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Bula Difenoconazol CCAB 250 EC

CI
Difenoconazol
10221
CCAB Agro

Composição

Difenoconazol 250 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico

Álamo

Dosagem Calda Terrestre
Melampsora medusae (Ferrugem do álamo)

Alface

Dosagem Calda Terrestre
Septoria lactucae (Septoriose)

Algodão

Dosagem Calda Terrestre
Ramularia areola (Ramularia)

Alho

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria porri (Mancha púrpura)

Amendoim

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora arachidicola (Mancha castanha)
Pseudocercospora personata (Mancha preta)
Sphaceloma arachidis (Verrugose)

Arroz

Dosagem Calda Terrestre
Bipolaris oryzae (Mancha parda)

Banana

Dosagem Calda Terrestre
Mycosphaerella fijiensis (Sigatoka negra)
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Batata

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria solani (Pinta preta grande)

Berinjela

Dosagem Calda Terrestre
Phoma exigua var. exigua (Seca de ponteiros)

Beterraba

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora beticola (Cercosporiose)

Café

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora coffeicola (Olho pardo)

Cebola

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria porri (Mancha púrpura)

Cenoura

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Citros

Dosagem Calda Terrestre
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)

Ervilha

Dosagem Calda Terrestre
Erysiphe polygoni (Oídio)

Feijão

Dosagem Calda Terrestre
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Girassol

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria helianthi (Mancha de alternaria)
Erysiphe cichoracearum (Oídio)

Maçã

Dosagem Calda Terrestre
Entomosporium mespili (Entomosporiose)
Podosphaera leucotricha (Oídio)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Mamão

Dosagem Calda Terrestre
Asperisporium caricae (Varíola)

Manga

Dosagem Calda Terrestre
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Lasiodiplodia theobromae (Podridão de raiz)
Oidium mangiferae (Oídio)

Melancia

Dosagem Calda Terrestre
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)

Melão

Dosagem Calda Terrestre
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)

Milho

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora zeae-maydis (Cercosporiose)
Exserohilum turcicum (Mancha foliar)
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria)

Morango

Dosagem Calda Terrestre
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar)

Pepino

Dosagem Calda Terrestre
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Pimentão

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora capsici (Cercospora)

Rosa

Dosagem Calda Terrestre
Diplocarpon rosae (Mancha negra)
Sphaerotheca pannosa (Oídio)

Soja

Dosagem Calda Terrestre
Colletotrichum dematium (Antracnose)
Microsphaera diffusa (Oídio)
Septoria glycines (Mancha parda)

Tomate

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria solani (Pinta preta grande)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Uva

Dosagem Calda Terrestre
Elsinoë ampelina (Antracnose)
Pseudocercospora vitis (Cercospora)
Uncinula necator (Oídio)

Tipo: Balde
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 30 L

Tipo: bombona
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 60 L

Tipo: Frasco
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 2 L

Tipo: Tambor
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 220 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um fungicida sistêmico do grupo dos triazóis, com ação predominantemente preventiva. Atua como inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células dos fungos, inibindo a formação de ATP, essencial nos processos metabólicos dos fungos. Sua excelente ação preventiva se apresenta devido à atuação na inibição da germinação dos esporos, desenvolvimentos e penetração dos tubos germinativos.

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

Volumes de calda recomendados para aplicação terrestre

Álamo, banana, citros, manga: 500 a 1000 L de calda/ha;
Arroz, amendoim, feijão, girassol, milho, morango, soja, café (Viveiro): 100 a 200 L de calda/ha;
Alface, algodão, alho, batata, beterraba, berinjela, cebola, cenoura, ervilha, melancia, melão, pimentão, rosa: 200 a 400 L de calda/ha;
Maçã: 800 a 1500 L de calda/ha;
Pepino: 200 a 500 L de calda/ha.

Equipamentos

O equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno, podendo ser costal manual ou motorizado. Estacionário com mangueira. Turbo atomizador ou tratorizado com barra ou auto-propelido. Os tipos de bicos podem ser de jato cônico vazio ou jato plano (leque), que proporcionem um tamanho de gota com DMV (diâmetro mediano volumétrico) entre 150 a 400 µm (micrômetro) e uma densidade de gotas mínima de 20 gotas/cm². A velocidade do trator deverá ser de acordo com a topografia do terreno. A pressão de trabalho deve estar de acordo com as recomendações do fabricante do bico utilizado, variando entre 100 a 1000 Kpa (= 15 a 150 PSI). O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada. Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura. Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C, com umidade relativa acima de 50% e ventos de 3 a 15 km/hora.

Aplicação aérea

Utilizar aeronave agrícola registrada pelo MAPA e homologada para operações aero-agrícolas pela ANAC. Os tipos de bicos podem ser de jato cônico vazio, jato plano (leque) ou atomizadores rotativos, que proporcionem um tamanho de gota com DMV (diâmetro mediano volumétrico) entre 150 a 400 µm (micrômetro) e uma densidade de gotas mínima de 20 gotas/cm². A altura de voo deverá ser de acordo com o tipo de aeronave utilizada com no mínimo 2 m acima do topo da planta. A largura da faixa de deposição efetiva varia conforme o tipo de aeronave utilizada. Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C, com umidade relativa acima de 50% e ventos de 3 a 15 km/hora. Não aplicar durante condições de inversão térmica (ausência de ventos).

Parâmetros para Aplicação Aérea

As pulverizações aéreas nas culturas de soja, girassol, milho, arroz, amendoim, álamo e banana devem ser realizadas unicamente em Baixo Volume (BV) com água.

Volume de aplicação

- Álamo: 40 L/ha;
- Arroz, amendoim, girassol, milho e soja: 20 a 50 L/ha;
- Banana: 15 L/ha.

Observações

- Evitar as condições de inversão térmica.
- Ajustar o tamanho de gotas (DMV) às condições ambientais, alterando o ângulo relativo dos bicos hidráulicos ou o ângulo das pás do “micronair”.
- Os volumes de aplicação e tamanho de gotas maiores são indicados quando as condições ambientais estão próximas dos limites recomendados. Já para lavouras com densa massa foliar, recomendam-se gotas menores e volumes maiores.
- Para a cultura da Banana, para melhor eficiência do tratamento, recomenda-se como veículo na pulverização a utilização de óleo mineral com índice de sulfonação mínima de 90% e outras especificações exigidas para uso agrícola.

Preparo da calda para um volume total de 15 L/ha

Recomendada 5 litros de óleo mineral 220 mL de surfactante foliar. Completar com água até o volume de 15 L. Não utilizar em mistura só com óleo.

PREPARO DA CALDA

Preparo da calda para pulverização:
1. Calcular a quantidade de água e produto necessários para tratar a área;
2. Deitar 2/3 de água limpa necessária no tanque do pulverizador;
3. Acionar o sistema de agitação;
4. Agitar o produto antes de retirar a dose.
5. Adicionar o produto na dose recomendada;
6. Completar o tanque com o restante da água necessária, agitando sempre.

Recomenda-se aplicar a calda no mesmo dia do preparo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Desde que aplicado nas culturas e doses recomendadas, o produto não é fitotóxico. Evitar temperaturas de armazenamento superiores a 50 a 60°C. Não armazenar o produto próximo de linhas de vapor ou outras fontes de aquecimento, pois essas condições podem dar início a um processo de combustão do produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de tecido hidro-repelentes com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha; avental impermeável, máscara com filtro combinado (filtro químico contravapores orgânicos e filtro mecânico classe P2), óculos de proteção, touca árabe e luvas de nitrila.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO G1 FUNGICIDA

O produto fungicida é composto por Difenoconazole, que apresenta mecanismo de ação de desmetilase na biossíntese de esterol, pertencente ao Grupo G1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).