Bula Tebuco Nortox

acessos
Tebuconazole
11108
Nortox

Composição

Tebuconazol 200 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Phakopsora gossypii)
0,75 a 1 L p.c./ha 200 L de calda/ha - No máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 21 dias. Preventivamente quando aparecerem os primeiros sintomas
Ramularia
(Ramularia areola)
0,5 a 0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - No máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 21 dias. Preventivamente quando aparecerem os primeiros sintomas
Alho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Puccinia allii)
1 L p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - No máximo duas aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. No aparecimento dos primeiros sinais da doença
Mancha púrpura
(Alternaria porri)
1 L p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - No máximo duas aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. No aparecimento dos primeiros sinais da doença
Aveia Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da folha
(Puccinia coronata var. avenae)
0,6 a 0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Reaplicar quando esse nível crítico de severidade for atingido novamente. No máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 35 dias. Iniciar a aplicação quando o nível de infecção foliar atingir ao redor de 5%, que corresponde a 60% de plantas infectadas na fase de perfi lhamento/elongação
Helmintosporiose
(Drechslera avenae)
0,6 a 0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - No máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 35 dias. A partir do estádio de elongação, quando a incidência (% de folhas com no mínimo uma lesão de 2 mm de comprimento) for de 20 a 40 %
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
1 L p.c./ha 500 L de calda/ha - Efetuar no máximo três aplicações com intervalo de 7 dias. 30 dias. Iniciar a pulverização quando a cultura estiver com desenvolvimento vegetativo na fase de fechamento das linhas e no início da tuberização
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix)
1 L p.c./ha 380 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações. 30 dias. Recomenda-se iniciar a aplicação quando cerca de 12 a 20% das folhas apresentarem sintomas e reaplicar quando esse nível for novamente atingido
Cebola Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha púrpura
(Alternaria porri)
1 L p.c./ha 600 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. Quando surgirem os primeiros sinais da doença
Cevada Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha angular
(Drechslera teres)
0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 35 dias. Quando as plantas na lavoura apresentarem área foliar infectada entre 2% e 3%, correspondendo a 20% a 40% de plantas infectadas. Aplicar novamente quando o nível crítico de 3% de área foliar infectada for atingido, até o estádio de grãos em massa mole
Mancha marrom
(Bipolaris sorokiniana)
0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 35 dias. Quando as plantas na lavoura apresentarem área foliar infectada entre 2% e 3%, correspondendo a 20% a 40% de plantas infectadas. Aplicar novamente quando o nível crítico de 3% de área foliar infectada for atingido, até o estádio de grãos em massa mole
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum lindemuthianum)
0,75 a 1 L p.c./ha 300 L de calda/ha - Efetuar no máximo três aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. No início do florescimento nos primeiros sintomas da doença
Ferrugem
(Uromyces appendiculatus)
0,75 a 1 L p.c./ha 300 L de calda/ha - Efetuar no máximo três aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. No início do florescimento nos primeiros sintomas da doença
Mancha angular
(Phaeoisariopsis griseola)
1 L p.c./ha 300 L de calda/ha - 3 aplicações aos 30, 45 e 60 dias após a emergência das plantas. 14 dias. Se aos 30 – 35 dias após o plantio, 20 % dos folíolos apresentarem sintomas da doença, deve se iniciar a aplicação
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha parda
(Septoria glycines)
0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 30 dias. Iniciar a aplicação quando a planta estiver entre os estádios R5.1 (início a 10% de enchimento das vagens) e R5.3 (maioria das vagens se encontrar entre 26 a 50% de granação)
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 30 dias. Iniciar a aplicação quando a planta estiver entre os estádios R5.1 (início a 10% de enchimento das vagens) e R5.3 (maioria das vagens se encontrar entre 26 a 50% de granação)
Oídio
(Microsphaera diffusa)
0,5 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 30 dias. Iniciar a pulverização a partir do momento em que a doença atingir 30% - 40% da área foliar infectada, até o estádio R6
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
1 L p.c./ha 500 a 1000 L de calda/ha - Efetuar no máximo três aplicações por ciclo da cultura. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente no início do florescimento e aparecimento dos sintomas da doença
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da folha
(Puccinia triticina)
0,6 a 0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Efetuar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 35 dias. A partir do fi nal do afi lhamento, a aplicação deverá ser iniciada quando 10 a 15% das plantas estiverem infectadas
Mancha amarela
(Drechslera tritici-repentis)
0,6 a 0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha - No máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 35 dias. A partir do estádio de elongação do trigo, quando a incidência (% de folhas com no mínimo uma lesão de 2 mm de comprimento) for de 70 % a 80%

Garrafa plástica: 1 L
Bombona plástica: 5, 10, 20, 100; 110; 125; 200; 500 e 1000 Litros.
Frasco plástico: 250, 500 e 1000 ml
Tambor plástico: 50, 100, 110, 125, 200 L
Tambor metálico: 50, 100, 110, 125, 200 L
Tambor retornável plástico: 50, 100, 110, 125, 200 L
Isotanque retornáveç IBC plástico: 500 e 1000 L
Tanque estacionário polietileno: 5000, 10000, 15000, 20000, 25000, 30000, 35000, 40000, 45000, 50000, 55000, 60000 L.
Tanque estacionário polipropileno: 5000, 10000, 15000, 20000, 25000, 30000, 35000, 40000, 45000, 50000, 55000, 60000 L.
Tanque estacionário poliéster reforçado com fibra de vidro: 5000, 10000, 15000, 20000, 25000, 30000, 35000, 40000, 45000, 50000, 55000, 60000 L.
Tanque estacionário aço inox: 5000, 10000, 15000, 20000, 25000, 30000, 35000, 40000, 45000, 50000, 55000, 60000 L.

1.INSTRUÇÕES DE USO:
Tebuco Nortox é um fungicida sistêmico do grupo químico triazol, caracterizado pelo mecanismo de ação denominado IBE (inibidor da biossíntese do ergosterol). Apresenta ação preventiva e curativa nos alvos biológicos abaixo indicados, os quais causam consideráveis danos à produção das culturas de algodão, alho, aveia, café, cevada, batata, cebola, feijão, soja, tomate e trigo.

CULTURAS, DOENÇAS, DOSE, NÚMERO, ÉPOCA, INTERVALO E VOLUME DE APLICAÇÃO:
"Vide Indicações de Uso/Doses"

NOTA: Um litro do produto contém 200 gramas de Tebuconazole.

MODO DE APLICAÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
tebuco nortox é um líquido prontamente emusionável em água. Devido a formulação do produto, o mesmo não necessita ser agitado antes do preparo da calda e a calda deve ser mantida sob agitação constante. É aplicado através de pulverizadores costais ou tratorizados de barra equipados com bicos de jato em cone da Série X ou D como, por exemplo, JA-2, Conejet TXVS 6, D2-13 ou similares, bem como os bicos leques ADl 110.02. Os bicos, regulados à pressão 30 a 60 Ib/pol2, deverão proporcionar gotas de 110 a 250 micras de diâmetro com densidade mínima de 40 gotas/cm2• Evitar aplicação na presença de ventos fortes (acima de 10 Km/hora), nas horas mais quentes do dia (temperatura acima de 27° C) e umidade relativa do ar abaixo de 50%. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE REENTRADAN DAS PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana-ANVISA/MS)

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Tomate:7 dias
Alho, Cebola e Feijão:14 dias
Algodão:21 dias
Batata, Café e Soja:30 dias
Aveia, Cevada e Trigo:35 dias

LIMITAÇÕES DE USO:
tebuco nortox não é fitotóxico para as culturas quando utilizado nas doses recomendadas. No entanto, na cultura da batata não deve aplicar o produto antes do final de desenvolvimento foliar, na fase que coincide com o fechamento das linhas e início da fase de tuberização.
Na cultura da soja há risco de fitotoxicidade quando a pulverização da cultura ocorrer sob condições de estresse hídrico e temperaturas elevadas acima de 30°C. Portanto, em tais condições, deve ser evitada a aplicação do produto.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
-Produto para uso exclusivamente agrícola.
-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
-Os equipamentos de proteção individual (EPI) devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos e luvas.
-Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
-Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO:
-Produto extremamente irritante para os olhos.
-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro para vapores orgânicos, cobrindo nariz e a boca; óculos de proteção e luvas de nitrila
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança;
-Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
-Evite o máximo possível contato com a área de aplicação;
-Utilize equipamento de proteção individual- EPI: macacão de algodão hidrorrepelente
com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro para vapores orgânicos, cobrindo nariz e a boca; óculos de proteção e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
-Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
-Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
-Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
-Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto
-Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-Não reutilizar a embalagem vazia.
-No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: no caso de contato com o produto, procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Se a vítima estiver consciente, dar 2 a 3 copos de água. Nunca dê nada por via oral a uma pessoa inconsciente. Caso o vômito ocorra naturalmente, não tente evitar. Em caso de vômito, manter a cabeça abaixo do nível dos quadris ou coloque a pessoa de lado (se estiver deitada) para evitar a aspiração do conteúdo gástrico.
Olhos: Retirar lentes de contato, se presentes. Lavar com água corrente em abundância ou soro fisiológico durante pelo menos 15 minutos, elevando as pálpebras ocasionalmente. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

INFORMAÇÕES MÉDICAS:

•Grupo Químico: Triazol
•Classe toxicológica: I- Extremamente tóxico
•Mecanismos de toxicidade: O 3-aminotriazol reduz os níveis de catalase nos tecidos oculares
quando administrado via intravenosa ou oral. O amitrole inibe a atividade da peroxidase no fígado e tireóide, e o modo de ação na produção de tumores tireoideanos parece estar relacionado a efeito goitrogênico do amitrole com resultante elevação do TSH
(Hormônio tireoestimulante).
•Vias de exposição: Oral, inalatória e dérmica.
•Sintomas e sinais clínicos: Em humanos há irritação dermal leve e não há evidência de toxicidade sistêmico. Pode ocorrer irritação ocular após exposição ao triazol.Baseado nos estudos de toxicidade animal do ingrediente ativo, tebuconazol, pode haver efeitos tóxicos nos seguintes órgãos: baço, fígado, adrenais e cristalinos dos olhos.
•Toxicocinética: Após administração oral de tebuconazole a ratos, 65-80% da dose foi
eliminada pelas vias biliar e fecal, ao passo que a eliminação urinária
contabilizou em torno de 16-35%.
Biotransformação:Ocorrem reações de oxidação, resultando em metabólitos de hidroxilas, carboxilas, trióis e cetoácidos, bem como conjugados (por exemplo, o triazol).
•Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.
•Tratamento:Não existe antídoto específico. O tratamento deve ser direcionado à adoção de medidas de descontaminação (visam limitar a absorção e os efeitos locais) e controle de sintomas clínicos.
•Contra-indicação: O vômito é contra-indicado em razão do risco potencial de contaminação.
•Atenção: As intoxicações por Agrotóxicos estão incluídas entre as Enfermidades
de Notificação Compulsória. Comunique o caso e obtenha informações
especializadas sobre diagnóstico e tratamento através dos Telefones de
Emergência PARA INFORMAÇOES MEDICAS:
Disque-Intoxicação: 0800-722-6001
Rede nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica -
RENACIAT -ANVISA/MS
Centro de Controle de Envenenamento - 0800410148 - PR

MECANISMO DE ABSORÇÃO, AÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Em animais de laboratório, ratos, o ingrediente ativo deste agrotóxico tem ação sobre o fígado (indução das enzimas microsomáticas, vacúolos nos hepátocitos, bem como proliferações no duto bilíar); no sangue reduz os eritrócitos, o nível de hemoglobina, o valor dos hematócritos e aumento dos reticulócitos) e nas glândulas supra-renais ocorre vacúolos na camada externa. O produto é rapidamente absorvido pelo trato gastro-intestinal, atingindo concentração máxima de plasma em menos de duas horas, quanto administrado por via oral.
Seu metabolismo no organismo é efetuado principalmente por oxidação. A eliminação nos órgãos e tecidos ocorre também de forma rápida, principalmente pelas vias fecal e urinária (72-82% pelas fezes e 14-16% pela urina no caso de ratos machos e 28-32% na urina e 62% fezes em se tratando de fêmeas).

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS:
Efeitos agudos:
- Animais de laboratórios: em estudos de toxicidade oral com animais de laboratórios (ratos), verificou-se que, os que morreram, apresentaram alterações pulmonares, gástricas, intestinais, renais e hepáticas durante as necropsias sugerindo efeitos tóxicos agudos causados pelo produto. Nenhuma morte, alteração comportamental, clínica e macroscópica foi observada nos animais tratados com 300 mg/kg de peso vivo. A DL50 encontrada para a via de exposição oral foi de 1000 mg/kg. Já para a via dérmica, o agrotóxico não causou nenhuma morte durante o período de observação (14 dias). Os sinais clínicos para esta via de exposição consistiram em eritema, descamação e formação de feridas nas áreas tratadas da pele de alguns animais. Nenhuma alteração comportamental, macroscópica e microscópica, relacionada ao tratamento,foi notada nos ratos tratados. O valor da DL50 cutânea do agrotóxico foi de 4000 mg/kg de peso vivo tanto para machos como para fêmeas. No estudo de irritabilidade dérmica, os coelhos apresentaram eritema em todos os animais testados, com todas as reações completamente reversíveis dentre 14 dias. Além disso, a houve descamação na pele de todos os coelhos e formação de feridas em um coelho. Na avaliação microscópica da pele tratada destes animais revelou a presença de hiperqueratose. Alterações comportamentais relacionadas ao tratamento não foram observadas nos animais durante o período de observação. Quanto a irritabilidade ocular para coelhos o agrotóxico produziu alterações moderadas relacionadas ao tratamento na córnea (opacidade) e conjuntivas (vermelhidão, edema e secreção) em todos os animais.

Efeitos crônicos:
- Animais de laboratório: em ratos tratados por via oral nas doses O, 5, 20 e 80 mg/kg durante 90 dias apresentaram decréscimo de peso, aumento na incidência de vacuolização nas células da zona fasciculada das adrenais em ambos os sexos na dose mais alta e nas fêmeas submetidas a dose de 20 mg/kg. Os animais submetidos a 80 mg/kg apresentaram aumento na incidência de hemosiderose. Os efeitos adversos foram mais intensos nas fêmeas, provavelmente devido ao maior consumo alimentar. Baseado no decréscimo de peso, de ganho de peso e alterações histológicas foram estabelecidos: NOEL machos = 20 mg/kg e NOEL fêmeas = 5 mg/kg.

SINTOMAS DE ALARME
Sinais de sintomas mais evidentes quando ingerido são: distúrbios no comportamento, respiração e motilidade; incoordenação motora. Quando inalado foi motilidade refuzida.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

- Este produto é MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos
d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas,
rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou
para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

- INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa NORTOX S/A - Telefone de
Emergência: (43) 3274.8585.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
. Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante, através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
. Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2, PÓ QUÍMICO ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAV ÁVEL - LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPl's -Equipamentos de Proteção Individual- recomendados para o preparo da calda do produto. Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do seu prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do seu prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA - NÃO CONTAMINADA
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até a sua devolução pelo usuário , deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

-TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças (MID), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Considerando que qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência, recomendam-se as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
- realizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos, visando prevenir o aparecimento de fungos resistentes e prolongar a vida útil dos fungicidas na agricultura. O Tebuconazole apresenta o mecanismo conhecido como IBE - inibidor da biossíntese do ergosterol;
- utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados na bula;
- incluir outros métodos de controle de doenças (ex. resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados;
- consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das recomendações locais para o manejo de resistência.