Bula Recop - Albaugh

Bula Recop

acessos
Oxicloreto de cobre
1308704
Albaugh

Composição

Equivalente em cobre metálico 500 g/kg Inorgânico
Oxicloreto de cobre 840 g/kg Inorgânico

Classificação

Fungicida
IV - Pouco tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato

Abacate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 10 a 30 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Cercosporiose
(Pseudocercospora purpurea)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 10 a 30 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Amendoim Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha castanha
(Cercospora arachidicola)
2 a 2,5 kg p.c./ha - - 10 a 15 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas ou 40 a 45 dias após o plantio
Mancha preta
(Cercospora personata)
2 a 2,5 kg p.c./ha - - 10 a 15 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas ou 40 a 45 dias após o plantio
Verrugose
(Sphaceloma arachidis)
2 a 2,5 kg p.c./ha - - 10 a 15 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas ou 40 a 45 dias após o plantio
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
200 g p.c./100 L de água 600 a 800 L de calda/ha - 3 a 10 dias. Não determinado. Plantas estiverem 15 cm de altura
Requeima
(Phytophthora infestans)
200 g p.c./100 L de água 600 a 800 L de calda/ha - 3 a 10 dias. Não determinado. Plantas estiverem 15 cm de altura
Cacau Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
6 a 12 g p.c. / planta 160 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Iniciar em março/abril
Rubelose
(Erythricium salmonicolor)
6 a 12 g p.c. / planta 160 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Iniciar em março/abril
Vassoura de bruxa
(Crinipellis perniciosa)
6 a 12 g p.c. / planta 160 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Iniciar em março/abril
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum coffeanum)
2 a 5 kg p.c./ha - - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Período de dezembro a abril
Ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix)
2 a 5 kg p.c./ha - - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Período de dezembro a abril
Olho pardo
(Cercospora coffeicola)
2 a 5 kg p.c./ha - - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Período de dezembro a abril
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Antes e após a florada
Doença rosada
(Corticium salmonicolor)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Tratamento de inverno
Gomose
(Phytophthora nicotianae var. parasitica)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Período de maio a junho
Podridão parda
(Phytophthora citrophthora)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Período de maio a junho
Podridão penducular
(Diaporthe citri)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Tratar frutos destinados a armazenamento
Verrugose
(Elsinöe fawcetti)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Antes e após a florada
Verrugose da laranja doce
(Elsinöe australis)
250 g p.c./100 L de água 1000 a 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. Não determinado. Antes e após a florada
Figo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da figueira
(Cerotelium fici)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 10 a 15 dias. Não determinado. Iniciar com a brotação;
Podridão do fruto
(Phytophthora nicotianae var. nicotianae)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 10 a 15 dias. Não determinado. Iniciar com a brotação;
Goiaba Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Puccinia psidii)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Mamão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 a 14 dias. Não determinado. Pulverizar desde o início da frutificação
Varíola
(Asperisporium caricae)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 a 14 dias. Não determinado. Pulverizar desde o início da frutificação
Manga Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Verrugose
(Elsinöe mangiferae)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum coccodes)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Cancro bacteriano
(Clavibacter michiganensis subsp michiganensis)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Mancha de stemphylium
(Stemphylium solani)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Mancha-bacteriana
(Xanthomonas vesicatoria)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Podridão-mole
(Pectobacterium subs. carotovorum)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Requeima
(Phytophthora infestans)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 a 14 dias. Não determinado. Iniciar aos primeiros sintomas
Uva Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Elsinöe ampelina)
250 a 300 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 dias. Não determinado. Preventivo, final do ciclo
Mancha das folhas
(Isariopsis clavispora)
250 a 300 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 dias. Não determinado. Preventivo, final do ciclo

Cartucho de papelão: 1 kg. Saco de papel: 3; 5; 25 e 30 kg. Saco de plástico: 1; 3 e 4 kg. Caixa de papelão com 16 sacos plásticos ou papel de 300 g cada: 4,8 kg.

INSTRUÇÕES DE USO:
RECOP é um fungicida bactericida cúprico de contato, para uso preventivo, podendo ser aplicado no aparecimento dos primeiros sintomas das doenças que ocorrem nas culturas.

Apresentado na forma pó molhável, se destaca por sua rápida umectabilidade e boa suspensibilidade.

CULTURAS / DOENÇAS CONTROLADAS / DOSES:
Vide a seção "Indicações de Uso/Doses"

INÍCIO, NÚMERO E ÉPOCA DE APLICAÇÃO:
ABACATE: Iniciar aos primeiros sintomas, repetindo de 2 a 6 vezes com intervalo de 10 a 30 dias.

AMENDOIM: Iniciar aos primeiros sintomas ou 40-45 dias após o plantio. Repetir com intervalos de 10 a 15 dias.

BATATA: Iniciar quando as plantas tiverem 15 cm de altura. Repetir com intervalos de 3 a10 dias. Intervalos mais curtos em épocas favoráveis à doenças. Volume de calda: 600-800 l/ha.

CACAU: Aplicar a dose indicada de acordo com o porte das plantas. Utilizar a dose maior em áreas de alta infestação. Efetuar de 3 a 5 pulverizações iniciando em março/abril. Volume de calda: 160 l/ha.

CAFÉ: Aplicar a dose indicada de acordo com o porte das plantas. Efetuar de 3 a 5 pulverizações de dezembro a abril. Em viveiros, pulverizações quinzenais.

CITROS: Contra a podridão peduncular, tratar os frutos destinados ao armazenamento, por imersão. Contra a Rubelose, tratamento de inverno evitando atingir as folhas. Contra a Gomose, preparar uma pasta com água e pincelar o tronco e cortes no período de maio a junho. Contra as demais doenças, pulverizar antes e após a florada. Volume de calda: 1000-2000 l/ha.

FIGO: Iniciar com a brotação, repetindo com intervalos de 10 a 15 dias até a uma semana antes da colheita para proteger os frutos.

GOIABA: Iniciar aos primeiros sintomas, repetindo com intervalos de 7 a 14 dias, de setembro a dezembro.

MAMÃO: Pulverizar os frutos desde o início da frutificação, com intervalos de 7 a 14 dias. Adicionar espalhante adesivo à calda.

MANGA: Iniciar aos primeiros sintomas. Repetindo cada 7 a 14 dias.

TOMATE: Iniciar as pulverizações aos primeiros sintomas, repetindo com intervalo de 3 a 14 dias. Pulverizar com os intervalos menores quando as condições climáticas são mais favoráveis às doenças.

UVA: Aplicar preventivamente durante o final do ciclo, preventivamente, repetindo em intervalos de 7 dias.

OBSERVAÇÕES: Nas doses recomendadas em g/100 litros de água, não havendo outra indicação, utilizar um volume de calda de 1000 l/ha.

MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
RECOP deve ser utilizado preventivamente, podendo ser aplicado no aparecimento dos primeiros sintomas das doenças, através de pulverização, utilizando-se equipamentos tratorizados de barra ou costais.
- Utilizar bicos tipo cone ou equivalente, aplicando um volume de calda conforme recomendada na tabela, observando que esteja ocorrendo uma boa cobertura de pulverização nas plantas.
- Observações locais deverão ser efetuadas visando evitar a deriva e a evaporação do produto. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
- Para preparar a calda, despejar o produto sobre a água, agitando lentamente até a formação de uma calda homogênea, mantendo-a sob constante agitação e utilizando-a no mesmo dia da preparação.

INTERVALO DE SEGURANÇA: Sem restrições.

LIMITAÇÕES DE USO:
-FITOTOXICIDADE PARA AS CULTURAS INDICADAS:
Alguns cultivares poderão acusar sensibilidade ao produto quando o clima apresentar alta umidade atmosférica, juntamente com temperaturas relativamente baixas. Em caso de dúvida, recomenda-se efetuar testes prévios em pequena escala.

-OUTRAS RESTRIÇÕES A SEREM OBSERVADAS: O produto quando diluído em água deverá ser utilizado no mesmo dia. Após as aplicações, lavar interna e externamente os pulverizadores, reservatórios, etc., para evitar problemas de corrosão nos seus componentes à base de ferro e ferro galvanizado.

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
-Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
-Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
-Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.
-Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
-Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
-Não aplique o produto contra o vento, se utilizar distribuidor costal. Se utilizar trator aplique o produto contra o vento.
-Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
-Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
-Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
-Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
-Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-Não reutilizar a embalagem vazia.
-No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.


PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

INGESTÃO: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

OLHOS: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

PELE: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

INALAÇÃO: Se o produto for inalado (-respirado.), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR RECOPO- INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico - Inorgânico
Classe toxicológica - IV - Pouco Tóxico
Vias de exposição - I Oral, inalatória, ocular e dérmica
Toxicocinética - O cobre é absorvido principalmente pelo trato gastrointestinal. Cerca de 20 a 60% do cobre é absorvido e excretado pelas fezes. Uma vez que o metal passa através da membrana basolateral, ele é transportado ao fígado através da albumina sérica. O fígado é o órgão crítico para a homeostase do cobre. A principal forma de excreção do cobre é através da bile. O transporte do cobre aos tecidos periféricos é realizado através da albumina plasmática, a ceruloplasmina e outros complexos de baixo peso molecular (WHO, EHC, 1998).
Mecanismos de toxicidade - A toxicidade bioquímica dos sais de cobre, ocorre quando exceder-se a o DNA, membranas e proteínas ou através de mecanismos de formação
de radicais livres (WHO, EHC, 1998).
Os compostos de cobre absorvidos são rapidamente transferidos para as hemoglobinas, podendo causar edema renal, necrose hepática e renal.
Sintomas e sinais Ingestão - irritação do trato gastrointestinal.
Clínicos -
Inalação — irritação do trato respiratório, tosse. Irritação, náusea, vômito salivação, dor abdominal, queimadura epigástrica, hemólise sangramento gastrointestinal, hematemese, melena, anemia, hipotensão coma, choque e morte podem ocorrer em casos graves Metahemoglobinemia pode raramente ocorrer. O cobre pode produzir um gosto metálico ou adocicado na boca.
DERMAL - a exposição cutânea pode causar irritação, coceira, eczema
dermatite, hipersensibilidade e descoloração do cabelo, dos dentes e d pele.
CARDIOVASCULAR — hipotensão, disritmia e doença coronariana podem ocorrer em casos graves.
NEUROLÓGICO — depressão do SNC, dor de cabeça e desmaios. GASTROINTESTINAL — gastroenterite, vômitos, erosões da mucosa
gastrointestinal, gosto metálico, sensação de queimação epigástrica e diarréia.
HEPÁTICO - hepatomegalia, aumento nos níveis de transaminase.
GENITOURINÁRIO — falência renal, oligúria, hemoglobinúria podem ocorrer.
HEMATOLÓGICO — hemólise e anemia e raramente metahemoglobinemia.
(TOXNET, acesso em 2007)
Diagnóstico - O diagnóstico é estabelecido pela confirmação de exposição e pela
ocorrência de quadro clínico compatível. Monitorar função hepática e função renal.
Tratamento - A descontaminação do paciente, em casos de derramamento com risco de contaminação deve ser realizada por profissional provido de avental, botas impermeáveis e luvas de borracha nitrílica.
Medidas de esvaziamento gástrico tais como emese e lavagem gástrica não deverão ser realizadas, em virtude do potencial irritante do produto. Carvão ativado e laxantes salinos não deverão ser úteis. O tratamento sintomático deverá compreender, sobretudo medidas de suporte como correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, além de assistência respiratória. Observar o aparecimento de sintomas respiratórios sugestivos de pneumonite química. Indicar radiografia de tórax. Em caso de pneumonite química deverá ser tratada sintomaticamente e quando necessário com antibióticos e corticoesteroides. Solicitar avaliação endoscópica precoce nos casos de ingestão com sintomatologia digestiva importante. Em caso de contato ocular, após a descontaminação, proceder oclusão e solicitar avaliação oftalmológica. Intoxicações com níveis séricos de cobre elevados podem requerer a administração de quelantes como o cuprime ou dimercaprol.
Contra-indicações - A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química e o potencial irritante dos sais de cobre.
Efeitos sinérgicos - Não são conhecidos efeitos sinérgicos.
ATENÇÃO - Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e
obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT — ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)

Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:

AÇÃO: A toxicidade bioquímica dos sais de cobre ocorre quando exceder a homeostase. Os efeitos ocorrem nas estruturas biomoleculares tais como o DNA, membranas e proteínas ou através de mecanismos de formação de radicais livres.
Os sais de cobre são absorvidos principalmente pelo trato gastrointestinal. Cerca de 20 a 60% do cobre é absorvido e excretado pelas fezes. Uma vez que o metal passa através da membrana basolateral, ele é transportado ao fígado através da albumina sérica. O fígado é o órgão crítico para a homeostase do cobre. A principal forma de excreção do cobre é através da bile. O transporte do cobre aos tecidos periféricos é realizado através da albumina plasmática, ao ceruloplasmina e outros complexos de baixo peso molecular (WHO, EHC, 1988).

ABSORÇÃO: É absorvido pelas células das mucosas podendo ser transferido para a corrente sanguínea.

EXCREÇÃO: É excretado através das fezes. A excreção através da urina não ultrapassa 1%.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:

Efeitos agudos:
Toxicidade aguda (DL50) oral em ratos : > 2.000 mg/kg
Toxicidade aguda (DL50) dermal em ratos : > 2.000 mg/kg
Irritação ocular em coelhos: o produto causou irritação reversível em 24 horas.
Irritação dérmica em coelhos: o produto foi considerado levemente irritante.

Efeitos crônicos:
A toxicidade crônica dos compostos de cobre não foi bem caracterizada. Foram observados efeitos como aumento da mortalidade e retardo no crescimento, efeito no fígado, rins e estômago foram observados em ratos após a ingestão a longo prazo.
Estudos de carcinogenicidade de compostos a base de cobre em ratos e camundongos não indicaram efeitos carcinogênicos (WHO EHC, 1998).

1. DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO-AMBIENTE

Este produto é:
Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III)

-Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
-Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microrganismos do solo.
-Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos, algas e peixes.
-Evite a contaminação ambiental —Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamentos com vazamento.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas.
-Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
-A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
-Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
-O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
-A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
-O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
-Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
-Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT.
-Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
-Isole e sinalize a área contaminada.
-Contate as autoridades locais competentes e a Empresa ATAR DO BRASIL DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA - telefone de emergência: (24) 3354-1176.
-Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtros).
-Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
- Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no r para a sua devolução e destinação foral.
- Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
- Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicações.

4. PROCDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMNETO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓRPIOS PARA A UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM FLEXÍVEL
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo
usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do seu prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos canais de distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA ( NÃO CONTAMINADA)

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS

A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tomar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fomos destinados para este tipo operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTADUAIS, DO DISTRITO FEDERAL E MUNICIPAIS:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Incluir outros métodos de controle de doenças dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças, quando disponível e apropriado.

Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas- Brasil).
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou mesmo modo de ação não deve ser utilizado em aplicações consecutivas do mesmo patógeno, no ciclo da cultura.
• Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientações sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.
• Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Controle cultural, biológico, etc.), dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.