INSTRUÇÕES DE USO:
Aplicar VICTRATO® GOLD em tratamento de sementes, antes da semeadura da cultura.
Nematoides: Utilizar a menor dose em áreas com baixa população do nematoide e, a maior dose em áreas onde as populações e os danos causados por nematoides sejam elevados.
Doenças: Utilizar a menor dose em áreas com baixa pressão da doença e, a maior dose em áreas onde os danos causados pelos fungos sejam elevados.
VICTRATO® GOLD controla os fungos indicados na bula na fase inicial de desenvolvimento da cultura. Aplicações foliares de outros fungicidas em fases mais avançadas de desenvolvimento da cultura são necessárias para complementação do controle dos fungos.
MODO DE APLICAÇÃO
Volumes de calda recomendados:
Diluir o produto na dose recomendada em água até completar o volume de calda desejado, suficiente para tratar 100 kg de sementes, conforme instruções a seguir:
Algodão: 1500 mL de calda para 100 kg de sementes.
Soja: 600 mL de calda para 100 kg de sementes.
Instruções para preparo da calda:
Passo 1 - colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda;
Passo 2 - colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma pasta homogênea;
Passo 3 - completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda recomendado.
Importante:
Manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.
Equipamentos de aplicação:
Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes. Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes: Momesso, MecMaq, Niklas, Gustafson, etc.
Manutenção:
Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.
Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes, dos tipos Amazone Transmix, Arktos Africa, tambores rotativos, betoneiras ou similares:
Passo 1 - Colocar um peso de sementes conhecido;
Passo 2 - Adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes;
Passo 3 - Proceder à agitação/operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.
Com equipamentos de tratamento com fluxo contínuo de sementes:
Passo 1 - Aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período tempo;
Passo 2 - Regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.
Importante:
Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação. Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras.
A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas no controle de pragas.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não há necessidade de observância de intervalo de reentrada, desde que as pessoas estejam calçadas ao entrarem na área tratada.
LIMITAÇÕES DE USO:
Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto.
Observar as Normas e Legislações complementares sobre segurança no trabalho.
Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular a semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio. Em função da baixa quantidade do produto a ser uniformemente distribuída em 100 kg de sementes, recomendam-se cuidados especiais nessa operação.
As sementes tratadas não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
A formulação de VICTRATO® GOLD foi especialmente desenvolvida para o tratamento de sementes. O produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e nas doses recomendadas.
Outras restrições a serem observadas:
As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol.
Caso ocorra derramamento de sementes tratadas no momento do carregamento da plantadeira ou no plantio, coletar as sementes ou cobri-las com solo, para evitar que animais se alimentem das sementes tratadas.
Armazenar as sementes tratadas em local seguro, separado de alimentos e rações e fora do alcance de crianças e animais.
Quando utilizados, recomenda-se fazer uso mínimo de agentes lubrificantes e secantes.
Precauções quanto a saúde humana
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
Precauções quanto ao meio ambiente
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Manejo integrado
Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.
Manejo de resistência
GRUPO G1 FUNGICIDA
GRUPO E2 FUNGICIDA
GRUPO A1 FUNGICIDA
GRUPO C2 FUNGICIDA
GRUPO N-3 NEMATICIDA
A resistência de pragas e doenças a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga e/ou doença podem ser observados devido à resistência.
O produto nematicida/fungicida VICTRATO® GOLD é composto por difenoconazol, fludioxonil, metalaxil-M e ciclobutrifluram, que apresentam mecanismos de ação: inibição da biossíntese de ergosterol por inibição da C14 desmetilase, ação na transdução do sinal osmótico – MAP/Histidina - cinase, ação na síntese de ácidos nucleicos – RNA polimerase I, complexo II - inibidores de succinato – desidrogenase – SDHI, complexo mitocondrial II - inibidores do transporte de elétrons - succinato-coenzima Q redutase respectivamente, pertencentes aos grupos G1, E2, A1 e C2, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), e ainda ao grupo N-3 segundo classificação do IRAC (Comitê de Ação à Resistência de Inseticidas), respectivamente.
Para manter a eficácia e longevidade do VICTRATO® GOLD como uma ferramenta útil de manejo de pragas/doenças agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Alternar produtos com mecanismos de ação distintos dos grupos G1, E2, A1 e C2 (FRAC) e N-3 (IRAC). Sempre rotacionar com produtos de mecanismos de ação efetivos para a nematoide/doença-alvo;
• Usar VICTRATO® GOLD ou outro produto dos mesmos grupos químicos somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janela) de cerca de 30 dias;
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas, recomendações e modalidade de aplicação;
• Adotar outras práticas de redução da população das nematoides/doenças, seguindo as Boas Práticas Agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc.;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de nematicidas/fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos, ácaros e nematoides devem ser encaminhados para o Comitê de Ação à Resistência de Inseticidas (IRAC-BR: www.irac-br.org.br), de fungos patogênicos para a Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br) e o Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org) ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br).