Bula Tejo - TradeCorp

Bula Tejo

Mancozebe
41718
Tradecorp do Brasil

Composição

Mancozebe 800 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida, Acaricida
1 - Produto Extremamente Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato, Protetor

Alho

Alternaria porri (Mancha púrpura)

Amendoim

Cercospora arachidicola (Mancha castanha)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)

Berinjela

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Brócolis

Peronospora parasitica (Míldio)

Café

Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)

Cebola

Alternaria porri (Mancha púrpura)

Cenoura

Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Citros

Diaporthe citri (Podridão penducular)
Phomopsis citri (Podridão peduncular)
Phyllocoptruta oleivora (Ácaro da falsa ferrugem)

Couve

Alternaria brassicae (Mancha preta)

Couve-flor

Alternaria brassicae (Mancha preta)

Ervilha

Ascochyta pinodes (Mancha de ascochyta)

Feijão

Alternaria alternata (Mancha de alternaria)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)

Fumo

Peronospora tabacina (Mofo azul)

Maçã

Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Manga

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melancia

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Melão

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Pêssego

Monilinia fructicola (Podridão parda)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Phytophthora infestans (Requeima)

Uva

Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Plasmopara viticola (Míldio)

Tipo: Saco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,5 - 25 kg.

Tipo: Saco.
Material: Fibra celulósica.
Capacidade: 0,5 - 25 kg.

INSTRUÇÃO DE USO

TEJO é um fungicida protetor, recomendado para controle de fungos patogênicos em diversas culturas.
Observações:
- Usar espalhante adesivo ou óleo agrícola emulsionável, e seguir a recomendação do fabricante.
- Por ser um fungicida de contato, TEJO deve ser aplicado preventivamente, antes da infecção, e em suficiente quantidade de água para uma adequada e uniforme cobertura da parte aérea das plantas.
- Os volumes de aplicação são variáveis em função do porte e arquitetura das plantas.

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

a. Aplicação terrestre:
Equipamentos: pulverizadores de barra ou costal, pulverizadores acoplados a trator, atomizadores costais motorizados com bomba centrífuga.
Bicos: cone, como XH4 ou D2-13.
Altura da barra: deve permitir boa cobertura da parte aérea.
Volume de aplicação: conforme instruções de uso.
Para citros, usar atomizador costal ou tratorizado, ou pistola de aplicação. Usar pressão de 200 a 250 lb/pol², bico tipo cônico com difusor nos atomizadores. Aplicar volume necessário para completar cobertura de todas as partes da planta. Aplicar até o ponto de escorrimento.
Observação: No caso de se utilizar outros equipamentos, esses devem sempre proporcionar boa cobertura de pulverização nas plantas.

b. Aplicação aérea:
Equipamentos: barra com bicos ou bicos rotativos (Micronair).
Bicos: teejet cone vazio, pontas D6 a D12.
Altura de vôo: 02 a 05 m sobre a cultura.
Largura da faixa de deposição efetiva: 15 a 20 m.
Condições climáticas: devem ser respeitadas as condições de vento de 10 a 15 km/hora, temperatura e umidade relativa, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação.
Ângulo da pá: deve ser ajustado em função da gota desejada, respeitando-se as condições de vento, temperatura e umidade relativa.

Preparo da calda: Fazer uma pré-mistura em um balde, adicionando a quantidade recomendada de TEJO até obter uma pasta homogênea. Adicionar a pré-mistura no tanque pulverizador com metade de sua capacidade com água limpa, e completar o volume mantendo a calda sob contínua agitação. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Prepare somente a quantidade necessária de calda para uma aplicação, pulverizando o mais rápido possível após o seu preparo.

Lavagem do equipamento de aplicação: Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pela mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
Repetir esse processo por mais uma vez. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

Gerenciamento de deriva: Devem ser tomados cuidados especiais para se evitar a deriva da pulverização fora da área a ser tratada, ou sobre corpos d'água. A pulverização de gotas maiores reduz o potencial de deriva, mas não irá prevení-la se as aplicações forem feitas de forma inadequada ou sob condições ambientais desfavoráveis. É responsabilidade do aplicador adequar o pulverizador à aplicação pretendida, calibrá-lo corretamente, e evitar que ocorra a deriva.

Chuva: TEJO age na superfície das plantas, devendo ser aplicado com adjuvante para maior cobertura e permanência.

Armazenamento: O produto apresenta perda de força sob exposição prolongada ao ar, calor e/ou umidade, mantenha o produto em sua embalagem original fechada, longe de fertilizantes, alimentos, e ração animal.
Nunca permita que o produto entre em contato com umidade durante o armazenamento. Isso poderá levar a alterações químicas que poderão reduzir sua eficiência e produzir vapores que poderão ser inflamáveis.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Alho, Batata, berinjela, Brócolis, Cebola, Cenoura, Couve-flor, Ervilha, Maçã, Melancia, Tomate e Uva: 7 dias
Amendoim, Citros, Couve, Feijão e Melão: 14 dias
Café e Figo: 21 dias
Manga: 20 dias
Pêssego: 32 dias
Fumo: Uso não alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entrar nas áreas tratadas sem o equipamento de proteção individual por um período de aproximadamente 24 horas ou até que a calda pulverizada nas plantas esteja seca. Caso seja necessária a reentrada na lavoura antes desse período, é necessário utilizar aqueles mesmos equipamentos de proteção individual usados durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- TEJO não deve ser usado em culturas plantadas em sistema hidropônico, em vasos ou outros recipientes.
- TEJO é efetivo somente quando aplicado preventivamente antes da infecção.
- TEJO não deve ser aplicado através de sistemas de irrigação.
- TEJO não deve ser usado em plantas ornamentais. - TEJO não deve ser utilizado em desacordo as instruções de rótulo e bula.
- TEJO não deve ser aplicado em culturas danificadas devido ao stress resultante da seca, excesso de água, deficiência nutricional, ataques de pragas, ou outros fatores.
- TEJO não deve ser aplicado com produtos de reação fortemente alcalina, tais como calda bordalesa ou sulfocálcia e não deve ser utilizado em mistura de tanque com qualquer outro agrotóxico.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M03 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO: M03 - FUNGICIDA

O produto fungicida TEJO é composto por Mancozebe que apresenta mecanismo de ação de Atividade de contato multi-sítio, pertencente ao Grupo M03, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).