Podridão parda (Phytophthora palmivora)
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Podridão parda

Requeima, morte súbita, podridão do pé (Phytophthora palmivora)

Culturas Afetadas: Cacau, Mamão, Seringueira (Floresta implantada)

O fungo Phytophthora palmivora está amplamente distribuído por todas as áreas tropicais,sendo uma espécie polífaga que ocorre em um grande número de famílias botânicas. No Brasil, é relatado atacando culturas de grande valor econômico, como cacau, berinjela, citros, coco, cupuaçu, fruta-do-conde, orquídea, pimenta-do-reino, pupunha e seringueira.

Danos: As lesões iniciam-se nas brotações novas com até duas semanas de idade, as quais apresentam lesões aquosas com exudação de látex, o que causa a desidratação da brotação. Com a evolução da doença há o enrolamento dos folíolos, necrose aparentando que tivessem sido queimados pelo fogo. Em condições favoráveis, o fungo causa a seca dos ponteiros, evoluindo para as ramificações próximas e para o tronco, causando o chamado cancro-das-hastes. As raízes são mais susceptíveis nos três primeiros meses após a germinação das sementes, porém, plantas em qualquer estágio de desenvolvimento apresentam-se susceptíveis quando em condições de excesso de água no solo. O fungo causa o apodrecimento das raízes, atacando primeiramente as raízes laterais e posteriormente a raiz principal. Devido à destruição dos tecidos internos das raízes e da base do caule, as plantas atacadas por P. palmivora apresentam amarelecimento de folhas, queda de frutos, tombamento e morte.

Controle:  No local de instalação da cultura, o solo deve ser bem drenado, não deve haver histórico de ocorrência do fungo, mesmo em outras culturas, e deve-se evitar regiões com alto índice pluviométrico e áreas cultivadas sucessivamente com mamoeiros. Na condução da cultura, é recomendado utilizar preferencialmente solo virgem para o enchimento das covas e sulcos de plantio, realizar uma drenagem eficiente do terreno de modo a não deixar acumular água junto ao colo das plantas e erradicar plantas doentes e destruí-las com fogo.

Um controle químico satisfatório desta enfermidade é obtido com pulverizações de fungicidas à base de sulfato de cobre, que sejam registrados para a cultura. Produtos à base de cobre podem ser utilizados em pulverizações na região do colo das plantas quinzenalmente ou mensalmente.

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