Bula Tecto SC - Syngenta

Bula Tecto SC

CI
Tiabendazol
8396
Syngenta

Composição

Tiabendazol 485 g/L

Classificação

Tratamento de Sementes
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Abacate

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Abacaxi

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium subglutinans (Fusariose)

Acelga

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Alface

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Ceratocystis paradoxa (Podridão da coroa)
Colletotrichum musae (Antracnose)
Fusarium oxysporum f.sp. cubense (Mal do Panamá)

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium moniliforme (Fusariose)

Cebola

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Cenoura

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Chicória

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Diaporthe citri (Podridão penducular)
Penicillium digitatum (Bolor verde)
Penicillium italicum (Bolor azul)

Coco

Calda Terrestre Dosagem
Lasiodiplodia theobromae (Podridão de raiz)

Ervilha

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum pisi (Antracnose)

Espinafre

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Feijão vagem

Calda Terrestre Dosagem
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Mamão

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria alternata (Mancha de alternaria)
Asperisporium caricae (Varíola)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Fusarium spp. (Murcha de fusarium)
Lasiodiplodia theobromae (Podridão de raiz)

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Oidium mangiferae (Oídio)

Maracujá

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pimentão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Rúcula

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium oxysporum (Podridão basal)

Frascos plásticos de 250 ml, 1 e 5 L.

INSTRUÇÕES DE USO

MODO DE APLICAÇÃO

Para pulverizações da parte aérea, TECTO SC deve ser aplicado utilizando-se equipamentos terrestres ou costais.
Antes da pulverização, assegure-se de que o pulverizador esteja em boas condições e calibrado corretamente.
Utilizar bicos do tipo cônico, empregando uma quantidade de água suficiente para assegurar uma boa cobertura de pulverização.
Para aplicação em tratamento de sementes, TECTO SC deve ser aplicado utilizando-se equipamentos destinados a tratamento de sementes.
É recomendado o seguinte o volume de calda:

CULTURA VOLUME DE CALDA
Abacate 500 – 1000 L/ha
Abacaxi 100 – 200 L/ha
Acelga (Tratamento de Sementes) 1,0 (mL/1000 sementes) ou 59,89 ml/Kg
Alface (Tratamento de Sementes) 1,0 (mL/1000 sementes) ou 833 ml/kg
Cebola (Tratamento de Sementes) 0,5 (mL/1000 sementes) ou 167 ml/kg
Cenoura (Tratamento de Sementes) 0,5 (mL/1000 sementes) ou 250 ml/kg
Chicória (Tratamento de Sementes) 1,0 (mL/1000 sementes) ou 1000 ml/kg Coco 200 – 400 (L/ha) Ervilha 100 – 200 (L/ha)
Espinafre (Tratamento de Sementes) 1,0 (mL/1000 sementes) ou 100 ml/kg
Feijão-vagem 200 – 800 (L/ha)
Mamão 200 – 400 (L/ha)
Manga 500 – 1000 (L/ha)
Maracujá 200 – 800 (L/ha)
Melancia (Tratamento de Sementes) 4,9 (mL/1000 sementes) ou 122,5 ml/kg
Melão 200 – 400 (L/ha)
Melão (Tratamento de Sementes) 4,9 (mL/1000 sementes) ou 122,5 ml/kg
Pimentão 200 – 400 (L/ha)
Rúcula (Tratamento de Sementes) 1,0 (mL/1000 sementes) ou 278 ml/kg
Tomate (Tratamento de Sementes) 1,3 (mL/1000 sementes) ou 433 ml/kg

O volume de calda deverá ser ajustado em função do tamanho das plantas, de acordo com o estágio de desenvolvimento.
Evitar sempre o desperdício por escorrimento, não deixando atingir este ponto.
Evitar a utilização de pressão acima de 100 psi para diminuir a formação de gotas muito pequenas (menores que 150 µm) que serão perdidas pela corrente de ar, para fora do alvo e por evaporação.
Observações locais deverão ser efetuadas visando evitar a deriva e evaporação do produto.
Para preparar a calda, despejar o produto sobre a água, agitando até a formação de uma calda homogênea, mantendo-a sob constante agitação e utilizando-a no mesmo dia da preparação.

Cana-de-açúcar (Propágulos Vegetativos):

Aplicação através de tratamento industrial, pela empresa registrante, de propágulos vegetativos (mudas) antes do plantio na cultura de cana-de-açúcar. É VEDADA QUALQUER
OUTRA MODALIDADE DE USO.

Tratamento de sementes

Instruções para preparo da calda:
Passo 1 - Colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda (ex: copo becker);
Passo 2 - Colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma mistura homogênea;
Passo 3 - Completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda recomendado.

Importante

Manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.

Equipamentos de aplicação:
Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes. Existem máquinas específicas para tratamento de sementes pequenas como as máquinas peletizadoras fornecidas por fabricantes estrangeiros (ex: Innojet, Aeromatic, Seed Processing Holland BV e panelas farmacêuticas de fabricação de pílulas são normalmente utilizadas).

IMPORTANTE: O equipamento deve possuir dispositivo de secagem e regulagem de rotação para uma distribuição mais homogênea da calda mantendo a umidade original das sementes e dispositivos de segurança para evitar o contato com o produto ou acidentes como derramamento.

Manutenção:
Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem interferir na dosagem correta da próxima aplicação ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.

Operação de tratamento de sementes: Seguir a recomendação do fabricante do equipamento.

Processo de tratamento de sementes industrial:
Definir o volume de sementes a ser tratado conforme a capacidade mínima ou máxima do equipamento e a quantidade do lote desejado para definir a número de bateladas a serem tratadas.
Somente utilizar lotes de semente de alta qualidade física e biológica; é importante que as sementes sejam calibradas, com alto percentual de germinação e pureza.
Na operação ajustar o tempo de aplicação e a rotação do equipamento conforme o volume de sementes e calda para cada equipamento (Seguir as instruções do fabricante).
Assegurar-se que após o tratamento as sementes estejam com umidade adequada para armazenamento e comercialização.

Importante:
Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação.
Não tratar as sementes em equipamentos inadequados ou improvisados. A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas na eficiência do produto.


INTERVALO DE SEGURANÇA

Abacate, coco, ervilha, feijão-vagem, manga, mamão, maracujá, melão, pimentão: 14 dias
Abacaxi: 30 dias
Abacate, banana, cana de açúcar, citros, manga, mamão, melão: Não determinado devido a modalidade de emprego (pós colheita)
Acelga, alface, cebola, cenoura, chicória, espinafre, melancia, melão, rúcula e tomate: Não determinado devido a modalidade de emprego (Tratamento de semente)

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Na operação de semeadura das bandejas com sementes tratadas, estas podem apresentar uma aderência diferente no momento do semeio comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor ou maior de sementes que a usual recomendada, deve-se regular a semeadora com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos após e antes da utilização para evitar o acúmulo de resíduos nos picos ou orifícios da semeadora. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa ou alta plantabilidade de sementes por célula ou outras irregularidades na semeadura.
Em função da baixa quantidade do produto, a ser uniformemente distribuída em 1000 sementes, recomenda-se cuidados especiais nessa operação.

Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto.

Fitotoxicidade para as culturas indicadas

O produto, nas modalidades de uso indicadas e nas culturas e doses recomendadas, não apresentou problemas de fitotoxicidade, em nenhum dos testes realizados.
A formulação de TECTO SC pode ser utilizada para o tratamento de sementes.
O produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e nas doses recomendadas.
POR NÃO CONTER CORANTE EM SUA FORMULAÇÃO, ESTE PRODUTO SOMENTE DEVE SER UTILIZADO EM TRATAMENTO INDUSTRIAL DE SEMENTES. NESSE CASO, UM CORANTE OU POLÍMERO COLORIDO DEVE OBRIGATORIAMENTE SER ADICIONADO AO TRATAMENTO, A FIM DE POSSIBILITAR A FÁCIL IDENTIFICAÇÃO VISUAL DAS SEMENTES TRATADAS.

Outras restrições a serem observadas

- As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol e umidade.
- As sementes tratadas não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais.
- Armazenar as sementes tratadas em local seguro, separado de alimentos e rações e fora do alcance de crianças e animais. Preferencialmente armazenar as sementes lacradas e em câmera fria.
- Após o tratamento das sementes, possíveis sobras do produto devem retornar a embalagem original de TECTO SC.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B1 FUNGICIDA

O produto TECTO SC é composto por Tiabendazol, que apresenta mecanismo de ação dos carbamatos de metil benzimidazol, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).