Bula Stratego 250 EC

acessos
Trifloxystrobin + Propiconazole
302
Bayer

Composição

Propiconazol 125 g/L Triazol
Trifloxystrobin 125 g/L Estrobilurina

Classificação

Fungicida
II - Altamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico, Mesostêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha de alternaria
(Alternaria alternata)
0,5 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 21 dias. Ocorrência dos primeiros sintomas
Ramularia
(Ramularia areola)
0,5 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 21 dias. Ocorrência dos primeiros sintomas
Tombamento
(Colletotrichum gossypii)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 21 dias. Ocorrência dos primeiros sintomas
Amendoim Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha castanha
(Cercospora arachidicola)
0,6 L p.c./ha 400 a 500 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 a 18 dias. 15 dias. Preventivas, elongação da cultura ou aparecimento dos primeiros sintomas
Mancha preta
(Cercospora personata)
0,6 L p.c./ha 400 a 500 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 a 18 dias. 15 dias. Preventivas, elongação da cultura ou aparecimento dos primeiros sintomas
Arroz Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Brusone
(Pyricularia grisea)
0,75 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 a 20 dias. 45 dias. 1 a 5 panículas emitidas
Mancha parda
(Bipolaris oryzae)
0,5 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 45 dias. 1 a 5 panículas emitidas
Banana Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mal da sigatoka
(Mycosphaerella musicola)
0,6 L p.c./ha 15 a 20 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 1 dia. Preventiva, época de ocorrência das chuvas
Sigatoka negra
(Mycosphaerella fijiensis)
0,6 L p.c./ha 15 a 20 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 1 dias. Preventiva, época de ocorrência das chuvas
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum lindemuthianum)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 15 dias. Preventivas, a partir da fase de botões florais
Ferrugem
(Uromyces appendiculatus)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 15 dias. Preventivas, a partir da fase de botões florais
Mancha angular
(Phaeoisariopsis griseola)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 15 dias. Preventivas, a partir da fase de botões florais
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cercosporiose
(Cercospora zeae-maydis)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 a 20 dias. 30 dias. Preventivas, próximo a fase de pendoamento da cultura
Ferrugem
(Puccinia sorghi)
0,8 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 a 20 dias. 30 dias. Preventivas, próximo a fase de pendoamento da cultura
Ferrugem polisora
(Puccinia polysora)
0,8 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 30 dias. 30 dias. Preventivas, próximo a fase de pendoamento da cultura
Mancha foliar de phaoeosphaeria
(Phaeosphaeria maydis)
0,8 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 30 dias. 30 dias. Preventivas, próximo a fase de pendoamento da cultura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha parda
(Septoria glycines)
0,4 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) R5.1 e R5.3 21 dias. Preventivas, na fase reprodutiva da cultura
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
0,4 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) R5.1 e R5.3 21 dias. Preventivas, na fase reprodutiva da cultura
Oídio
(Microsphaera diffusa)
0,4 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) R5.1 e R5.3. 21 dias. Preventivas, na fase reprodutiva da cultura
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre A��rea Aplic Seg
Ferrugem do colmo
(Puccinia graminis)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 30 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas
Mancha amarela
(Drechslera tritici-repentis)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 30 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas
Mancha marrom
(Bipolaris sorokiniana)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 30 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas
Oídio
(Blumeria graminis f.sp. tritici)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 12 a 15 dias. 30 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas

Frascos de Polietileno de 1 Litro
Lata de Folha de Flandres de 1 e 5 Litros
Balde de Aço de 20 Litros
Bombona de COEX de 5 Litros
Farm-Pack de polietileno de 225, 420 e 530 Litros

INSTRUÇÕES DE USO:

Stratego 250 EC é composto por dois ingredientes ativos: o Propiconazol, um fungicida sistêmico do grupo químico triazol e o trifloxistrobina, um fungicida mesostêmico do grupo químico estrobirulina. É indicado para o controle de doenças na cultura do algodão, amendoim, arroz, banana, feijão, milho, soja e trigo.

CULTURAS/DOSES/DOENÇAS CONTROLADAS: Vide seção “Indicações de Uso/ Doses.”

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

Em algodão, iniciar o controle na ocorrência dos primeiros sintomas de ramulária, ramulose ou mancha-de-Alternaria. Repetir a aplicação a cada 12-15 dias, utilizando o menor intrvalo em condições climáticas e de infecção muito favoráveis aos fungos. Normalmente são suficientes de 2 a 3 aplicações.

Em amendoim, iniciar as aplicações preventivamente durante a fase de elongação da cultura ou logo após o aparecimento dos primeiros sintomas das manchas foliares. Se necessário, repetir a aplicação a cada 15-18 dias, de acordo com as condições ambientais. Se forem necessárias mais de 3 aplicações, adota a alternância com fungicidas de mecanismos de ação diferentes de Stratego, não pertencentes à classe das estrobilurinas.

Em arroz, a primeira aplicação deve ser feita, de forma preventiva, durante o estádio de emborrachamento da cultura, com 1 a 5 % das panículas emitidas. A segunda aplicação, também preventiva, tem intervalos de aplicação variáveis de acordo com a doença-alvo. Deve ser realizada com 12-15 dias após a primeira para o controle de brusone e com 15-20 dias, para o controle da mancha-parda. Para as duas doenças o menor intervalo é recomendado na presença de fatores climáticos muito propício às doenças.

Em banana, iniciar as aplicações preventivamente na época de ocorrência das chuvas e reaplicar a cada 15 dias. Realizar no máximo 6 aplicações para o controle da Sigatoka-negra e no máximo 4 aplicações para o controle da sigatoka-amarela.

Em feijão, fazer 3 aplicações, iniciando-se preventivamente (antes do aparecimento dos primeiros sintomas): a primeira aplicação deve ser feita a partir da fase de botões florais, com 35-40 dias após a emergência da cultura, e a partir daí, com intervalos de 15 dias, deve-se repetir a segunda e a terceira aplicações. Em caso de variedades de ciclo mais longo ou da necessidade de aplicações na fase vegetativa ou no final da fase reprodutiva da cultura, não utilizar Stratego e aplicar fungicidas não pertencentes à classe das estrobilurinas.

Em milho, realizar a primeira aplicação de maneira preventiva, próximo a fase de pendoamento da cultura ou quando aparecerem os primeiros sintomas de ferrugem, ferrugem polisora, cercosporiose, ou mancha-de-Phaeosphaeria nas folhas, repetindo a aplicação 15-20 dias após, caso necessário. Realizar no máximo duas aplicações.

Em soja, para o controle ao mesmo tempo de ferrugem, crestamento foliar e septoriose, realizar 2 aplicações preventivas, ambas na fase reprodutiva da cultura. Em lavouras semeadas até o final de outubro, fazer a primeira aplicação no início da formação de grãos (R5.1) e a segunda na fase de "meia-granação" (R5.3).
Em lavouras semeadas a partir do início de novembro, deve-se antecipar as 2 aplicações, sendo primeira na fase de "canivetinho" (R3) e a segunda no início de formação de grãos (R5.1).

Em trigo, começar o monitoramento das doenças a partir da fase de afilhamento e iniciar o controle após o aparecimento dos primeiros sintomas de oídio, ferrugem-da-folha ou manchas foliares. A partir de 12-15 dias após aplicação, continuar o monitoramento da lavoura e, em condições climáticas muito propícias ao reaparecimento das doenças, quando necessário, promover uma segunda aplicação.

MODO DE APLICAÇÃO:

A dose recomendada deve ser diluída em água e aplicada na forma de pulverização com qualquer tipo de equipamento terrestre: pulverizadores costais (manual, pressurizado ou motorizado), ou tratorizado com barra. Os equipamentos devem ser dotados com bicos de jato cônicovazio ou série "D" ou similar, com pressão de trabalho suficiente para proporconar tamanho de gotas de 200 a 250 micra, e densidade acima de 200 gotas/cm2. Em arroz, recomenda-se o volume de calda de 200- 300 L/ha. Em algodão, feijão, milho, soja e trigo recomenda-se o volume de calda de 200- 300 L/ha. Em amendoim, normalmente são necessários 400-500 L/ha. Para pulverização com aeronaves agrícolas, utilizar barras equipadas com bicos de jato cônico vazio da série "D" ou similar., com a combinação adequada de difusor (core), que permita a liberação e deposição de uma densidade mínima de 80 gotas/cm2. Recomenda-se o volume de 30-40 L/ha de calda, altura do vôo de 2-3 m do alvo e largura de faixa de deposiçãp efetiva de 15-18 m.
Na cultura da banana, aplicar a dose recomendada do produto diluída em óleo mineral e água, num volume total decalda de 15-20 L/ha, com pulverizador costal motorizado ou com aeronave agrícola equipada com 4 atomizadores micronair AU 3000.

INTERVALO DE SEGURANÇA: Algodão: 21 dias; Amendoim: 15 dias; Arroz: 45 dias; Banana: 1 dia; Feijão: 15 dias; Milho: 30 dias; Soja: 21 dias; Trigo: 30 dias.

LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade para as culturas indicadas: O produto não é fitotóxico para as culturas de algodão, amendoim, arroz, banana, feijão, milho, soja e trigo nas doses e condições recomendadas.
Outras restrições a serem observadas: Não há.

PRECAUÇÕES GERAIS: Uso exclusivamente agrícola; Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto; Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados; Ao utilizar o equipamento de aplicação, verifique o seu estado de conservação - não utilize equipamentos com vazamento ou defeitos; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca; Não distribua, não prepare a calda e não aplique o produto sem o uso de todos os equipamentos individuais de proteção que estão qualificados nesta bula; Não transporte o produto juntamente com rações, alimentos, bebidas, medicamentos, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Durante as operações de abertura da embalagem, preparo da calda, armazenamento do produto e descarte da embalagem, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI), conforme qualificados a seguir: Evite contato do produto com o corpo; Se o produto entrar em contato com a pele, lave-a mediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Produto irritante para os olhos; Se o produto entrar em contato com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Evite inalar, cheirar ou aspirar o produto, caso isto ocorra, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Se houver alguma indisposição, pare de trabalhar, siga as medidas de primeiros socorros e procure um médico. Se possível, ligue para os telefones de emergência da Empresa ou Centro de Informação Toxicológica, cujos telefones estão mencionados nesta bula; Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos; Utilize os equipamentos de proteção individual - EPI (macacão de algodão hidro-repelente com mangas compridas, protetor ocular ou viseira facial, máscara descartável para vapores orgânicos cobrindo nariz e boca e luvas/botas de borracha).

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação; Não aplique o produto na presença de vento e nas horas mais quentes do dia; Aplique somente as doses recomendadas e observe o intervalo de segurança; Utilize os equipamentos de proteção individual - EPI (macacão de algodão hidro-repelente com mangas compridas, chapéu impermeável de aba larga, protetor ocular ou viseira facial, máscara descartável para vapores orgânicos cobrindo nariz e boca e luvas/botas de borracha).

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia; Evite o máximo possível o contato com a área aplicada com o produto até o término do intervalo de reentrada; Mantenha o restante do produto na embalagem original, adequadamente fechada, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais; Tome banho, troque e lave a roupas separadamente das demais roupas da família, lave e faça manutenção dos equipamentos de proteção individual após cada uso. Fique atento ao período da vida útil dos filtros, seguindo as especificações do fabricante.

PRIMEIROS SOCORROS: Em caso de ingestão acidental, administrar suspensão de 10g ou mais de carvão medicinal em 150 a 200 ml de água. Não induza o vômito e procure um médico levando a bula, rótulo e receituário agronômico do produto. Nunca dê nada pela boca a uma pessoa inconsciente; Em caso de contato com a pele, remova a roupa contaminada, lave com água e sabão em abundância a área do corpo afetada e procure o médico levando a bula, rótulo e receituário agronômico do produto; Em caso de contato com os olhos, lave-os com água limpa em abundância por vários minutos e procure um médico levando a bula, rótulo e receituário agronômico do produto; Em caso de inalação, procure local arejado e vá ao médico levando a bula, rótulo e receituário agronômico do produto; Ocorrendo uma das situações acima, se possível, ligue para os telefones de emergência da Empresa ou Centro de Informação Toxicológica, cujos telefones estão mencionados nesta bula.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA / ANTÍDOTO: Não há antídoto específico. O tratamento deve ser sintomático, em função do quadro clínico. Medidas terapêuticas imediatas para reduzir ou impedir a absorção, neutralizar a ação do produto e intensificar sua eliminação.

TELEFONES DE EMERGÊNCIA PARA INFORMAÇÕES MÉDICAS: Da empresa: ligações gratuitas 24 horas: 9 (0xx11) 5694-5333 ou 9 (0xx21) 2761-4023. Centro de Informações Toxicológicas: 0800-410148 (PR).

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO: TRIFLOXYSTROBIN: Estudos realizados em animais de laboratório mostraram que cerca de 55-65% do produto ingerido, é absorvido pelo trato gastro-intestinal. O nível máximo de resíduos no sangue, foram alcançados entre 12 e 24 horas após a ingestão, não havendo diferença significativa na biodisponibilidade entre os sexos. Os resíduos decresceram pela metade dos valores máximos alcançados em 1 a 3 dias após. O ingrediente ativo é metabolizado e excretado principalmente pelas fezes (cerca de 80% da dose ingerida nos machos e 65 % nas fêmeas). O produto também é excretado pela urina (cerca de 10% nos machos e 25% nas fêmeas). A degradação do produto absorvido foi quase completa e independente do sexo e dose.

PROPICONAZOLE: Estudos com animais de laboratório demonstraram que o produto é quase que totalmente metabolizado e rapidamente excretado após a dosagem oral. Em ratos, da dose total administrada, em torno de 56% e 62% foi excretado pela urina e em torno de 39% e 31% foi excretado pelas fezes, nos machos e nas fêmeas, respectivamente, após 48 horas da dosagem.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: AGUDOS: Estudos realizados com animais de laboratório evidenciaram baixo grau de toxicidade aguda oral e dermal, grau médio de toxicidade aguda inalatória, leve irritação dermal, irritação ocular e ausência de sensibilização cutânea.

CRÔNICOS: TRIFLOXYSTROBIN: No estudo de longo prazo com doses de até 1500 ppm de ingrediente ativo administrado na dieta de ratos durante dois anos, observou-se redução no ganho de peso corporal bem como alteração no peso de alguns órgãos (fígado e rins) nas doses mais elevadas. Até a dose de 250 ppm, o que corresponde a 9,8 mg/kg para machos e 11,4 mg/kg para fêmeas, não houve efeitos relacionados ao tratamento. Não houve evidências de carcinogenicidade nos animais testados.

PROPICONAZOLE: Resultados de estudos de longo prazo com animais de laboratório (ratos) não revelaram efeitos crônicos adversos quando administrado na dieta por período de 24 meses, nos níveis de 3,6 mg/kg de peso corpóreo.

EFEITOS COLATERAIS: Por não ser de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

SINTOMAS DE INTOXICAÇÃO: Não específicos.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é: Muito Perigoso ao Meio Ambiente (Classe II). Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos. Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água. A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Isole e sinalize a área contaminada. Contate as autoridades locais competentes e a Empresa BAYER S.A. - telefone de emergência: 0800 243334. Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou arreia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano e animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

LAVAGEM DA EMBALAGEM: Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

TRÍPLICE LAVAGEM (LAVAGEM MANUAL): Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos: Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos; Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume; Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos; Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador; Faça esta operação três vezes; Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

LAVAGEM SOB PRESSÃO:

AO UTILIZAR PULVERIZADORES DOTADOS DE EQUIPAMENTOS DE LAVAGEM SOB PRESSÃO SEGUIR OS SEGUINTES PROCEDIMENTOS: Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; Acione o mecanismo para liberar o jato de água; Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

AO UTILIZAR EQUIPAMENTO INDEPENDENTE PARA LAVAGEM SOB PRESSÃO ADOTAR OS SEGUINTES PROCEDIMENTOS: Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos; Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.

O armazenamento das embalagens vazias, até a devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva, com piso impermeável, ou no local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, a devolução deverá ocorrer até o fim do seu prazo de validade.

TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS: A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS: A Destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTO IMPRÓPRIO PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

É importante associar ao emprego de fungicidas, outros métodos de controle de fungos (cultural, biológico, etc), sempre com base no programa de Manejo Integrado de Doenças para cada cultura, quando disponível e apropriado.

Para as culturas que, durante o ciclo, exigem um elevado número de aplicações, recomenda-se realizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação diferentes, visando prevenir o aparecimento de fungos resistentes e prolongar a vida útil dos fungicidas na agricultura.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das recomendações mais adequadas para o manejo e prevenção de resistência aos fungicidas.