Bula Tebas - BRA

Bula Tebas

Tebuconazol
2518
BRA

Composição

Tebuconazol 200 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico

Abacaxi

Fusarium subglutinans (Fusariose)

Álamo

Melampsora medusae (Ferrugem do álamo)

Alho

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Puccinia allii (Ferrugem)

Amendoim

Cercospora arachidicola (Mancha castanha)
Pseudocercospora personata (Mancha preta)

Arroz

Pyricularia grisea (Brusone)

Aveia

Drechslera avenae (Helmintosporiose)
Puccinia coronata var. avenae (Ferrugem da folha)

Banana

Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Beterraba

Cercospora beticola (Cercosporiose)

Cacau

Crinipellis perniciosa (Vassoura de bruxa)

Café

Ascochyta coffeae (Mancha das folhas)
Cercospora coffeicola (Olho pardo)
Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)
Phoma costaricensis (Seca de ponteiros)

Cebola

Alternaria porri (Mancha púrpura)

Cenoura

Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Cevada

Drechslera teres (Mancha angular)
Puccinia hordei (Ferrugem)

Citros

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Crisântemo

Puccinia horiana (Ferrugem branca)

Feijão

Alternaria alternata (Mancha de alternaria)
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)

Gladíolo

Uromyces transversalis (Ferrugem)

Goiaba

Puccinia psidii (Ferrugem)

Mamão

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Manga

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Maracujá

Cladosporium herbarum (Verrugose)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melancia

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Melão

Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Milho

Exserohilum turcicum (Mancha foliar)
Puccinia polysora (Ferrugem polisora)
Puccinia sorghi (Ferrugem)

Morango

Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar)

Pepino

Leandria momordicae (Mancha zonada)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Pêssego

Monilinia fructicola (Podridão parda)
Tranzschelia discolor (Ferrugem)

Rosa

Diplocarpon rosae (Mancha negra)

Soja

Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente)
Microsphaera diffusa (Oídio)
Septoria glycines (Mancha parda)

Sorgo

Claviceps africana (Ergot)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Blumeria graminis f.sp. tritici (Oídio)
Drechslera tritici-repentis (Mancha amarela)
Fusarium graminearum (Fusariose)
Puccinia graminis (Ferrugem do colmo)
Puccinia triticina (Ferrugem da folha)
Pyricularia grisea (Brusone)
Septoria tritici (Mancha salpicada)
Stagonospora nodorum (Mancha das glumas)

Uva

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Uncinula necator (Oídio)

Tipo: Bombona.
Material: Plástico/Polietileno/Plástico COEX,PEAD,PET.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 50; 100; 150; 200 L.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 2,5; 5,0; 10; 15; 20 L.
Tipo: Frasco.
Material: Polietileno.
Capacidade: 0,5; 1,0; 2,0; 2,5; 5,0; 10; 15; 20 L.
Tipo: Frasco.
Material: Alumínio.
Capacidade: 1 L.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico COEX, PEAD, PET.
Capacidade: 1,0; 2,0; 2,5; 5,0; 10; 15; 20 L.
Tipo: Garrafa.
Material: Plástico.
Capacidade: 1 L.
Tipo: Mini bulk.
Material: Plástico/Polietileno/Plástico COEX,PEAD,PET/Aço.
Capacidade: 1.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

TEBAS é um fungicida sistêmico do grupo químico triazol, caracterizado pelo mecanismo de ação denominado IBE (inibidor da biossíntese do ergosterol). Tratase de um concentrado emulsionável, que contém 200 g/L do ingrediente ativo tebuconazol. Possui ação preventiva e curativa, sendo recomendado para o controle de doenças em culturas agrícolas, conforme especificado abaixo.

CULTURAS/DOENÇAS/DOSES

TEBAS é indicado para o controle de doenças, através de pulverização da parte aérea nas culturas de abacaxi, álamo, alho, amendoim, arroz, aveia, banana, batata, beterraba, cacau, café, cebola, cenoura, cevada, citros, crisântemo, feijão, figo, gladíolo, goiaba, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, milho, morango, pepino, pêssego, rosa, soja, sorgo, tomate, trigo e uva.

MODO DE APLICAÇÃO

TEBAS deve ser misturado em água limpa e aplicado através de pulverização com equipamentos terrestres ou aeronaves.

Aplicação terrestre

Culturas: Abacaxi, álamo, alho, amendoim, arroz, aveia, banana, beterraba, cacau, cebola, cenoura, cevada, citros, crisântemo, feijão, figo, gladíolo, goiaba, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, milho, morango, pepino, pêssego, rosa, soja, sorgo, tomate, trigo e uva. Utilizar pulverizadores de barra com bicos cônicos (D2), com pressão de 80 a 100 lb/pol² e vazão de 200 a 300 L de calda/ha. Nas culturas de abacaxi, crisântemo, figo, gladíolo, goiaba, maracujá, morango, pêssego, rosa e uva, usar pulverizadores de pistola com consumo de 800 a 1000 L de calda/ha. Para a cultura de manga, utilizar pulverizadores de pistola com consumo de 1000 a 2000 L de calda/ha. Nas culturas de alho, batata, beterraba, cebola, cenoura, melancia, melão, pepino e tomate, recomenda-se usar 500 a 1000 L de calda/ha. Para citros utilizar 2000 L/ha. Na cultura de café utilizam-se atomizadores, sendo que o volume de calda deve variar de 250 a 500 L/ha. Na cultura da banana aplica-se a dose do produto diluído em 15 L de óleo mineral. Nas culturas de alho, cebola, citros, recomenda-se adicionar espalhante adesivo na calda. Para as culturas de álamo e mamão a dose recomendada deve ser diluída em água e aplicada na forma de pulverização com qualquer tipo de equipamento terrestre: pulverizadores costais (manual, pressurizado ou motorizado), ou tratorizados com barra. Os equipamentos devem ser dotados com pontas que promovam uma perfeita cobertura da área tratada da planta. O volume de calda para a cultura do álamo é de 2600 L/ha, ou maior para as plantas mais desenvolvidas. No mamão, recomenda-se volume de calda de 1000 L/ha.

Aplicação aérea

Culturas: Álamo, aveia, banana, cevada, soja e trigo. Nas culturas de aveia, banana, cevada e trigo, usar micronair ou barra equipada com bicos cônicos D6 a D12, altura de vôo de 2 a 4 m, pressão da bomba 30 a 50 lb/pol2 , vazão de 10 a 20 L/ha para micronair e 20 a 30 L/ha quando se emprega barra, largura da faixa de deposição: 15 a 18 m, com densidade mínima de 80 gotas/cm2 . Não utilizar óleo mineral na aplicação aérea em banana. Para a cultura do álamo, em áreas onde a cultura esteja muito desenvolvida, recomenda-se aplicação aérea. Nesses casos, recomenda-se usar micronair ou barra equipada com bicos cônicos D6 a D12, altura de vôo que permita distribuição uniforme, pressão da bomba de 30 a 50 lb/pol² , vazão de 10 a 20 L/ha para micronair e 20 a 30 L/ha no uso de barra, largura da faixa de distribuição de 15 a 18 m, com densidade de gotas igual ou superior a 80 gotas/cm². Condições climáticas: Aplicação terrestre: temperatura inferior a 27ºC, umidade relativa acima de 60% e velocidade do vento até 15 km/hora. Aplicação aérea: temperatura inferior a 25ºC, umidade relativa superior a 50% e velocidade do vento entre 3 e 5 km/hora.
Preparo da calda

Encher metade do tanque do pulverizador com água e adicionar o produto, mantendo o misturador mecânico ou o retorno em funcionamento. Completar o volume do tanque com água. Manter a calda sob agitação contínua durante seu preparo e durante a sua aplicação. Limpeza do equipamento de pulverização: Utilizar apenas equipamentos limpos e devidamente conservados. Após a aplicação do produto, realizar a lavagem completa do equipamento.

INTERVALOS DE SEGURANÇA

Abacaxi, alho, cacau, cebola, cenoura, feijão, figo, melancia, melão e uva: 14 dias
Amendoim, batata, café e soja: 30 dias
Arroz, aveia, cevada e trigo: 35 dias
Banana, pepino e morango: 5 dias
Beterraba, mamão, maracujá, pêssego e tomate: 7 dias
Citros, goiaba e manga: 20 dias
Álamo, crisântemo, rosa e gladíolo: Uso não alimentar
Milho e sorgo: 15 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• Uso exclusivamente agrícola.
• Utilizar apenas as doses recomendadas.
• Desde que sejam mantidas as recomendações de uso não ocorre fitotoxicidade nas culturas para as quais o produto é recomendado.
• Todo equipamento usado para aplicar o produto deve ser descontaminado antes de outro uso.
• Não aplicar o produto nas culturas de feijão e tomate antes da floração.
• Não aplicar o produto na cultura da batata antes da fase final de desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e início do desenvolvimento dos tubérculos.
• Não aplicar o produto na cultura do melão durante o florescimento.
• Na ocorrência de chuvas após a aplicação, e dependendo da sua intensidade, pode ocorrer diminuição da ação do produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

• Precauções do manuseio: Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de proteção; touca árabe e luvas de nitrila.
• Precauções durante a aplicação: Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de proteção; touca árabe e luvas de nitrila.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
- Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos;
- Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula;
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.