; é essencialmente não volátil.

SELETIVIDADE: O produto é seletivo às culturas indicadas. Estudos com inimigos naturais, à nivel de laboratório e campo, demonstraram que PIRATE apresenta de média a alta seletividade aos inimigos naturais das pragas. Para espécies mais sensíveis de inimigos naturais, diversos trabalhos comprovam a rápida ressurgência desses insetos benéficos nas áreas tratadas.

SOLUBILIDADE, MOBILIDADE NO SOLO, ADSORÇÃO, LIXIVIAÇÃO, VOLATILIDADE E DEGRADABILIDADE: Trabalhos realizados à nível de laboratório, demonstraram que PIRATE é um produto com alguns aspectos importantes relativos ao meio ambiente, devido às características físico-químicas do composto. Sua baixa solubilidade em água, indica que PIRATE possui um baixo potencial de movimento para as água subterrâneas, sua forte capacidade de adsorção aos coloides dos solos confere uma pequena lixiviação, e sua baixa pressão de vapor apresenta PIRATE como produto não volátil e estável na calda de aplicação.

O produto apresenta de média a baixa degradabilidade no solo, é hidrolisado em solos básicos com pH ao redor de 9,0.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto; Não utilize equipamento com vazamento; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Uso exclusivo agrícola, não transportar o produto juntamente com medicamentos, alimentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Evite contato com a pele e os olhos; Ao abrir a embalagem, faça de forma a evitar respingos. Use luvas de borracha; Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara facial apropriada.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Evite inalar vapor ou névoa de pulverização; Não aplique o produto contra o vento; Use macacão de mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas e máscara facial apropriada.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe de alcance de crianças e animais; Tome banho, troque e lave as roupas utilizadas no uso do produto separadas de suas roupas pessoais.

PRIMEIROS SOCORROS: INGESTÃO: provoque vômito, beba água e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. OLHOS: Lave com água em abundância e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. PELE: Lave com água e sabão em abundância e, procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. INALAÇÃO: procure lugar arejado e vá ao médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

MEDIDAS TERAPÊUTICAS E ANTÍDOTOS: ANTÍDOTO e TRATAMENTO MÉDICO: De acordo com os sintomas. Recorrer ao tratamento sintomático e lavagem estomacal, purgantes salinos, oxigênio e respiração artificial. Não há antídoto específico.

TELEFONE DE EMERGÊNCIA DA BASF S.A - 0800-11-2273 OU (0xx12) 3128-1357

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO: Em testes realizados com animais superiores, o produto apresentou leve toxicidade inalatória; não apresentou irritação cutânea nem qualquer alteração em olhos de coelhos. O produto pode ser absorvido através de ingestão acidental, durante o manuseio e aplicação por via dérmica ou quando em local de incêndio por inalação de gases tóxicos.

Em testes realizados em galinhas poedeiras, o produto foi excretado em 7 dias. A excreção acumulativa da dose administrada alcançou de 78,4 a 93,5 %.

Em testes com mamíferos, o produto foi excretado via urinária e não se observou acúmulo significativo em qualquer órgão.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: Testes agudos orais com mamíferos, não apresentou qualquer indicação do efeito adverso devido a administração do produto quanto a mortalidade, hematologia, química clínica, análise de urina, dados de peso dos órgãos e exame geral e microscópio. Em estudos dérmicos, a dose letal responsável por 50% dos óbitos dos animais testados, foi maior do que 2000 mg/kg de peso vivo.

A toxicidade aguda oral em ratos foi de 315 mg PIRATE/kg de peso vivo do animal. O ingrediente ativo Chlorfenapyr foi estudado em animais de laboratório, em diferentes concentrações do produto e foi estabelecida dose de efeitos não observados (NOEL) por exposição crônica às substâncias:

Chlorfenapyr administrado via dérmica por 4 semanas em coelhos obteve um NOEL de 40 ppm, durante o período de estudo foi observado que houve perda de apetite e peso em alguns animais testados.

Estudo de 97 dias em ratos onde administrou-se Chlorfenapyr oralmente, obteve-se um NOEL de 150 ppm, neste estudo também foi observado perda de peso em alguns animais testados.

Administrado oralmente em cães, por 90 dias, foi obtido um NOEL de 120 ppm. Efeitos sobre o processo reprodutivo e a progênie de animais de laboratório também foram avaliados em estudos específicos, sendo que a dose de efeito não observável foi de 60 ppm (dose aproximada de 5 mg/kg/dia), dose esta que não teve nenhum efeito na fertilidade e em nenhum outro aspecto da função reprodutiva.

EFEITOS COLATERAIS E SINTOMAS DE ALARME: Por não ser de finalidade terapêutica não há como caracterizar efeitos colaterais.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO À PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE(CLASSE II); Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO a organismos aquáticos. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para aves. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. No lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos de produto - siga as instruções da bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contacte as autoridade locais competentes e a Empresa. Utilize o EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d´água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: Absorva o produto derramado com terra ou serragem. Recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso contate o fabricante ou o distribuidor ou qualquer representante da empresa na região. O produto deverá ser desativado conforme orientações de destinação de resíduos e embalagens. Lave o local com grande quantidade de água.

Solo: Retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adote os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada;

Corpos d´água: Interromper imediatamente o consumo humano e animal e contactar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade de produto envolvido.

* Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens rígidas devem ser enxaguadas três (Tríplice lavagem) vezes e a calda resultante acrescentada à preparação para pulverização. Não reutilize embalagens. As embalagens devem ser perfuradas, de maneira a torná-las inadequadas para outros usos, exceto em caso de existência do recolhimento das mesmas pela empresa. Fica proibido o enterrio de embalagens. Consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

Para a desativação de restos do produto, contate a empresa BASF SA e o órgão Estadual de meio ambiente, a desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação e aprovado pelo órgão estadual responsável, equipados de câmara para lavagem de gases efluentes.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex.: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
? Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
? Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
? Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
? Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

Compatibilidade

Incompatível com produtos de natureza alcalina.