Bula Cartap BR 500 - Sumitomo
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Bula Cartap BR 500

Cloridrato de Cartape
538696
Sumitomo

Composição

Cloridrato de cartape 500 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida, Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Contato, Ingestão

Embalagens: sacos plásticos de polietileno 1 kg;
Sacos plásticos aluminizados 1 e 5 kg.
Tambor de fibra, plástico e metálico:25, 50, 100, 110, 150, 200, 300, 500 e 1000 kg.Contêiner: 100, 200, 500, 1000, 1100, 1200, 1300, 1500 e 20.000 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Os tratamentos devem ser iniciados aos primeiros indícios do aparecimento das pragas, pulverizando-se as plantas até o seu ponto de escorrimento, prosseguindo-se com intervalos de 7 em 7 dias, dependendo do grau de infestação e condições da planta. Repetir as aplicações conforme as necessidades. No caso do algodão, iniciar os tratamentos quando se atingir o nível de dano econômico e não ultrapassar de duas aplicações seguidas. No caso do café, na aplicação, usar espalhante-adesivo.
No controle da doença “ferrugem” do feijoeiro efetuar as aplicações com intervalos de 7 em 7 dias. Na cultura da batata, fazer o controle da “traça-da-batata” com intervalos de 10 em 10 dias.
NOTA: Para as instruções acima, devem ser alternadas com outros inseticidas de grupos químicos diferentes (mecanismo de ação diferente) para a prevenção e gerenciamento da resistência e controle.

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

CARTAP BR 500 pode ser aplicado por via terrestre, através de pulverizadores manuais (costais) e tratorizados de barra ou via aérea (aeronaves agrícolas).
Recomendamos manter equipamentos de aplicação, bicos, barra e medidores de pressão sempre calibrados, em perfeito estado, visando uma aplicação correta e segura, procurando obter uma cobertura uniforme da parte aérea da planta.

Batata: Utilizar pulverizador costal ou motor estacionário com volumes de calda variando de 400 a 600 L/ha.

Tomate: Utilizar pulverizador costal ou motor estacionário com bicos de jato cônico vazio e volume médio de calda de 400 - 600 L/ha.

Algodão: Pulverização terrestre: Utilizar pulverizador tratorizado com volumes de aplicação ao redor de 300 - 400 L/ha. Pulverização aérea: observar as recomendações quanto à “Aplicação com Aeronaves Agrícolas".

Couve: Utilizar pulverizador costal ou motor estacionário com volumes de calda em torno de 1.000 L/ha.

Maracujá: Utilizar pulverizador costal ou motor estacionário com volumes de calda em torno de 1.000 L/ha.

Café: Pulverização terrestre: Utilizar pulverizador costal ou tratorizado com volumes de aplicação ao redor de 200 - 400 L/ha.

Feijão: Pulverização terrestre: Utilizar pulverizador tratorizado com volumes de aplicação ao redor de 300 a 500 L/ha. Pulverização aérea: observar as recomendações quanto à “Aplicação com Aeronaves Agrícolas".

Melancia: Utilizar pulverizador costal, motor estacionário ou tratorizado com volumes de calda em torno de 400 a 800 L/ha.

Melão: Utilizar pulverizador costal, motor estacionário ou tratorizado com volumes de calda em torno de 500 a 1.000 L/ha.

Pepino: Utilizar pulverizador costal ou motor estacionário com volumes de calda em torno de 600 a 1.000 L/ha de acordo com a praga a ser controlada.

Equipamentos terrestres: (pulverizador manual (costal) e de barra, atomizadores) - tratorizados.

Bicos: bicos de jato cônico vazio.
Todos os bicos de uma barra deverão se manter à mesma altura em relação ao topo da planta.

Pressão: 60-70 psi (costais) e 80-100 psi (equipamentos tratorizados).
Quando se empregar pulverizadores de barra, recomenda-se utilizar bicos cônicos D2 ou D3; pressão de 80 a 100 Ib/pol² e 200 a 400 L de calda por hectare.

Diâmetro e densidade de gotas: 100 a 200 µ de diâmetro e densidade de 20 a 30 gotas/cm².

Faixa de deposição: Utilizar distância entre bicos na barra de aplicação de forma que permita maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou excesso.

Condições climáticas para aplicações terrestres:
• Temperatura ambiente: máximo de 28°C
• Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
• Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora
• Aplicar nas horas mais amenas do dia (manhã e fim da tarde)

Aplicação com aeronaves agrícolas:

Bicos: bicos de jato cônico vazio ou bicos rotativos tipo MICRONAIR, que permitam a geração e deposição de um mínimo de 40 gotas/cm2 com um DMV de 110-150 µ sobre o alvo desejado.

Número de bicos na barra: aviões IPANEMA (qualquer modelo): utilizar de 40 a 42 bicos, fechando de 4-5 em cada extremidade das asas e três intermediários de cada lado próximo à fuselagem, mantendo em operação os oito bicos sob a fuselagem (barriga) e posicionados no mesmo ângulo dos bicos das asas.
Outros modelos de aeronaves: utilizar a disposição que permita uma uniformidade de distribuição das gotas sobre a faixa de deposição e evitar a influência e perda das gotas pelos vórtices de pontas de asas.

Altura de voo: 3 a 5 metros em relação ao topo das plantas.

Volume de aplicação: 10 a 20 L/ha.

Vazões acima deste limite, utilizar somente bicos hidráulicos em substituição aos bicos rotativos tipo MICRONAIR.

Faixa de deposição: aviões IPANEMA ou similares: utilizar a faixa máxima de 20 m.
Aviões grandes: faixa de deposição não deverá exceder a 25 metros.

Condições climáticas para aplicação aérea:
• Temperatura ambiente: máximo de 28°C
• Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
• Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora


INTERVALO DE SEGURANÇA:

Batata, Tomate, Café, Feijão, Algodão, Couve e Maracujá: 14 dias.
Melão, Melancia e Pepino: 3 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade: para a cultura do algodão, não efetuar mais que duas aplicações seguidas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de doenças (Ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriados.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode se tornar um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida CARTAP BR 500 pertence ao Grupo 14 (bloqueadores de canais dos receptores nicotínicos da acetilcolina - Análogos de Nereistoxina) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do CARTAP BR 500 como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 14. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar CARTAP BR 500 ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de CARTAP BR 500 podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do CARTAP BR 500, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do Grupo 14 não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do CARTAP BR 500 ou outros produtos do Grupo 14 quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).