Bula Funguran Verde - Funguran

Bula Funguran Verde

Oxicloreto de cobre
908
Funguran

Composição

840 g/kg
Equivalente em cobre metálico 500 g/kg

Classificação

Fungicida
IV - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato

Abacate

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Pseudocercospora purpurea (Cercosporiose)

Algodão

Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides (Ramulose)
Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum (Mancha angular)

Alho

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Colletotrichum circinans (Mal das sete voltas)
Peronospora destructor (Míldio)
Puccinia allii (Ferrugem)

Amendoim

Cercospora arachidicola (Mancha castanha)
Cercospora personata (Mancha preta)
Sphaceloma arachidis (Verrugose)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)

Berinjela

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Diaporthe vexans (Podridão seca)

Cacau

Crinipellis perniciosa (Vassoura de bruxa)
Erythricium salmonicolor (Rubelose)
Phytophthora infestans (Requeima)

Café

Cercospora coffeicola (Olho pardo)
Colletotrichum coffeanum (Antracnose)
Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)

Caqui

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Cebola

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Colletotrichum circinans (Mal das sete voltas)

Cenoura

Alternaria dauci (Mancha de alternaria)
Cercospora carotae (Mancha das folhas)

Citros

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Corticium salmonicolor (Doença rosada)
Diaporthe citri (Podridão penducular)
Diaporthe medusaea (Melanose)
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)
Elsinoë fawcetti (Verrugose)
Phytophthora nicotianae var. parasitica (Gomose)

Feijão

Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Feijão vagem

Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)
Phytophthora nicotianae var. nicotianae (Podridão do fruto)

Goiaba

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Puccinia psidii (Ferrugem)

Jiló

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Maçã

Entomosporium mespili (Entomosporiose)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Mamão

Asperisporium caricae (Varíola)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Manga

Elsinoë mangiferae (Verrugose)

Marmelo

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Entomosporium mespili (Entomosporiose)

Nêspera

Entomosporium mespili (Entomosporiose)
Taphrina deformans (Crespeira)

Pêssego

Monilinia fructicola (Podridão parda)

Pimenta

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Pimentão

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Soja

Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Clavibacter michiganensis subsp michiganensis (Cancro bacteriano)
Colletotrichum coccodes (Antracnose)
Erwinia carotovora ssp carotovora (Podridão mole)
Phytophthora infestans (Requeima)
Stemphylium solani (Mancha de stemphylium)
Xanthomonas vesicatoria (Mancha-bacteriana)

Uva

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Elsinoë ampelina (Antracnose)
Plasmopara viticola (Míldio)
Pseudocercospora vitis (Cercospora)

Cartucho de papelão com saco de polietileno, soldado interno para 1 kg. Saco de polietileno soldado ou papel Kraft multifolhado costurado para 2 kg. Saco de papel Kraft multifolhado, boca aberta costurada, com saco de polietileno interno para 4 e 25 kg.

INÍCIO E ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES:

ABACATE: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 10 a 30 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

ALGODÃO: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

ALHO: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 7 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

AMENDOIM: Iniciar a aplicação aos primeiros sintomas ou 40 - 45 dias após o plantio. Repetir com intervalos de 10 a 15 dias. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

BATATA: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 3 a 7 dias. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

BERINJELA: Iniciar a aplicação quando ocorrer os primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

CACAU: Iniciar a aplicação em março/abril ou nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

CAFÉ: Aplicar preventivamente a partir do início das chuvas e repetir sempre que as condições forem favoráveis às doenças. Pulverizar a cultura de dezembro a abril para controle da Antracnose (C. gloeosporioides), Seca-de-ponteiros e Mancha-aurelolada e de dezembro a maio para controle da Antracnose (C. coffeanum), Cercosporiose e Ferrugem.
Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

CAQUI: Iniciar a aplicação logo após a queda das flores ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalo máximo de 30 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

CEBOLA: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

CENOURA: Iniciar as aplicações quando as plantas atingirem 15 cm de altura e repetir em intervalos de 5 a 7 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

CITROS: Iniciar as aplicações preventivamente quando 2/3 das pétalas da florada principal tiverem caído. Reaplicar mensalmente ou quando as condições forem favoráveis à ocorrência da doença, visando proteger os frutos durante todo o período de predisposição a doença.

FEIJÃO E FEIJÃO-VAGEM: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

FIGO: Iniciar a aplicação quando ocorrer os primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 10 a 15 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. Suspender as aplicações uma semana antes da colheita.

GOIABA: Iniciar a aplicação após o início da brotação ou nos primeiros sintomas. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

JILÓ: Iniciar a aplicação quando ocorrer os primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

MAÇÃ: Iniciar a aplicação após a poda em tratamento de inverno. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

MAMÃO: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas nas folhas mais velhas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

MANGA: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

MARMELO: Iniciar a aplicação logo após a poda de limpeza em tratamento de inverno. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

NÊSPERA: Iniciar a aplicação logo após a poda de limpeza em tratamento de inverno. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

PÊSSEGO: Aplicar preventivamente no período de inverno, quando ocorrer a queda das folhas, ou dentro do manejo de doenças para a cultura, ou durante a fase de inchamento das gemas ou durante a fase de floração.

PIMENTA E PIMENTÃO: Iniciar a aplicação na formação de mudas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 7 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

SOJA: Iniciar a aplicação aos 50 a 60 dias após a emergência da cultura e repetir a aplicação no estádio R1. Aplicar dose maior quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

TOMATE: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. No viveiro, iniciar as pulverizações quando as plantas apresentarem as primeiras folhas, repetindo com intervalos de 7 a 15 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

UVA: Iniciar a aplicação durante o período de frutificação. Repetir em intervalos de 4 a 10 dias. Para a Podridão-da-uva-madura, iniciar as aplicações preventivamente, quando as brotações tiverem cerca de 5 a 7 cm. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

MODO DE APLICAÇÃO: FUNGURAN VERDE deve ser utilizado preventivamente, podendo ser aplicado no aparecimento dos primeiros sintomas das doenças através da pulverização. Para preparar a calda, despejar o produto na água, agitando lentamente até a formação de uma calda homogênea, mantendo-o sob constante agitação e utilizando-a no mesmo dia da preparação. Recomenda-se o uso de pulverizadores manuais, motorizados ou acoplados a tratores com bicos cônicos tipo D2 apropriados para a aplicação de pó molhável. Aplicar o volume de calda recomendado, observando que ocorra uma boa cobertura de pulverização nas plantas. Observações locais deverão ser efetuadas visando evitar a deriva e a evaporação do produto.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Abacate: Sem restrições (1)
Algodão: Sem restrições (1)
Alho: Sem restrições (1)
Amendoim: Sem restrições (1)
Batata: Sem restrições (1)
Berinjela: Sem restrições (1)
Cacau: Sem restrições (1)
Café: Sem restrições (1)
Caqui: Sem restrições (1)
Cebola: Sem restrições (1)
Cenoura: Sem restrições (1)
Citros: Sem restrições (1)
Feijão: Sem restrições (1)
Feijão-vagem: Sem restrições (1)
Figo: Sem restrições (1)
Goiaba: Sem restrições (1)
Jiló: Sem restrições (1)
Maçã: Sem restrições (1)
Mamão: Sem restrições (1)
Manga: Sem restrições (1)
Marmelo: Sem restrições (1)
Nêspera: Sem restrições (1)
Pêssego: Sem restrições (1)
Pimenta: Sem restrições (1)
Pimentão: Sem restrições (1)
Soja: Sem restrições (1)
Tomate: Sem restrições (1)
Uva: Sem restrições (1)

(1) Os níveis máximos de cobre devem obedecer à legislação específica para contaminantes em alimentos “in natura”, quando aplicável.
Intervalo de segurança: sem restrições UNA = Uso Não Alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO: Fitotoxidade para as culturas indicadas: respeitadas as doses e o modo de aplicação, o produto não apresenta restrições.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como os controles: cultural, biológico, microbiano, comportamental, químico, e uso de variedades resistentes, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

O produto fungicida FUNGURAN VERDE é composto por oxicloreto de cobre, que apresenta atividade de contato multi-sítio, pertencente ao Grupo M01, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).

CORROSIVO AO ALUMÍNIO, FERRO E FERRO GALVANIZADO
Oxicloreto de Cobre Técnico Fanaproqui registro nº2905, ATO Nº 30, de 09/06/2014; DOU de 12/06/2014