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Analise

INFOCAFÉ

Infocafé de 06/05/22

A moeda norte-americana subiu 1,17%, cotada a R$ 5,0754. Com o resultado, passou a acumular alta de 2,69% na semana e no mês. O dólar tem se mantido mais forte frente a outras moedas por receios de que os juros nos Estados Unidos tenham de subir mais do que o esperado para conter a inflação, movimento com potencial para sacudir os mercados em todo o planeta e drenar liquidez de países emergentes como o Brasil. Mais cedo, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou o relatório de emprego do país de abril, que mostrou a criação de 428 mil novos postos de trabalho, apesar da inflação em alta – reforçando as expectativas de novas altas da taxa de juros do país. O que começa a ganhar corpo na lista de preocupações de investidores é o risco de recessão, que seria fruto do aperto rápido das políticas monetárias globais, que por outro lado poderiam não ser capazes de barrar a inflação. O resultado disso seria a estagflação, fenômeno que tradicionalmente beneficia o dólar.

MERCADO

Cotações do milho voltaram a recuar em Chicago

As cotações do milho, em Chicago, voltaram a recuar durante esta semana. O fechamento desta quinta-feira (05) ficou em US$ 8,03/bushel, contra US$ 8,16 uma semana antes, sendo que na véspera o bushel chegou mesmo a US$ 7,98. A média de abril fechou em US$ 7,86/bushel, com alta de 5,2% sobre março. Para comparação, a média de abril do ano passado foi de US$ 6,16/bushel. Nos EUA, a área semeada com milho chegou a 14% no dia 01/05, contra 42% um ano atrás, nesta época, e 33% na média histórica. A pressão da alta do juro básico nos EUA, a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, e novos surtos de Covid-19 na China, além do clima sobre as regiões produtoras estadunidenses, continuam na mira do mercado.

INFOCAFÉ

Infocafé de 05/05/22

O dólar fechou em alta esta quinta-feira (5), após a elevação dos juros no Brasil e nos Estados Unidos e com os mercados avaliando os próximos passos de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e do Comitê de Política Monetária (Copom). A moeda norte-americana subiu 2,38%, cotada a R$ 5,0166. Na véspera, o Fed aumentou os juros em 0,5 ponto percentual, para uma faixa de 0,75% a 1,0%, o maior aumento desde 2000. O chefe do banco central norte-americano, Jerome Powell, afirmou que as autoridades de política monetária não estão considerando intensificar ainda mais a dose de aperto em suas próximas reuniões, para 0,75 ponto percentual, como temiam alguns agentes financeiros. Já o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic de 11,75% ao ano para 12,75% ao ano e indicou uma extensão do ciclo de alta dos juros. Com a nova alta, a Selic atingiu o maior patamar em mais de cinco anos e o Brasil retomou a liderança do ranking mundial de juros reais.