Bula Tebuconazole CCAB 200 EC - CCAB Agro

Bula Tebuconazole CCAB 200 EC

Tebuconazol
9412
CCAB Agro

Composição

Tebuconazol 200 g/L

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico

Álamo

Melampsora medusae (Ferrugem do álamo)

Arroz

Bipolaris oryzae (Mancha parda)
Pyricularia grisea (Brusone)

Aveia

Drechslera avenae (Helmintosporiose)
Puccinia coronata var. avenae (Ferrugem da folha)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Beterraba

Cercospora beticola (Cercosporiose)

Cacau

Crinipellis perniciosa (Vassoura de bruxa)

Café

Ascochyta coffeae (Mancha das folhas)
Cercospora coffeicola (Olho pardo)
Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)
Phoma costaricensis (Seca de ponteiros)

Cevada

Drechslera teres (Mancha angular)
Puccinia hordei (Ferrugem)

Crisântemo

Puccinia horiana (Ferrugem branca)

Feijão

Alternaria alternata (Mancha de alternaria)
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)

Gladíolo

Uromyces transversalis (Ferrugem)

Goiaba

Puccinia psidii (Ferrugem)

Mamão

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Manga

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Melão

Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Milho

Exserohilum turcicum (Mancha foliar)
Puccinia polysora (Ferrugem polisora)
Puccinia sorghi (Ferrugem)

Rosa

Diplocarpon rosae (Mancha negra)

Soja

Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente)
Microsphaera diffusa (Oídio)
Septoria glycines (Mancha parda)

Sorgo

Claviceps africana (Ergot)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Blumeria graminis f.sp. tritici (Oídio)
Drechslera tritici-repentis (Mancha amarela)
Fusarium graminearum (Fusariose)
Puccinia graminis (Ferrugem do colmo)
Puccinia triticina (Ferrugem da folha)
Pyricularia grisea (Brusone)
Septoria tritici (Mancha salpicada)
Stagonospora nodorum (Mancha das glumas)

50mL; 70mL; 100mL; 200mL; 250mL; 350mL; 500mL; 1,0L; 1,5L; 2,0L; 4,0L;
5,0L; 10L; 20L; 50L; 100L; 200L; 500L; 750L; 1000L; 1500L; 2000L; 3000L; 5000L; 6000L;
10.000L; 15.000L; 20.000L

INSTRUÇÕES DE USO:
O TEBUCONAZOLE CCAB 200 EC é um fungicida sistêmico do grupo dos triazóis com ação preventiva e curativa.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
- Álamo - iniciar as aplicações nos primeiros sintomas da ferrugem. A segunda, se necessário, deve ser repetida 21 dias após a primeira aplicação, ou, em fases de menor pressão de doença, quando houver re-infecção. Realizar no máximo duas aplicações.
- Aveia - quando forem encontrados no máximo 5% da superfície foliar infectada pelas doenças. Uma segunda aplicação será necessária se o nível crítico for atingido novamente. Realizar no máximo duas aplicações.
- Arroz - fazer até 2 aplicações logo após o aparecimento dos sintomas nas folhas, com intervalo de 14 dias.
- Batata - o controle deve ser no aparecimento dos primeiros sintomas a partir do final do desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e início do desenvolvimento dos tubérculos. Realizar no máximo 4 aplicações.
- Beterraba, crisântemo e gladíolo - iniciar as aplicações após o aparecimento dos primeiros sintomas e repetir as mesmas a cada 7 dias. Realizar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
- Cacau - iniciar o controle a partir de abril/maio, época que coincide com o início das chuvas. Realizar no máximo 5 aplicações com intervalos de 30 dias.
- Café
- Ferrugem: recomenda-se iniciar a aplicação quando a infecção atingir até 5% e repetir a mesma se esse nível for novamente atingido. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultura.
- Mancha-de-olho-pardo: aplicações preventivas, iniciando-se em dezembro/janeiro, com um total de duas aplicações, até março, que, em condições normais, é o período crítico da doença. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultura.
- Mancha de Ascochyta: a aplicação deve ser feita no início do aparecimento dos primeiros sintomas da doença na folha e repetida 60 dias após. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultura.
- Seca dos Ponteiros: o controle é preventivo iniciando-se as aplicações logo após a florada (flor murcha). Efetuar-se uma 2ª aplicação 30 dias após a primeira, se as condições favoráveis à doença persistirem. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultura. Quando for constatada a doença atacando ponteiros no final do período das chuvas (abril/maio), fazer uma a duas aplicações, com intervalo de 30 dias.
-Cevada – Ferrugem-da-folha e Mancha-reticular: quando forem encontrados no máximo 5% da superfície foliar infectada pelas doenças. Uma segunda aplicação será necessária se o nível crítico for atingido novamente. Mancha-marrom e oídio: começar o monitoramento das doenças a partir dos primeiros sintomas das doenças. A partir de 15 dias após a aplicação, continuar o monitoramento da lavoura e, em condições climáticas propícias ao reaparecimento das doenças, quando necessário, realizar uma segunda aplicação.
- Feijão - a partir do começo do florescimento, no início da infecção podendo ser feita mais uma aplicação com intervalo de 15 - 20 dias da primeira. Realizar no máximo 2 aplicações.
- Figo e roseira - recomenda-se iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas, reaplicando com intervalos de 15 dias. Realizar no máximo 4 aplicações por ciclo de cultura.
- Goiaba - iniciar as aplicações após o aparecimento dos primeiros sintomas. Caso necessário, reaplicar uma ou duas vezes com intervalo de 15 dias. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de cultura.
- Mamão – iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas. Caso necessário, fazer no máximo 6 aplicações por ciclo de produção, com intervalo de 14 dias, por ciclo de cultura.
- Manga - os tratamentos devem ser iniciados antes da abertura das flores, continuando em intervalos quinzenais até início da formação dos frutos. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de produção.
- Melão - iniciar as aplicações após o aparecimento dos primeiros sintomas e repetir as mesmas a cada 7 dias. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
- Milho - recomenda-se iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas, reaplicando com intervalos de 15 dias. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
- Soja - contra Oídio, iniciar as pulverizações quando 50% da área foliar apresentar sintomas, repetindo sempre quando este índice for atingido novamente.
Para o controle das DFC, "doenças de final de ciclo", Crestamento-foliar e Mancha Parda, fazer a primeira aplicação no início da granação (estádio 5.2 a 5.4) e uma segunda pulverização no final da granação, vagens verdes com volume máximo (estádio 6. a 7.1). Para a Ferrugem na fase vegetativa da cultura aplicação deve ser feita no início dos primeiros sintomas. Na fase reprodutiva, a época de aplicação é variável com a data de semeadura. Nos primeiros plantios (meados para final de outubro), deve- se fazer a primeira aplicação no início de formação de grãos (R5.1) e a segunda, na fase de “meia granação” (R5.3). Á medida que for atrasando a semeadura (após o início de novembro), deve- se antecipar as 2 aplicações para a fase de “canivetinho” ( R3) e de início de formação de grãos ( R5.1). Para todas as situações, realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
- Sorgo – uma única aplicação deve ser feita na florada.
- Tomate - o controle deve ser realizado a partir do início do florescimento, no aparecimento dos primeiros sintomas e são feitas 4 aplicações de 14 em 14 dias. Realizar no máximo 5 aplicações por ciclo da cultura.
- Trigo
- Oídio - o controle deve ser iniciado quando a incidência, em folhas, durante o estádio de afilhamento situar- se entre 10 - 15%.
- Ferrugens e Manchas Foliares - iniciar o controle a partir do estádio de alongamento, quando as doenças alcançarem o valor de 5% da área foliar ou 80% de incidência. Pulverizações preventivas contra Giberela devem ser realizadas quando se observar o maior número de flores abertas. Contra a Brusone, a primeira aplicação preventiva deve ser feita no início do espigamento, complementada por mais uma num intervalo de 10 a 12 dias. Para todas as situações, realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
MODO DE APLICAÇÃO: O produto deve ser emulsionado em água e aplicado na forma de pulverização, utilizando equipamentos terrestres ou aeronaves.
- Aplicação terrestre: Usar pulverizadores de barra com bicos cônicos (D2), com pressão de 80 a 100 lb/pol² e vazão de 200 a 300 L de calda/ha para as culturas, aveia, arroz, cevada, feijão, milho, soja, sorgo e trigo.
Nas culturas de:
- Crisântemo, figo, gladíolo, goiaba e rosa empregam-se de 800 a 1000 L de calda/ha,
- Manga, utilizam-se pulverizadores de pistola com consumo de 1000 a 2000 L de calda/ha.
- Batata, beterraba, melão e tomate, recomenda-se usar 500 a 1000 L de calda/ha.
- Café empregam-se atomizadores e o volume de calda varia de 250–500 L/ha.
- Cacau, o produto é aplicado na forma de pulverização com equipamento costal motorizado. Para lavouras com população entre 800 a 1.000 plantas, utilizar de 200 a 300 L/ha de volume de calda ou de 12 a 15 bombas costal de 20 L.
- Álamo e mamão a dose recomendada deve ser diluída em água e aplicada na forma de pulverização com qualquer tipo de equipamento terrestre: pulverizadores costais, (manual, pressurizado ou motorizado), ou tratorizados com barra. Os equipamentos devem ser dotados com pontas que promovam uma perfeita cobertura da área tratada da planta. O volume de calda para a cultura do álamo é de 2600 L/ha, ou maior, para plantas mais desenvolvidas. No mamão, recomenda-se volume de calda de 500 a 1000 L/ha.
- Aplicação aérea: Nas culturas de aveia, cevada, milho, soja e trigo usar micronair ou barra equipada com bicos cônicos D6 a D12, altura de vôo de 2 a 4 m, pressão da bomba 30 a 50 lb/pol², vazão de 10 a 20 L/ha para micronair e 20 a 30 L/ha quando se emprega barra, largura da faixa de deposição 15 a 18 m, com densidade mínima de 80 gotas/cm².
Para a cultura do álamo, recomenda-se aplicação aérea em áreas onde a cultura esteja muito desenvolvida. Nestes casos recomenda-se usar micronair ou barra equipada com bicos cônicos D6 a D12, altura de vôo de que permita distribuição uniforme, pressão da bomba de 30 a 50 lb/pol2 , vazão de 10 a 20 L/ha para micronair e 20 a 30 L/ha no uso de barra, largura da faixa de distribuição de 15 a 18 m, com densidade de gotas igual ou superior a 80 gotas/cm2 .
Condições Climáticas:
- Aplicação aérea: Temperatura: < 30ºC Velocidade do vento: entre 2,0 km/h e 10 km/h Umidade relativa: superior a 60 %
- Aplicação terrestre: Temperatura: < 30ºC Velocidade do vento: < 15 km/h Umidade relativa: superior a 60 %.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Álamo, crisântemo, gladíolo, rosa: Uso não alimentar
Arroz, aveia, cevada, trigo: 35 dias
Batata, café, soja: 30 dias
Beterraba, mamão, tomate: 07 dias
Cacau, feijão, figo, melão: 14 dias
Goiaba, manga: 20 dias
Milho, sorgo: 15 dias
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
- Respeitar os intervalos de segurança e reentrada na cultura;
- Obedecer rigorosamente às recomendações constantes na Bula e no Rótulo para uso e manuseio do produto;
- Não é fitotóxico para as culturas quando utilizado nas doses recomendadas;
- Não aplicar o produto na cultura do feijão e tomate antes da floração;
- Na cultura da batata não aplicar o produto antes da fase final do desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e início do desenvolvimento dos turbéculos;
- Na cultura da soja há risco de fitotoxicidade quando a pulverização da cultura ocorrer sob condições de estresse hídrico e temperaturas elevadas acima de 30ºC. Portanto, em tais condições, deve ser evitada a aplicação do produto;
- Na ocorrência de chuvas após a aplicação, e dependendo da sua intensidade, pode haver diminuição da ação do produto.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo de irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados a: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação a Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO G1 FUNGICIDA

O produto fungicida Tebuconazole CCAB 200 EC é composto por Tebuconazole, que apresenta mecanismo de ação inibidores da desmetilação, pertencente ao Grupo G1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação a Resistência de Fungicidas).