Neo Glifo
| Geral | ||
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Nome Técnico:
Glifosato
Registro MAPA:
16926
Empresa Registrante:
Syncrom |
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| Composição | ||
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| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Glifosato | 720 g/kg | |
| Classificação | ||
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Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea
Classe Agronômica:
Herbicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Pó solúvel (SP)
Modo de Ação:
Sistêmico, Não seletivo
Agricultura Orgânica:
Não |
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Indicações de Uso
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
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INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO:
NEO GLIFO é um herbicida não seletivo, de ação sistêmica, indicado para o controle pós-emergente de plantas daninhas de folhas estreitas e folhas largas, anuais e perenes.
Após a aplicação nas folhas, o glifosato é rapidamente absorvido e translocado às raízes e regiões meristemáticas, afetando o metabolismo e crescimento das plantas. A morte das plantas pode ocorrer em alguns dias ou semanas depois da aplicação.
Recomendamos para o controle não seletivo em pós-emergência de plantas daninhas nas seguintes situações:
- Aplicação em jato dirigido sobre as plantas daninhas nas culturas de ameixa, banana, cacau, café, cana-de-açúcar (cana soca), citros, coco, eucalipto, maçã, mamão, nectarina, pastagem, pera, pêssego, pinus, seringueira e uva.
- Aplicação em área total em pré-plantio (pré-plantio da cultura e pós-emergência das plantas daninhas) - sistema de plantio direto nas culturas de algodão, arroz, arroz irrigado, cana-de-açúcar, feijão, fumo, milho, soja, trigo e na eliminação do arroz vermelho.
- Aplicação para erradicação/eliminação da soqueira na cultura da cana-de-açúcar e como maturador de cana-de-açúcar.
- Aplicação em área total, pós-emergência da soja geneticamente modificada tolerante ao glifosato, em áreas de plantio direto ou convencional.
NÚMERO E ÉPOCA DE APLICAÇÃO:
Para o controle das plantas daninhas perenes, o melhor período de aplicação é próximo ou durante a floração. Para o controle das plantas daninhas anuais, o melhor período situa-se entre a fase jovem até a formação dos botões florais.
Aplicar Neo Glifo quando o mato estiver em boas condições de desenvolvimento e sem efeito de stress hídrico. O produto não tem ação sobre as sementes existentes no solo.
As doses indicadas, quando aplicadas de acordo com as recomendações da bula, controlam as plantas daninhas na fase jovem até a fase adulta. Doses menores são recomendadas para os casos de baixa infestação. As doses dependem do estádio de desenvolvimento das plantas daninhas e do tipo de equipamento utilizado.
Deve-se fazer apenas uma aplicação ao ano.
Para a eliminação da soqueira da cana-de-açúcar a aplicação deve ser realizada quando as folhas estiverem entre 0,6 m e 1,2 m de altura a partir do chão, ou quando a última lígula estiver a 40 cm do solo. É fundamental que a aplicação seja feita antes da formação de colmos na soqueira. Para a eliminação da cana-de-açúcar doente ou indesejável pode ser feita uma aplicação de Neo Glifo diretamente no cartucho da planta através de pulverizador do tipo “trombone” na base de 6% de concentração.
O controle das plantas daninhas na cultura da soja geneticamente modificada resistente ao glifosato (OGM), deverá ser feita em área total, em pós-emergência da cultura, em áreas de plantio direto ou convencional, podendo ser utilizado em aplicação única ou aplicação sequencial. A melhor época para controle das plantas daninhas em pós-emergência da soja geneticamente modificada tolerante ao glifosato é de 20 a 30 dias após a emergência da cultura, quando as invasoras se encontram em estágio inicial de desenvolvimento. A aplicação foliar de Neo Glifo sobre a cultura da soja OGM, deverá ser realizada quando esta estiver com 2 a 3 trifólios.
Aplicação Sequencial: Neo Glifo pode ser utilizado em aplicação sequencial em áreas de alta infestação e/ou germinação desuniforme das plantas daninhas. As aplicações nunca devem exceder a dose máxima recomendada em aplicação única, observando que a maior dose deverá ser utilizada na primeira aplicação. Nesse caso, na primeira aplicação utilizar a dose de 1,33 L/ha, até os 20 primeiros dias após a emergência da cultura. Na segunda aplicação utilizar o restante da dose recomendada nesta bula, com intervalo de 15 a 20 dias após a primeira aplicação (35 a 40 dias após a emergência da cultura). Dar preferência aos menores intervalos recomendados.
Em casos específicos de infestação de trapoeraba (Commelina benghalensis), recomenda-se a aplicação sequencial nas doses de 1,36 L/ha na primeira aplicação, seguida de 1,33 L/ha, observando-se as demais recomendações da aplicação sequencial.
Maturador da Cana-de-açúcar:
O Neo Glifo pode ser utilizado como maturador em cana-de-açúcar, em qualquer época de safra com os seguintes direcionamentos:
- Início da safra: visando antecipar a maturação, devido a condições pouco favoráveis de maturação natural, onde nem mesmo variedades mais precoces estão no seu potencial máximo de acúmulo de sacarose.
- Meio da safra: com o objetivo de maximizar a qualidade da matéria-prima e antecipar a liberação de área de reforma para o preparo do solo e plantio de cana de ano ou cereais.
- Final da safra: com o objetivo mínimo de manter um bom nível de maturação, evitando a queda natural que ocorre com o início das chuvas, podendo ainda elevar o potencial natural de maturação daquelas variedades plantadas como cana de ano ou cortadas no final da safra anterior.
- Áreas com excesso de vinhaça: com o objetivo de elevar o nível de maturação, normalmente baixo nestas áreas, devido ao alto vigor vegetativo apresentado pela cultura.
- Período entre aplicação e colheita/dose: o período entre a aplicação e colheita pode ser manejado em função de doses, massa verde e época de aplicação que possibilita uma adequada flexibilidade de safra. No geral está entre 42 a 56 dias (6 a 8 semanas) para a dose recomendada de 0,4 L/ha do produto.
- Idade da cultura: a área a ser aplicada deve estar com um rendimento agrícola estabilizado, devendo-se lembrar sempre que o único objetivo da aplicação é melhorar a qualidade de matéria-prima, ou seja, elevar o teor de sacarose.
- Variedades floríferas: a aplicação do produto como maturador é viável mesmo após a diferenciação floral até o estágio de pavio de vela.
Em cana pronta para florescer, essa aplicação é recomendada estrategicamente, para manter e melhorar a qualidade dessa matéria-prima. Não se deve realizar aplicação quando o processo de florescimento estiver em fase adiantada (cartucho).
- Aplicação: a aplicação deve ser realizada por avião, utilizando-se barra com bicos convencionais, e um consumo de calda na faixa de 30 - 40 L/ha.
MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
Neo Glifo deve ser aplicado através de equipamentos costais manuais ou pressurizados, pulverizadores tratorizados ou equipamentos aéreos. Os equipamentos de pulverização devem ser equipados com filtros adequados para cada tipo de bico.
Equipamentos para aplicação terrestre:
Bicos: Jatos tipo leque da série 80 ou 110 ou similares, ou defletor do tipo TK (pulverizador costal manual).
Volume de calda: 50 a 450 L/ha (de acordo com o estágio de desenvolvimento das plantas daninhas). Utilizar volume maior para plantas daninhas com maior densidade vegetativa.
Tamanho de gotas: 200 a 650 micrômetros.
Densidade de gotas: 20 a 40 gotas/cm².
Pressão: 20 a 60 lb/pol² ou conforme especificação do fabricante dos bicos.
Velocidade de trabalho: 6 a 8 km/hora.
Equipamento CDA/Bentley BT-3*:
Utilize bicos do tipo X-2. Volume de calda de 80 a 120 L/ha, pressão de trabalho de 40 a 60 lb/pol², tamanho de gotas de 200 a 300 µm e densidade de 50 a 100 gotas/cm².
Soja Geneticamente Modificada:
Bicos: Jatos em leque tipo Teejet VB 80.02 ou XR 110.02, distanciados 50 cm entre si e a uma altura de 50 cm do solo.
Volume de calda: 100 a 200 L/ha (de acordo com o estágio de desenvolvimento das plantas daninhas).
Pressão: 30 lb/pol² ou conforme especificação do fabricante dos bicos.
Equipamentos para aplicação aérea:
Barra com bicos para aeronaves de asa fixa - Ipanema de qualquer modelo.
Volume de calda de 10 a 40 L/ha, altura de voo de 4 a 5 m acima do topo da cultura, com faixa de deposição com 15 m de largura e tamanho de gotas entre 110 a 120 µm.
Densidade mínima de gotas de 20 gotas/cm² (DMV: 420 - 450 µ), com pressão de 15 – 30 psi.
Bicos de pulverização: Bicos de jato cônico da série D ou similar, com difusores em cone adequado a uma cobertura uniforme e que permitam uma vazão ao redor de 10 a 40 L/há de calda e produzam gotas com DMV para as condições de aplicação e regulagem entre 420 a 450 micras com uma deposição mínima ideal de 20 gotas/cm² sem escoamento na folha.
Em aviões tipo Ipanema, usa-se de 40 a 42 bicos na asa, sendo que normalmente para se evitar problemas de vórtices de ponta de asa, fecha-se ao redor de 4 a 5 bicos em cada raiz de asa. Dependendo da altura de voo, da aeronave, do tipo de asa e posição de barra esta configuração pode se alterar. A angulação destes bicos na barra aplicadora vai ser determinante na configuração final do DMV da gota formada. Os bicos da barriga em número de 8, deverão permanecer abertos e no mesmo ângulo dos bicos utilizados nas asas.
Observações locais devem ser realizadas visando reduzir ao máximos as perdas por deriva.
Condições climáticas ideais: Temperatura máxima de 28ºC; Umidade relativa mínima de 55% e velocidade do vento máxima de 10 km/h.
PREPARO DA CALDA PARA PULVERIZAÇÃO:
Deve-se encher o tanque do pulverizador com água até a metade de seu volume e adicionar Neo Glifo. Manter o misturador mecânico ou o retorno em funcionamento e completar o volume do tanque com água. Manter a agitação da calda de forma contínua durante todo o preparo e durante a aplicação do produto.
Após a aplicação do produto, realizar lavagem completa do equipamento.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não permita que os trabalhadores entrem na área tratada durante as primeiras 4 horas após a aplicação. Em caso de necessidade da entrada antes dessas 4 horas, deve ser usado equipamento padrão de proteção pessoal (calças compridas, camisa de manga comprida, sapatos fechados e luvas).
LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade: Durante a aplicação em jato dirigido, deve-se evitar que a calda de herbicida atinja as partes das plantas econômicas. Neo Glifo não danifica plantas com caules suberizados, caso os atinja.
O herbicida Neo Glifo não deve ser utilizado em área total em pós-emergência das culturas indicadas, exceto quando aplicado na modalidade de uso na cultura da soja OGM tolerante ao glifosato.
Outras restrições: Sob ameaça de chuva, suspenda a aplicação. Caso ocorra chuva nas primeiras 4 a 6 horas após a aplicação, a eficiência do produto pode diminuir. Este intervalo de tempo é necessário para absorção do produto pelas folhas e sua translocação pela planta alvo em condições adequadas de desenvolvimento. Se caso ocorrer chuvas nesse período, repita a aplicação.
A eficácia do produto pode ser visualizada a partir do 4º dia após a aplicação.
Sempre utilizar água limpa, isenta de argilas em suspensão.
Não capinar ou roçar o mato antes ou logo após a aplicação de Neo Glifo.
LIMITAÇÕES DE USO EXCLUSIVOS PARA A SOJA GENETICAMENTE MODIFICADA:
- A aplicação de Neo Glifo em soja OGM tolerante ao glifosato deve ser realizada quando as plantas estiverem com 2 a 3 trifólios.
- O herbicida Neo Glifo é seletivo somente quando aplicado sobre as variedades de soja geneticamente modificada e tolerante ao glifosato, conforme as instruções de uso indicadas nesta bula. Não se deve utilizar Neo Glifo em pós-emergência de variedades de soja convencional ou sobre outras espécies úteis sensíveis.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
A rotac¸ão de culturas pode permitir também rotac¸ão nos métodos de controle das plantas infestantes que ocorrem na a´rea. Além do uso de herbicidas, outros métodos são utilizados dentro de um manejo integrado de plantas infestantes, sendo eles o controle manual, o controle meca^nico, através de roc¸adas ou cultivadores, a rotac¸ão de culturas e a dessecac¸ão da a´rea antes do plantio os mais utilizados e eficazes.
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO G HERBICIDA
O produto herbicida NEO GLIFO é composto por Glifosato, que apresenta mecanismo de inibidores da síntese EPSPs, pertencente ao GRUPO G, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).