Amarelecimento de fusarium (Fusarium oxysporum f.sp. phaseoli)

Amarelecimento de fusarium

Mancha de fusarium (Fusarium oxysporum f.sp. phaseoli)

Culturas Afetadas: Feijão, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Fusarium oxysporum  f. sp. phaseoli é um microrganismo que sobrevive no solo, sendo transmitido por sementes, sobrevivendo em seu interior, em impurezas associadas  às  sementes e em restos de cultura.  Do ponto de vista epidemiológico, a associação desse fungo com sementes é um fato relevante, sendo responsável pela introdução e disseminação de inóculo inicial entre regiões de cultivo.

Danos: No campo, observa-se a formação de reboleiras, e quando as plantas são severamente atacadas, elas secam e morrem. A extensão da área atingida é variável, pois o patógeno pode afetar algumas plantas ou até 80% da área. A infecção, ocorrendo na fase inicial da planta, leva à redução de crescimento.

O sintoma típico da doença é a murcha e/ou o amarelecimento, iniciando de baixo para cima na planta, facilmente observados na fase de pré-florescimento ou enchimento de grãos. Posteriormente, as folhas ganham coloração amarelo-claro, entrando em senescência prematura. O sistema vascular apresenta coloração pardo-avermelhado devido à obstrução e colonização do patógeno. Sobre os ramos das plantas, em fase adiantada da doença, observa-se a presença de uma massa cotonosa branca ou rosada, constituída de micélio e conídios do patógeno, principalmente nos locais mais úmidos.

As lesões são aquosas, e a contaminação da semente ocorre superficialmente. No sistema radicular, observa-se a descoloração dos vasos.

Controle: O controle da referida doença torna-se extremamente difícil e, muitas vezes, impossibilitado. Para diminuir a quantidade de inóculo e a severidade da doença, recomenda-se a rotação de cultura com plantas não hospedeiras, queima dos restos de cultura quando houver presença do patógeno, utilização de sementes sadias e a não utilização de máquinas e implementos procedentes de áreas infestadas.

As variedades Rio Tabagi, FT-Tarumã, IAPAR-20, IAPAR-31, IAPAR-14, Aporé, Negrito 897, Rico 1735 e Milionário 1732 apresentam resistência ao fungo.

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