Bula Rapel

acessos
Acephate
6106
Sinon

Composição

Acefato 750 g/kg Organofosforado

Classificação

Acaricida, Inseticida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
400 a 500 g p.c./ha 250 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
1 a 1,5 kg p.c./ha 300 L de calda/ha - Repetir se necessário em no máximo 03 (três) aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
500 a 750 g p.c./ha 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão verde
(Myzus persicae)
400 a 600 g p.c./ha 600 L de calda/ha - Eepetir se necessário em no máximo 03 (três) aplicações, com intervalo de 10 dias. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Traça da batatinha
(Phthorimaea operculella)
750 a 1500 g.p.c./ha 600 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Percevejo marrom
(Euschistus heros)
300 a 400 g.p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Percevejo verde
(Nezara viridula)
800 a 1000 g p.c./ha 250 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Percevejo verde pequeno da soja
(Piezodorus guildinii)
800 a 1000 g p.c./ha 250 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico

Saco - Hidrossolúvel - 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,3; 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 3,5; 4; 4,5; 5; 6; 8; 10; 15; 20 e 25kg
Saco de plástico, alumínio, papel , polietileno ou metalizado 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,3; 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 3,5; 4; 4,5; 5; 6; 8; 10; 15; 20 e 25kg
Frasco de plástico ou metalizado - 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 4; 5; 8; 10; 15; 20 e 25kg
Cartucho de papelão com proteção impermeável - 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 4; 5; 8; 10; 15; 20 e 25kg
Fibrolata com corpo de de papel com tampa e/ou fundo de flandres (metal) - 0,5; 1; 2; 3; 4 e 5
Tambor metálico (com revestimento anti corrosivo) ou plástico - 50, 100, 200, 250 e 500kg
Big bag de tecido com proteção impermeável - 100, 200, 250, 500, 600, 625, 650, 700, 800, 900, 1.000, 1.100, 1.200 e 1.500kg

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS/DOSES/PRAGAS CONTROLADAS: Vide seção "Indicações de Uso/Doses".

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico.

- Algodão: repetir se necessário em no máximo 03 (três) aplicações com intervalo de 15 dias para Heliothis virescens.
- Batata: repetir se necessário em no máximo 03 (três) aplicações, com intervalo de 10 dias para Myzuz persicae.
- Fumo: realizar somente uma aplicação.
- Soja: realizar somente uma aplicação.

OBSERVAÇÃO: As doses variam de acordo com o nível de infestações mais intensas. Em caso de alta população e com desenvolvimento da cultura e maior crescimento da planta usar a maior dose recomendada. Não exceder as doses recomendadas.

MODO DE APLICAÇÃO:
O produto deve ser misturado com água na proporção estabelecida para cada uma das culturas. A calda com o RAPEL deve ser aplicada, através de pulverização, no mesmo dia da preparação, evitando-se deixar a mesma de um dia para o outro.
Durante a preparação e aplicação, mantenha a calda em agitação no tanque de pulverização.
O produto pode ser aplicado em pulverizações com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou tratorizado. É fundamental que seja feita uma cobertura total da parte aérea da planta, evitando-se o escorrimento do produto.

EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO TERRESTRE
O RAPEL pode ser aplicado com equipamentos manuais ou motorizados, costais estacionários ou tratorizados equipados com barra e bicos de jato em cone, séries X ou D, tipo JA-2, D-2 ou similares.
A pressão dos bicos deverá ser regulada entre 80 a 200 lb/pol2, com gotas entre 110 a 250 micrômetros/diâmetro e densidade mínima de 40 gotas/cm2. Não aplicar com ventos fortes, nas horas mais quentes do dia e quando a umidade relativa do ar estiver abaixo de 50%.

INTERVALOS DE SEGURANÇA:
Algodão :14 dias
Batata: 14 dias
Fumo:U.N.A.(*)
Soja: 14 dias

(*): Uso não alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

LIMITAÇÕES DE USO:
Uso exclusivamente agrícola.
Fitotoxicidade: O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas desde que sejam observadas as instruções de uso da bula.
A calda deve ser aplicada no mesmo dia da preparação. A utilização da mesma preparada de um dia para o outro reduz a eficiência do produto.

Precauções de uso (Saúde)
PRECAUÇÕES GERAIS:

• Produto para uso exclusivamente agrícola (não agrícola, silvicultura, jardinagem amadora).
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO:

• Produto extremamente irritante aos olhos.
• Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
• Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
• Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.
• Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; luvas; botas de borracha; touca árabe; avental impermeável; máscara com filtro de carvão ativado, cobrindo nariz e a boca; viseira facial.
• Manuseie o produto em local arejado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

• Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). • Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; luvas; botas de borracha; touca árabe; avental impermeável; máscara com filtro de carvão ativado, cobrindo nariz e a boca; viseira facial.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

• Não reutilize a embalagem vazia.
• Não entre na área tratada com o produto até o término do intervalo de reentrada (24h).
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
• Fique atento ao período de vida útil dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
• No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas e botas de borracha.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:

Efeitos agudos resultantes de ensaios com animais (Produto formulado): DL50 oral para ratos: 1730 mg/kg DL50 dérmica para ratos: 5000 mg/kg Irritabilidade dérmica: Não irritante Irritabilidade ocular: Pouco irritante Sensibilização cutânea: Produto causou sensibilização em porquinhos da índia. Efeitos crônicos: No estudo de toxicidade a longo prazo em ratos houve dano difuso do epitélio olfatório, além de hiperplasias e neoplasias relacionadas ao tratamento. Existe uma tendência dose resposta de tumores em fêmeas. O Noel para esse estudo foi de 0,47 mg/kg. Os estudos de longo prazo em camundongos evidenciaram diminuição de peso, de consumo de alimentos e da acetilcolinesterase tanto plasmática quanto cerebral em ambos os sexos. Houve dano difuso do epitélio olfatório em praticamente todos os animais, exceto na dose de 7,85 mg/kg. O Noel de estudo foi de 7,85 mg/kg.

INTOXICAÇÕES POR ORGANOFOSFORADOS

PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Em caso de ingestão, não provoque vômito. Entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado. Caso o vômito ocorra, deite o paciente de lado para evitar que aspire resíduo.
Olhos: Em caso de contato, lave com água corrente em abundância durante 15 minutos.
Pele: Em caso de contato, lave com água e sabão neutro em abundância. Inalação: Em caso de inalação, transporte o intoxicado para um local arejado. Se o intoxicado parar de respirar, aplique imediatamente respiração artificial. Transporte-o para assistência médica mais próxima.

INFORMAÇÕES MÉDICAS

•Grupo Químico: Organofosforados
•Classe toxicológica: Classe III
•Mecanismos de toxicidade:Inibem permanentemente a enzima acetilcolinesterase através de sua fosforilação, causando acúmulo de acetilcolina e conseqüente superestimulação das terminações nervosas, tornando inadequada a transmissão de seus estímulos às células musculares, glandulares, ganglionares e do Sistema Nervoso Central (SNC).
•Vias de absorção:Oral, inalatória, dérmica e mucosas.
•Sintomas e sinais clínicos:Os efeitos podem ocorrer minutos ou horas após exposição. As manifestações agudas são classificadas como: Muscarínicas (síndrome parassimpaticomimética, muscarínica ou colinérgica): vômito, diarréia, cólicas abdominais, broncoespasmo, miose puntiforme e paralítica, bradicardia, hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento, broncorréia e sudorese), cefaléia, incontinência urinária, visão borrada. Diaforese severa pode provocar desidratação e hipovolemia graves, resultando em choque. Nicotínicas (síndrome nicotínica): midríase, mialgia, hipertensão arterial, fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral, indicativos de gravidade. Pode haver paralisia de musculatura respiratória levando à morte. Taquicardia e hipertensão arterial podem manifestar-se e serem alteradas pelo efeito muscarínico.
Efeitos em SNC (síndrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia, depressão de centros cardiorrespiratórios, convulsões e coma. Também podem ocorrer manifestações tardias: - Síndrome intermediária: aparece 1-4 dias após a exposição e a resolução da crise colinérgica aguda. É caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente a face, o pescoço e as porções proximais dos membros. Também pode haver comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos. A crise cede após 4-21 dias de assistência ventilatória adequada, mas pode prolongar-se, às vezes, por meses após a exposição. - Neuropatia retardada induzida por Organofosforados: ela aparece em 14 a 28 dias após a exposição e é desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais. A crise se caracteriza por paresias ou paralisias simétricas de extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas. - Outros efeitos sobre o Sistema Nervoso Central: um déficit residual de natureza neuropsiquiátrica, com depressão, ansiedade, irritabilidade, comprometimento da memória, concentração e iniciativa podem observar-se.
•Toxicocinética:Após absorção, os Organofosforados são distribuídos por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentrações no fígado, onde são metabolizados, e nos rins, que os excretam. A meia-vida destes inseticidas varia muito, dependendo da natureza do composto. Alguns metabólitos são mais tóxicos que a substância que os originou.
•Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição, de quadro clínico compatível, associados ou não à queda na atividade das colinesterases. Queda em 25% ou mais de sua atividade original indica exposição importante.Queda de 50% é geralmente associada com exposição intensa. A pseudocolinesterase é um indicador sensível, mas não específico. Ambas podem demorar de 3-4 meses para se normalizar.A identificação das substâncias e de seus metabólitos em sangue e urina pode evidenciar exposição, mas não é facilmente realizável. Outros controles incluem: eletrólitos, glicemia, creatinina, amilase pancreática, enzimas hepáticas, gasometria, ECG (prolongamento de QT),RX tórax (edema pulmonar e aspiração).
Convém considerar a possibilidade de associação do organofosforado a outros tóxicos, o que pode alterar ou potencializar o perfil clínico esperado.
Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento à confirmação laboratorial.
•Tratamento: As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e à descontaminação. Utilizar luvas e avental durante a descontaminação. 1.Remover roupas e acessórios e descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão. 2.Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas. 3.Em caso de ingestão recente, proceder a lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água.
4.Emergência, suporte e tratamento sintomático: Manter vias aéreas permeáveis, se necessário através de entubação oro-traqueal, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para fraqueza de musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, amilase sérica. Tratar pneumonite, convulsões e coma se ocorrerem. Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
ANTÍDOTO: Sulfato de Atropina é o antagonista específico em caso de intoxicação. Nunca administre Sulfato de Atropina antes do aparecimento dos sintomas de intoxicação. A pralidoxima é o antídoto específico para os organofosforados e deve ser administrada ao mesmo tempo que a atropina, segundo a gravidade do quadro clínico.
Atropina - agente antimuscarínico – é usada para reverter os sintomas muscarínicos, não os nicotínicos, na dose de 2,0 - 4,0 mg em dose de ataque (adultos), e 0,05 mg/kg em crianças, EV. Repetir se necessário a cada 5 a 10 minutos. As preparações de Atropina disponíveis no mercado, normalmente têm a concentração de 0,25 ou 0,50 mg/ mL. O parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico, e se baseia na reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorréia e na constatação do desaparecimento da fase hipersecretora, ou sintomas de intoxicação atropínica (hiperemia de pele, boca seca, pupilas dilatadas e taquicardia). Alcançados sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção destes efeitos por 24 horas ou mais. A presença de taquicardia e hipertensão não contra-indica a atropinização. Manter em observação por 72 horas, com monitorização cardiorrespiratória e oximetria de pulso. A ação letal dos organofosforados pode ser comumente atribuída à insuficiência respiratória, pelos mecanismos de: broncoconstrição, secreção pulmonar excessiva, falência da musculatura respiratória e conseqüente depressão do centro respiratório por hipóxia. Devido a esta complicação, manter a monitoração e tratamento sintomático. É indicada a supervisão do paciente por pelo menos 48 horas.
Oximas-Pralidoxima - é um antídoto específico para organofosforados. Sua ação visa restaurar a atividade da colinesterase, o que justifica coleta de amostra de sangue heparinizado prévia à sua administração, para estabelecimento da efetividade do tratamento. Age em todos sítios afetados (muscarínicos, nicotínicos e provavelmente em SNC). Não reativa a colinesterase plasmática.
Dose de ataque:
Adultos: 1-2 g preferencialmente EV, podendo ser utilizado IM ou SC, em doses não maiores que 200 mg/minuto, diluídos em Soro Fisiológico, podendo ser repetida a partir de 2 horas após a primeira administração, não ultrapassando a dose máxima de 12g/dia.
Crianças: 20 a 40 mg/kg preferencialmente EV, podendo ser utilizada IM ou SC (não exceder 4 mg/kg/min).
Deve ser iniciada nas primeiras 24 horas, para ser mais efetiva, mas pode ser realizada mais tarde, em especial para compostos lipossolúveis. Se ocorrerem convulsões, o paciente pode ser tratado com Benzodiazepínicos sob orientação médica.
•Contra- indicações:A diálise e a hemoperfusão são contra-indicadas.
A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco potencial de aspiração. Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações específicas, devido à possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca (morfina, succinilcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina).
•Efeitos sinérgicos:Com outros organofosforados ou carbamatos.
•Atenção: As Intoxicações por Agrotóxicos estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória. Comunique o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento através dos Telefones de Emergência PARA INFORMAÇÕES MÉDICAS Disque-intoxicação: 0800-722-6001
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT- ANVISA/MS
Telefone de Emergência da empresa:
(51) 3023-8181

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: • Este produto é: Perigoso ao Meio Ambiente (Classe III). • Este produto é ALTAMENTE MÓVEL , apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas. • Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza. • Não utilize equipamento com vazamento. • Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. • Aplique somente as doses recomendadas. • Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d´água. Evite a contaminação da água. • A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇOES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: • Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. • O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. • A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. • O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. • Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. • Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
• Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. • Observar as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: • Isole e sinalize a área contaminada.
• Contate as autoridades locais competentes e a Empresa SINON DO BRASIL LTDA. - Telefone de emergência (51) 3023-8181. • Utilize equipamento de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros). • Em caso de derrame siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
• Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2, pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM FLEXÍVEL:
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio dessa embalagem. Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: No prazo de até um ano da data de compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagem Padronizada - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA):

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com o piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DOS PRODUTOS: A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA A UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento de ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

TELEFONE DE EMERGÊNCIA: (51) 3023-8181.

Além dos métodos utilizados para o manejo de resistência a inseticidas, incluir outros métodos de controle de insetos(ex:. Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

Quando inseticidas com um mesmo modo de ação são usados consecutivamente no mesmo ciclo da cultura e área, para controlar as mesmas pragas, populações tolerantes de ocorrência natural, podem ser selecionadas, propagarem-se e tomarem-se dominantes na área.
- uma praga é considerada resistente a um inseticida se ela sobrevive ao tratamento correto, na dose e época recomendadas, sob condições climáticas normais;
- o manejo de resistência pode ser feito através da utilização de várias estratégias. No que diz respeito ao controle químico, uma boa prática de manejo é a utilização de produtos com
diferentes modos de ação;
- sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o manejo de resistência a inseticidas.